11 dezembro 2015

Mini-paragem natalícia

 O Rick's Cinema parou "a sério" entre Fevereiro e Agosto de 2011. Desde essa data que o blog apenas tem parado aos fins-de-semana. A ultrapassagem da marca das 1400 críticas publicadas (mais de 290 em 2015) e a aproximação do Natal e Ano Novo surgiram como o período considerado "ideal" para efectuar uma mini-pausa. No caso das críticas, em grande parte devido ao número ser absurdo e corroborar que privilegio a quantidade em detrimento da qualidade. No caso das épocas festivas as razões são relativamente óbvias (não me parece que vão utilizar a noite de Ano Novo ou Natal para andarem a ler textos). O blog regressa a 4 de Janeiro, ou seja, a paragem é mínima, embora o aviso seja efectuado em sinal de respeito para com as quatro ou cinco pessoas que se preocupam em interagir e mostrar que não estou a escrever para as paredes. A pausa vai ser aproveitada sobretudo para rever algumas das cerca de sessenta críticas que continuam a ganhar mofo no arquivo (pela experiência recente, mais de metade vão ser apagadas por já não me rever naquilo que escrevi), organizar as publicações do Rick's Cinema para Janeiro, fazer maratonas de filmes e séries, etc, etc, etc. O cronograma de Janeiro já foi publicado, pelo que esta mini-pausa/paragem/férias do blog surge apenas como isso, um mini-período de descanso. Um obrigado bastante sentido a quem se preocupa em seguir este espaço o ano inteiro. Em Janeiro o Rick's Cinema está de volta. Votos de Bom Natal e Feliz Ano Novo.

Trailer de "X-Men: Apocalypse"

 Foi divulgado o trailer de "X-Men: Apocalypse". O filme é realizado por Bryan Singer, através do argumento de Simon Kinberg, Mike Dougherty e Dan Harris.

"X-Men: Apocalypse" conta no elenco com Michael Fassbender, James McAvoy, Jennifer Lawrence, Oscar Isaac, Kodi Smith-McPhee, Alexandra Shipp, Sophie Turner, Tye Sheridan, Ben Hardy, Olivia Munn, Lana Condor, entre outros. "X-Men: Apocalypse" coloca em confronto os elementos dos X-Men contra o Apocalipse.

O filme estreia a 27 de Maio de 2016 nos EUA.

Críticas publicadas em 2015 - Parte 8: 281 - 295

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292 - Resenha Crítica: "The Lavender Hill Mob" (1951)

293 - Resenha Crítica: "The Man in the White Suit" (1951)

294 - Resenha Crítica: "The Ladykillers" (1955)

295 - Resenha Crítica: "Crimes and Misdemeanors" (1989)


Parte 1 - http://bogiecinema.blogspot.pt/2015/09/criticas-publicadas-em-2015-parte-1-1-40.html

Parte 2 - http://bogiecinema.blogspot.pt/2015/06/criticas-publicadas-em-2015-parte-2-41.html

Parte 3 - http://bogiecinema.blogspot.pt/2015/06/criticas-publicadas-em-2015-parte-3-81.html

Parte 4 - http://bogiecinema.blogspot.pt/2015/07/criticas-publicadas-em-2015-parte-4-121.html

Parte 5 - http://bogiecinema.blogspot.pt/2015/08/criticas-publicadas-em-2015-parte-5-161.html

Parte 6 - http://bogiecinema.blogspot.pt/2015/10/criticas-publicadas-em-2015-parte-6-201.html

Parte 7 - http://bogiecinema.blogspot.pt/2015/10/criticas-publicadas-em-2015-parte-7-241.html 

10 dezembro 2015

Resenha Crítica: "Crimes and Misdemeanors" (1989)

 Entre dilemas morais intrincados, artistas a procurarem manter a sua integridade e outros que apenas querem ter sucesso, um assassinato premeditado, traições, humor e as habituais relações complexas entre homens e mulheres que se encontram presentes em diversas obras realizadas por Woody Allen, "Crimes and Misdemeanors" apresenta uma estrutura narrativa centrada sobretudo em Judah Rosenthal (Martin Landau) e Cliff Stern (Woody Allen), embora os dois personagens apenas se cruzem num curto e memorável momento no último terço do enredo. Judah é um oftalmologista bem sucedido, casado com Miriam Rosenthal (Claire Bloom), com quem formou família. Inicialmente encontramos Judah algo nervoso, enquanto se encontra a ser elogiado e homenageado num evento onde se encontram presentes alguns dos seus familiares e amigos. Num flashback, descobrimos que o nervosismo se deve ao facto de Dolores Paley (Anjelica Huston), a amante de Judah, ter enviado uma carta para casa do oftalmologista, onde revela por escrito que mantém um affair com o protagonista. Judah consegue ler a carta antes de Miriam, queimando a missiva de imediato. Dolores é uma comissária de bordo algo temperamental, mais jovem do que Judah, que pretende fazer de tudo para que Miriam descubra o affair, sobretudo quando percebe que o personagem interpretado por Martin Landau não quer ter uma relação séria consigo. Judah ainda tenta argumentar que nunca disse que iria abandonar a esposa, com quem vive há vinte e cinco anos, embora Dolores contraponha que este sempre falou que já não se sentia apaixonado por Miriam. O personagem interpretado por Martin Landau é um homem relativamente calmo, aparentemente pouco dado a seguir os ideais religiosos defendidos pelos familiares, embora as palavras do pai, sobre nada escapar aos olhos de Deus, atormentarem-no em diversos trechos do filme, sobretudo quando toma uma medida extrema para se livrar de Dolores. Judah decide contactar Jack (Jerry Orbach), o seu irmão, um indivíduo sem grandes problemas em arranjar planos tão "delicados" como mandar alguém falar de forma mais dura com a amante do oftalmologista ou eliminar a mesma. Judah chega a expor a sua preocupação junto de Ben (Sam Waterston), um rabino que frequenta o seu consultório. Ben padece de uma doença do foro oftalmológico que o está a levar a perder a visão, embora pareça manter uma enorme calma e ponderação diante dos acontecimentos que rodeiam a sua vida. Este procura aconselhar Judah a contar a verdade a Miriam, algo que o protagonista procura evitar. O diálogo entre Ben e Judah é marcado por questões ligadas à moral e ao comportamento humano, com o argumento de Woody Allen a procurar explorar temáticas existencialistas. Após aconselhar Judah a revelar a verdade sobre o affair, Ben comenta ainda sobre as diferentes visões que ambos têm do Mundo: "Você encara o Mundo como algo cruel, destituído de valores. Eu não poderia viver sem a crença num sistema moral com um verdadeiro significado e perdão, regido por um poder superior. Senão, não há base de conduta (...)", num dos diversos diálogos de "Crimes and Misdemeanors" que derivam para temáticas mais profundas. Ben é cunhado de Cliff Stern, um realizador que tarda em conseguir ser bem sucedido a nível profissional. Diga-se que a vida sentimental de Cliff também não se encontra lá muito famosa. O casamento entre Cliff e Wendy (Joanna Gleason), a irmã de Ben, encontra-se preso por um fio, com a relação entre ambos a ser marcada por um enorme distanciamento. Cliff é um indivíduo algo pessimista e sarcástico, que se recorda da última vez que fez sexo com a esposa (há um ano, naquele que seria o dia de aniversário de Adolf Hitler), detestando Lester (Adan Alda), outro dos irmãos de Wendy.

Se Ben é um indivíduo discreto, religioso e ponderado cuja filha se encontra prestes a casar, já Lester é um produtor televisivo egocêntrico, mulherengo, bem sucedido, embora Cliff despreze os seus trabalhos e os prémios que conquistou. Diga-se que, tal como em "Annie Hall", também assistimos ao desprezo por parte de um dos protagonistas em relação aos grandes prémios e a alguns trabalhos televisivos, com Woody Allen a dar vida a um cineasta que prefere realizar aquilo em que acredita, apresentando um conjunto de comportamentos que associamos muitas das vezes ao actor/realizador/argumentista. Apesar de não querer vender os seus ideais, Cliff acaba por aceitar realizar um documentário para Lester, sobre este último, embora mantenha sempre um tom crítico em relação ao cunhado, algo visível na hilariante montagem final do trabalho. Cliff realiza este trabalho encomendado para ganhar dinheiro tendo em vista a finalmente poder terminar o documentário que se encontra a desenvolver sobre Louis Levy (interpretado pelo psicólogo Martin S. Bergmann), um indivíduo com um conjunto de ideias interessantes sobre a vida. É na elaboração do documentário sobre o cunhado que Cliff conhece Halley Reed (Mia Farrow), uma produtora discreta e sarcástica, que ainda não parece ter ultrapassado o processo de divórcio. Halley fica interessada no documentário sobre Levy, enquanto Cliff começa a apaixonar-se por esta mulher, apesar de ser casado e encontrar a forte concorrência de Lester. Enquanto isso, Judah acaba por aceitar a ideia do irmão, com este último a contratar um assassino que elimina Dolores, com o primeiro a temer inicialmente a possibilidade de ser castigado pelo crime, embora "Crimes and Misdemeanors" não esteja virado para grandes lições de moral. Existe muitas das vezes um tom algo pessimista e negro a rodear alguns episódios desta obra onde o humor se encontra muito presente, com Woody Allen a sobressair mais uma vez a interpretar um tipo nervoso, pouco dado a aturar pretensiosismos, cuja vida sentimental já conheceu melhores dias, tendo enorme dificuldade em conciliar aquilo que lhe diz o coração e a cabeça (como este salienta "É muito difícil fazer com que os dois se entendam. No meu caso, eles nem se falam"). Allen desperta a nossa atenção como este indivíduo idealista e sardónico, que conta com uma visão muito própria da vida e do amor, que procura levar regularmente a sua sobrinha, uma jovem órfã de pai, filha da irmã do protagonista, a eventos culturais, sobretudo ao cinema. Os momentos em que assiste a "Singin' in the Rain" com Halley são típicos do jeito peculiar de Cliff, com este a expor os seus sentimentos embora esteja longe de ser totalmente bem sucedido. Se Cliff é inseguro, já Lester aparece representado como uma figura confiante e arrogante, que guarda consigo um gravador para poder reter todas as ideias que surgem na sua mente, com o seu conceito do que é o humor, recheado de chavões, a divergir imenso daquele que é defendido pelo protagonista. Diga-se que estes não são os únicos elementos que se destacam ao longo do enredo, com a narrativa a contar com um conjunto de personagens que sobressai não só graças às interpretações de actores e actrizes como Woody Allen, Alan Alda, Martin Landau, Anjelica Huston, Mia Farrow, Jerry Orbach, entre outros, mas também devido ao argumento sublime escrito pelo primeiro, com o dilema moral de Judah a ser livremente inspirado no livro "Crime e Castigo" de Fyodor Dostoyevsky. No caso de Landau, este interpreta o outro protagonista do filme, com o actor a atribuir características sérias e soturnas ao personagem a quem dá vida, um oftalmologista que toma a decisão drástica de eliminar a sua amante para proteger o seu casamento e a sua reputação.

Martin Landau interpreta uma das figuras mais complexas de "Crimes and Misdemeanors", com Judah a optar pela solução menos recomendável para resolver um problema que poderia destruir por completo a sua vida familiar, tendo no seu irmão um indivíduo cujos conselhos nem sempre são os mais recomendáveis. Embora Dolores não dure muito tempo na narrativa, Anjelica Huston consegue expor o lado emocionalmente desequilibrado desta figura feminina que se sente traída em relação a Judah, algo que a conduz a tomar medidas extremas, com a actriz a exibir que esta mulher chegou a um ponto em que já não tem mais paciência para esperar e continuar a ser a amante. No entanto, a personagem feminina que mais se destaca ao longo do filme é Halley, com Mia Farrow a interpretar assertivamente uma produtora relativamente reservada e culta, que desperta a atenção de Cliff e Lester. Apesar de ser algo reservada, Halley nem por isso se deixa apagar diante das figuras masculinas, uma situação visível nas suas respostas sardónicas a Lester, embora aos poucos até se comece a sentir atraída pelo mesmo. Esta é a típica personagem feminina forte dos filmes de Woody Allen, ou pelo menos com uma personalidade que facilmente prende a nossa atenção, surgindo como uma figura dicotómica de Dolores e até de Wendy. A personagem interpretada por Joanna Gleason apresenta uma distância latente de Cliff, com este a perceber isso mesmo, não só devido à falta de desejo sexual desta mas também pela pouca intimidade que apresentam. É, sobretudo, a abordar estes relacionamentos intrincados e a desenvolver os mesmos, sempre com alguma acidez e mordacidade à mistura, que "Crimes and Misdemeanors" sobressai, com Woody Allen a colocar-nos mais uma vez diante de um conjunto de personagens que povoam a cidade de Nova Iorque, com esta a parecer influenciar estas figuras e os seus comportamentos. Diga-se que o protagonista de "Annie Hall" apreciava imenso Nova Iorque, independentemente das imperfeições desta cidade, com "Crimes and Misdemeanors" a abordar e conter diversos elementos que são transversais a vários trabalhos de Woody Allen. Estes elementos vão desde as relações intrincadas entre homens e mulheres, as traições, os artistas com visões muito próprias da arte (veja-se que Cliff procura manter-se fiel aos seus ideais), personagens cujas profissões encontram-se ligadas ao cinema ou televisão, a música jazz na banda sonora, as referências cinéfilas (as sessões de cinema, bem como o poster de "The Kid" na casa de Cliff), as deambulações no tempo da narrativa (diversos flashbacks, tal como em "Annie Hall", mas também situações onde um dos protagonistas se recorda da sua infância e visualiza a sua família como se esta estivesse presente), a utilização da cidade de Nova Iorque, as falas marcantes (veja-se quando dizem a Cliff que Lester é um fenómeno americano e o primeiro responde prontamente "a chuva ácida também", ou quando Halley comenta que o personagem interpretado por Alan Alda quer produzir um projecto dela e o protagonista salienta "O teu primeiro filho", entre outros exemplos), as frustrações sexuais, com o próprio actor e realizador a interpretar um indivíduo muito associado à sua figura.

Nervoso, culto, cinéfilo, sempre pronto a exibir alguma mordacidade, Cliff tanto gosta de espalhar azedume em relação a Lester como apresenta uma enorme delicadeza com a sobrinha e Halley, com o personagem interpretado por Woody Allen a surgir como uma figura complexa e interessante de acompanhar. Allen tanto consegue atribuir um tom cómico como algo dramático ao personagem que interpreta, com o actor a destacar-se pelo timing exímio na exposição das falas mordazes. A certa altura encontramos Cliff a ter uma enorme desilusão em relação à decisão tomada por uma personagem. As expressões do rosto de Woody Allen contribuem para que acreditemos que Cliff se encontra mesmo arrasado, com o destino a ter um papel de relevo neste desfecho. O destino também parece exercer um papel de relevo na vida de Judah, com este a contar inicialmente com um certo sentimento de culpa, muito associado à religião, ou não tivesse sido educado numa família conservadora, embora seja algo céptico, com os elementos judaicos a estarem também bastante presentes ao longo do enredo. Judah parece inicialmente algo arrependido, embora o sentimento de culpa pareça diluir-se de forma gradual, com o protagonista a procurar aprender a conviver com o crime que mandou cometer. Para o oftalmologista, os finais felizes só existem nos filmes de Hollywood, com "Crimes and Misdemeanors" a exibir-nos um pouco o contrário ao surpreender-nos em relação aos desfechos de Cliff e Judah, com Woody Allen a ser fiel ao espírito da narrativa e dos personagens, algo latente no último terço. Judah e Cliff lidam com dilemas morais ao longo do filme, embora em contextos distintos. Cliff tem de desenvolver um documentário a contragosto, apaixona-se por outra mulher apesar de ser casado e divaga pelas teorias do filósofo Louis Levy (com o filme, por vezes, a entrar pelo campo da filosofia). Judah tem de lidar com a possibilidade daquilo que terá de fazer em relação à amante e conviver com esse acto, com o argumento a procurar dar ênfase a esta situação. A história de Judah é mais negra do que a de Cliff, embora ambos, em diversos momentos, acabem por lidar com questões morais e existenciais. Allen explora os dilemas destes personagens, sem esquecer aqueles que os rodeiam, deixando-nos muitas das vezes a pensar no que faríamos no lugar dos mesmos, com alguns dos elementos bem sucedidos desta obra cinematográfica a serem apontados e bem por Vincent Canby, nomeadamente, a facilidade com que o cineasta liga estas histórias que decorrem ao longo do filme e atribui um tom homogéneo aos diferentes registos do mesmo: "The wonder of ''Crimes and Misdemeanors'' is the facility with which Mr. Allen deals with so many interlocking stories of so many differing tones and voices. The film cuts back and forth between parallel incidents and between present and past with the effortlessness of a hip, contemporary Aesop". Diga-se que esta competência a variar o tom da narrativa é transversal a obras do cineasta como “Hannah and Her Sisters”, onde também tínhamos um núcleo alargado de personagens, a cidade de Nova Iorque como pano de fundo, as referências cinéfilas, traições no seio do matrimónio, as falas mordazes, entre outros exemplos, com o “crime perfeito” a ser uma temática que encontramos ainda a ser abordada em filmes como “Manhattan Murder Mystery” e "Match Point". Vale ainda a pena realçar a enorme injustiça que efectuei ao longo do texto devido ao facto de praticamente não mencionar o trabalho de Sven Nykvist na cinematografia, com este a sobressair nos planos de longa duração, com a câmara a acompanhar de forma amiúde as figuras que povoam o enredo, enquanto nos refastelamos com as dinâmicas entre os diversos personagens. Tal como em diversas obras cinematográficas de Woody Allen, "Crimes and Misdemeanors" sobressai pelos diálogos acima da média, pelas dinâmicas estabelecidas entre os diversos personagens, pela capacidade do realizador em conseguir obter interpretações imaculadas de boa parte do elenco, com este magnífico cineasta a ter aqui mais um trabalho bastante coeso e sublime.

Título original: "Crimes and Misdemeanors".
Título em Portugal: "Crimes e Escapadelas".
Realizador: Woody Allen.
Argumento: Woody Allen.
Elenco: Caroline Aaron, Alan Alda, Woody Allen, Claire Bloom, Mia Farrow, Joanna Gleason, Anjelica Huston, Martin Landau, Jenny Nichols, Jerry Orbach.

Novos posters de "Zootopia" parodiam "Ex Machina", "Fifty Shades of Grey", "Jurassic World", entre outros

 Foram divulgados sete novos posters de "Zootopia". Vale a pena realçar que seis posters parodiam alguns dos filmes mais populares de 2015, incluindo "Ex Machina", "Jurassic World", "Fifty Shades of Grey", entre outros. Os posters apresentam as versões dos filmes no universo narrativo de "Zootopia". Posters via Coming Soon.

O filme é realizado por Byron Howard, Rich Moore e Jared Bush, através do argumento deste último e Phil Jonhston. "Zootopia" conta no elenco vocal com Jason Bateman (Nick Wilde), Ginnifer Goodwin (Judy Hopps), Shakira (Gazelle), Idris Elba (Chief Bogo), Octavia Spencer (Mrs. Otterson), J.K. Simmons (Mayor Leodore Lionheart), Tommy Chong, Nate Torrence (Benjamin Clawhauser), Jenny Slate (Assistant Mayor Bellwether), Alan Tudyk (Duke Weaselton), Raymond Persi (Flash), Bonny Hunt, Don Lake (os pais de Judy Hopps).

Sinopse: A moderna metrópole mamífera de Zootrópolis é uma cidade como não existe igual. Composta por zonas de habitats, como a luxuosa Sahara Square e a gelada Tundratown, é um local onde animais de todas as espécies podem viver juntos – um sítio onde não interessa quem se é, desde o maior elefante até ao mais pequeno rato, pois cada um pode ser quem quiser. Mas quando a otimista Polícia Judy Hopps chega, descobre que ser o primeiro coelho numa força policial de grandes e difíceis animais, não é fácil. Determinada em vingar, agarra a oportunidade de resolver um caso, mesmo que isso signifique ser parceira de uma faladora, rápida e fraudulenta raposa, Nick Wilde, para resolver o mistério.

"Zootopia" estreia a 4 de Março de 2016 nos EUA. "ZOOTRÓPOLIS" estreia nos cinemas portugueses a 3 de Março de 2016.


"Star Wars: Episode VII - The Force Awakens" - Quatro novos posters e trailer internacional

Foram divulgados quatro novos posters e um novo trailer internacional de "Star Wars: Episode VII - The Force Awakens". Posters via IMP Awards.

 O novo filme da saga "Star Wars" é realizado por J.J. Abrams ("Star Trek Into Darkness"). O argumento ficou a cargo de J.J. Abrams e Lawrence Kasdan.

"Star Wars: Episode VII - The Force Awakens" conta no elenco com Christina Chong ("W.E."), John Boyega ("Attack the Block"), Daisy Ridley, Adam Driver ("Girls"), Oscar Isaac ("Inside Llewyn Davis"), Andy Serkis ("Dawn of the Planet of the Apes"), Domhnall Gleeson ("About Time"), Max von Sydow ("Flash Gordon"), Lupita Nyong'o ("12 Years a Slave"), Gwendoline Christie ("Game of Thrones"), Crystal Clarke ("The Moon and the Sun"), Iko Uwais ("The Raid"), Yayan Ruhian ("The Raid" e "The Raid 2"), Cecep Arif Rahman ("The Raid 2", Pip Anderson, Harrison Ford, Carrie Fisher, Mark Hamill, Anthony Daniels, Peter Mayhew, e Kenny Baker.

"Star Wars: Episode VII - The Force Awakens" estreia a 18 de Dezembro de 2015 nos EUA.





Teaser poster de "X-Men: Apocalypse"

 Foi divulgado mais um teaser poster de "X-Men: Apocalypse". Via Coming Soon.

O filme conta no elenco com Michael Fassbender, James McAvoy, Jennifer Lawrence, Oscar Isaac, Kodi Smith-McPhee, Alexandra Shipp, Sophie Turner, Tye Sheridan, Ben Hardy, Olivia Munn, Lana Condor, entre outros. "X-Men: Apocalypse" vai ser realizado por Bryan Singer, através do argumento de Simon Kinberg, Mike Dougherty e Dan Harris.

"X-Men: Apocalypse" coloca em confronto os elementos dos X-Men contra o Apocalipse. O filme estreia a 27 de Maio de 2016 nos EUA.

Trailer de "Teenage Mutant Ninja Turtles: Out of the Shadows" ("Tartarugas Ninja Heróis Mutantes: O Romper das Sombras")

 Foi divulgado o primeiro trailer de "Teenage Mutant Ninja Turtles: Out of the Shadows" (em Portugal ".
  A sequela de "Teenage Mutant Ninja Turtles" é realizada por David Green ("Earth to Echo"), através do argumento de Josh Applebaum e Andre Nemec. O filme conta no elenco com Will Arnett (Vernon), Megan Fox (April O'Neil), Stephen Amell (Casey Jones), Tyler Perry (Baxter Stockman), Brian Tee (Shredder), William Fichtner (Eric Sacks), Brittany Ishibashi (Karai), Laura Linney, entre outros. 

"Teenage Mutant Ninja Turtles: Out of the Shadows" estreia a 3 de Junho de 2016 nos EUA. 


Novo trailer de "The Brothers Grimsby"

 Foi divulgado um novo trailer da comédia de espionagem "The Brothers Grimsby". Imagem via CS.

O filme é realizado por Louis Leterrier ("Now You See Me"), através do argumento de Sacha Baron Cohen, Phil Johnston e Peter Baynham. "The Brothers Grimsby" conta no elenco com Penélope Cruz ("The Counselor"), Rebel Wilson ("Pitch Perfect"), Ian McShane ("Hercules"), Gabourey Sidibe ("Precious"), Mark Strong ("The Imitation Game"), Sacha Baron Cohen ("Borat"), entre outros.

O enredo de "The Brothers Grimsby" acompanha um agente secreto britânico (Mark Strong) que é obrigado a colaborar com o irmão, um hooligan fanático por futebol (Cohen).

"The Brothers Grimsby" estreia a 4 de Março de 2016 nos EUA. Podem acompanhar o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema 



Teaser trailer e poster de "The Legend of Tarzan"

 Já se encontram online um poster e um teaser trailer de "The Legend of Tarzan", a nova adaptação cinematográfica de "Tarzan". O filme é realizado por David Yates. "The Legend of Tarzan" conta no elenco com Djimon Hounsou (Chefe Mbonga), Margot Robbie (Jane)), Christoph Waltz (Leon Rom), Samuel L. Jackson (George Washington Williams) e Alexander Skarsgård (Tarzan). Poster via IMP Awards.

Tarzan é um personagem de ficção criado pelo escritor norte-americano Edgar Rice Burroughs na revista pulp "All-Story Magazine" em 1912 e publicado em formato livro em 1914. O personagem apareceu em mais vinte e quatro livros e em diversos contos avulsos. A obra foi por diversas vezes adaptada ao grande ecrã. Uma das adaptações mais recentes é o filme de animação "Tarzan", produzido pela Disney em 1999, e realizador por Chris Buck e Kevin Lima. O enredo da nova adaptação iria apresentar Tarzan como um jovem assimilado ao estilo de vida londrino, que é enviado pela Rainha Vitória para investigar os problemas que estão a decorrer no Congo.

O filme vai estrear a 1 de Julho de 2016 nos EUA. Podem seguir o Rick´s Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

09 dezembro 2015

Tom Hiddleston como Hank Williams no poster de "I Saw the Light"

 Foi divulgado um poster de "I Saw the Light", um filme biográfico sobre a lenda da música country Hank Williams. O poster centra-se no personagem interpretado por Tom Hiddleston. Poster via IMP Awards.

O filme é realizado por Marc Abraham, através do argumento do próprio. "I Saw the Light" conta no elenco com Tom Hiddleston, Bradley Whitford e Cherry Jones, David Krumholtz, Josh Pais, James Dumont, Wrenn Schmid, Elizabeth Olsen, entre outros.

O argumento de "I Saw the Light" foi baseado no livro biográfico "Hank Williams: The Biography", escrito por Colin Escott. O enredo do filme vai acompanhar a ascensão meteórica de Hank Williams no mundo da música. Williams faleceu aos vinte e nove anos de idade devido a um ataque cardíaco. Hiddleston vai cantar músicas como “Your Cheatin’ Heart”, “I’m So Lonesome I Could Cry” e “Hey Good Lookin.

"I Saw the Light" estreia a 25 de Março de 2016 nos EUA.

Resenha Crítica: "The Ladykillers" (1955)

 Não falta uma idosa solitária e peculiar, um grupo de criminosos trapalhões, polícias prontos a deixarem passar um crime em claro, diversos gags e situações rocambolescas em "The Ladykillers", uma comédia pontuada por um delicioso humor negro e um enorme sentido de ritmo, onde quase tudo parece resultar, naquele que é mais um dos exemplares recomendáveis da Ealing Studios. "The Ladykillers" coloca-nos diante de um grupo de cinco criminosos que aluga um quarto tendo em vista a planear o assalto às divisas que se encontram no interior de uma carrinha de valores. A senhoria destes indivíduos é Louisa Alexandra Wilberforce (Katie Johnson), uma viúva solitária, que vive apenas com os seus pássaros, tendo por hábito visitar a esquadra local para apresentar queixas infundadas. Wilberforce decide alugar os quartos vagos da sua casa, algo que é visto como uma oportunidade única pelo "Professor" Marcus (Alec Guinness), o líder do grupo criminoso, com este indivíduo a apreciar o espaço da habitação e a aparente ingenuidade da sua interlocutora. Marcus finge que lidera um grupo musical amador que se reúne regularmente para ensaiar, algo que permite juntar os restantes criminosos no interior da habitação. O grupo aproveita-se da ingenuidade de Wilberforce para planear a colocação do assalto em prática, com esta mulher a surgir como uma peça-chave dos planos de Marcus. Estes furtam as divisas que se encontravam a ser transportadas por uma carrinha de valores, embora não contassem que os momentos seguintes ao assalto proporcionassem episódios ainda mais intrincados do que aqueles que os precederam. O grupo criminoso é bastante heterogéneo, sendo composto pelos seguintes elementos: "Professor" Marcus (Alec Guinness), o "cérebro" da equipa, um indivíduo excêntrico que parece ter saído de um filme de terror, procurando inicialmente enganar a senhoria, embora a frieza não seja o seu ponto forte; "Major" Claude Courtney (Cecil Parker), um tipo algo cobarde, que ainda cogita eliminar a idosa; Harry Robinson (Peter Sellers), um criminoso com algum sentido de humor, que não parece ter grandes problemas em fugir às suas responsabilidades; o abrutalhado 'One-Round' Lawson, um antigo pugilista que não parece encarar com bons olhos a possibilidade de assassinarem a idosa, com Danny Green a interpretar um personagem que tem um físico imponente e uma inteligência diminuta; Louis Harvey (Herbert Lom), um gangster aparentemente frio e desconfiado que não aprecia a presença de idosas. O argumento de William Rose permite atribuir especificidades muito próprias a cada um destes elementos, com Alexander Mackendrick, o realizador de "The Ladykillers", a beneficiar da agradável situação de poder contar com um elenco de enorme valor, embora o nome dos elementos masculinos que mais sobressaia seja o de Alec Guinness. Protagonista de comédias da Ealing como "The Lavender Hill Mob" e "The Man in the White Suit", Alec Guinness tem no professor Marcus uma figura fisicamente peculiar, com o trabalho de caracterização a contribuir para essa situação, enquanto o actor cria um personagem aparentemente polido a nível do discurso, que procura enganar uma idosa embora acabe por se envolver num imbróglio de difícil resolução.

Os imbróglios também marcaram as outras obras citadas, bem como os gags, os personagens que procuram desafiar ou aproveitar-se do sistema, com "The Ladykillers" a contar com momentos hilariantes. Não falta a presença de um cavalo que decide comer a fruta de uma banca, algo que provoca uma enorme confusão; um pássaro pronto a colocar o grupo de criminosos a subir ao telhado para evitar que a senhoria chame a polícia; um chá de idosas que estorva os planos dos protagonistas; fugas espalhafatosas; uma atmosfera de suspeição entre os assaltantes que promete ser mais perigosa do que as intenções de Wilberforce; uma protagonista feminina com uma personalidade muito própria que consegue despertar os mais largos sorrisos, entre outros exemplos. Katie Johnson tem um desempenho que facilmente desperta a atenção do espectador, com Wilberforce a surgir como uma idosa de ideais vincados, ingénua e simpática, que aos poucos percebe que alugou a casa a um grupo de criminosos. Um erro de Lawson leva a que Wilberforce suspeite do grupo até se aperceber do assalto cometido pelos cinco elementos. Marcus bem tenta afirmar que ninguém pretende que o dinheiro seja devolvido, algo que tem um pingo de verdade, com o personagem interpretado por Alec Guinness a salientar que o seguro vai cobrir as despesas dessa perda. Diga-se que esta linha de argumentação vai permitir um final hilariante, enquanto o grupo cogita a possibilidade de eliminar a idosa para a silenciar de uma vez por todas. O problema é que ninguém parece conseguir colocar a tarefa em prática, com "The Ladykillers" a apresentar-nos a um grupo peculiar que apresenta uma frieza dicotómica de muitos dos criminosos polidos que povoam as obras de Alfred Hitchcock. Estamos longe de ver dois universitários pedantes a cometerem um crime de forma fria, com "The Ladykillers" a surgir como uma comédia negra onde a violência raramente é exposta de forma gráfica, surgindo muitas das vezes acompanhada por situações estapafúrdias. Os dilemas dos cinco elementos do grupo são imensos, com todos a parecerem incapazes de eliminar a simpática Wilberforce. Esta quer obrigar o quinteto a revelar tudo às autoridades, algo que Marcus, Claude, Harry, Lawson e Louis Harvey não pretendem. No entanto, também não conseguem eliminar Wilberforce, algo que coloca o quinteto diante de um problema de difícil resolução. As dinâmicas entre os elementos do grupo funcionam de forma praticamente exímia, bem como a interacção entre estes e Wilberforce, com o elenco a sobressair em bom nível, enquanto o argumento explora com argúcia as situações caricatas e complicadas que envolvem estas figuras. O enredo desenrola-se maioritariamente no interior da habitação de Wilberforce, com "The Ladykillers" a contar ainda com alguns trechos nas ruas de Londres, ou a casa da idosa não se encontrasse localizada nas imediações da estação de comboio de King's Cross, um local fulcral para o quinteto colocar em prática o golpe ou livrar-se de algum corpo. A habitação apresenta um espaço notório, contando com uma canalização que apenas funciona à martelada, pássaros de estimação, vários retratos, marcas deixadas pela II Guerra Mundial, bem como uma série de divisórias onde os criminosos e a idosa se preparam para viver uma miríade de episódios que prometem ficar na memória do espectador. Tal como "The Lavender Hill Mob", outra das comédias deste período profícuo da Ealing Studios, "The Ladykillers" também mescla elementos de humor com "ingredientes" de filmes de assalto, embora Alexander Mackendrick pareça sempre estar mais preocupado nos episódios que antecedem e se sucedem ao furto do que na colocação do mesmo em prática. Inteligente, mordaz, recheado de humor negro e alguns gags hilariantes, uma boa dinâmica entre os vários elementos do elenco principal e um enorme sentido de ritmo, "The Ladykillers" beneficia ainda do facto de contar com intérpretes como Alec Guinness, Peter Sellers, Katie Johnson, Herbert Lom, entre outros, com Alexander Mackendrick a realizar uma comédia que roça praticamente a perfeição.

Título original: "The Ladykillers".
Título em Portugal: "O Quinteto era de Cordas".
Realizador: Alexander Mackendrick.
Argumento: William Rose.
Elenco: Katie Johnson, Alec Guinness, Cecil Parker, Herbert Lom, Peter Sellers, Danny Green, Jack Warner.

Alexander Skarsgård e Margot Robbie nas duas imagens de "The Legend of Tarzan"

Foram divulgadas duas imagens da nova adaptação cinematográfica de "Tarzan". As imagens de "The Legend of Tarzan" centram-se nos personagens interpretados por Alexander Skarsgård e Margot Robbie. Via USA Today

 A nova adaptação cinematográfica de "Tarzan" é realizada por David Yates. "The Legend of Tarzan" conta no elenco com Djimon Hounsou (Chefe Mbonga), Margot Robbie (Jane)), Christoph Waltz (Leon Rom), Samuel L. Jackson (George Washington Williams) e Alexander Skarsgård (Tarzan).

Tarzan é um personagem de ficção criado pelo escritor norte-americano Edgar Rice Burroughs na revista pulp "All-Story Magazine" em 1912 e publicado em formato livro em 1914. O personagem apareceu em mais vinte e quatro livros e em diversos contos avulsos. A obra foi por diversas vezes adaptada ao grande ecrã. Uma das adaptações mais recentes é o filme de animação "Tarzan", produzido pela Disney em 1999, e realizador por Chris Buck e Kevin Lima. O enredo da nova adaptação iria apresentar Tarzan como um jovem assimilado ao estilo de vida londrino, que é enviado pela Rainha Vitória para investigar os problemas que estão a decorrer no Congo.

O filme vai estrear a 1 de Julho de 2016 nos EUA. Podem seguir o Rick´s Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

08 dezembro 2015

BB-8 no novo poster de "Star Wars: Episode VII - The Force Awakens"

  Foi divulgado mais um poster de "Star Wars: Episode VII - The Force Awakens". O poster centra-se em BB-8. Via IMP Awards.

O novo filme da saga "Star Wars" é realizado por J.J. Abrams ("Star Trek Into Darkness"). O argumento ficou a cargo de J.J. Abrams e Lawrence Kasdan.

"Star Wars: Episode VII - The Force Awakens" conta no elenco com Christina Chong ("W.E."), John Boyega ("Attack the Block"), Daisy Ridley, Adam Driver ("Girls"), Oscar Isaac ("Inside Llewyn Davis"), Andy Serkis ("Dawn of the Planet of the Apes"), Domhnall Gleeson ("About Time"), Max von Sydow ("Flash Gordon"), Lupita Nyong'o ("12 Years a Slave"), Gwendoline Christie ("Game of Thrones"), Crystal Clarke ("The Moon and the Sun"), Iko Uwais ("The Raid"), Yayan Ruhian ("The Raid" e "The Raid 2"), Cecep Arif Rahman ("The Raid 2", Pip Anderson, Harrison Ford, Carrie Fisher, Mark Hamill, Anthony Daniels, Peter Mayhew, e Kenny Baker.

"Star Wars: Episode VII - The Force Awakens" estreia a 18 de Dezembro de 2015 nos EUA.

Novo poster de "Anomalisa"

 Foi divulgado um novo poster de "Anomalisa". Poster via IMP Awards.

O filme é realizado por Duke Johnson e Charlie Kaufman, através do argumento deste último. "Anomalisa" conta no elenco vocal com Jennifer Jason Leigh, David Thewlis e Tom Noonan. 

Sinopse (via Sapo): Michael Stone, marido, pai, e respeitado autor de «Como Posso Ajudá-lo a Ajudá-los?», é um homem magoado com a mundanidade da sua vida. Numa viagem de negócios a Cincinnati, onde irá falar numa convenção de profissionais de apoio ao cliente, fica fascinado com a possibilidade de escapar ao desespero através de uma modesta vendedora, Lisa, que pode ou não ser o amor da sua vida.

"Anomalisa" estreia em Portugal a 21 de Janeiro de 2016.

Resenha Crítica: "The Man in the White Suit" (1951)

 Com uma invenção capaz de colocar os nervos em franja a capitalistas e operários, Sidney Stratton (Alec Guinness) prepara-se para viver uma série de episódios rocambolescos enquanto desafia tudo e todos ao longo de "The Man in the White Suit", uma comédia que ironiza com algumas das contradições da sociedade do seu tempo. Diga-se que "The Man in the White Suit" continua a manter uma enorme actualidade: os mercados que estranhamente mandam mais do que deviam, as contradições de alguns grupos sindicais e do capitalismo, os interesses dos grandes empresários em manterem o seu poderio financeiro, entre outros assuntos que pontuam uma narrativa que mescla assertivamente elementos de humor e ficção-científica. Sidney Stratton é um cientista que colecciona despedimentos nas fábricas de produtos têxteis por onde trabalha, algo que o conduz a ter de se sujeitar a laborar como operário. No entanto, Sidney logo se consegue infiltrar no interior do laboratório da fábrica de têxteis de Alan Birnley (Cecil Parker), um indivíduo financeiramente abastado. Curiosamente, Sidney tinha sido despedido devido à má impressão que provocou junto de Alan, durante uma visita que este último efectuou à fábrica de Michael Corland (Michael Gough), um pretendente de Daphne Birnley (Joan Greenwood), a filha do personagem interpretado por Cecil Parker. Sidney encontra-se a trabalhar numa invenção que promete revolucionar a indústria têxtil: um tecido indestrutível que repele a sujidade. A colocação desta invenção em prática é antecedida de diversos episódios rocambolescos que pioram quando Sidney consegue fabricar o tecido aparentemente indestrutível. Não faltam sindicalistas fervorosos, um criado demasiado obstinado no cumprimento do seu ofício, uma máquina que efectua barulhos bizarros, experiências explosivas, com Sidney a reunir a oposição de capitalistas e operários. O feito parece fascinar Alan, pelo menos até este perceber que a invenção iria ser desastrosa quer a nível comercial, quer a nível financeiro, com diversos rivais a procurarem demover o empresário de revelar a façanha à imprensa e efectuar peças de roupa com este tecido. Os próprios operários exibem um enorme desagrado, através do sindicato, com Sidney a ser perseguido praticamente por tudo e todos, com excepção da jovem Daphne que parece apreciar a resiliência, integridade e ingenuidade deste indivíduo altruísta que recusa dinheiro, mulheres e outros benefícios oferecidos para que desista de revelar a invenção. Sidney é obrigado a ter de entrar em fuga, vestido com um fato branco, elaborado com o tecido que criara, enquanto Alec Guinness se destaca como este personagem algo incompreendido que se prepara para surpreender quase tudo e todos com uma invenção que promete mudar a indústria têxtil. Os operários temem perder os postos de trabalho, os grandes empresários receiam que os seus lucros diminuam, enquanto Sidney procura que as pessoas não tenham que se preocupar em gastar mais dinheiro com vestimentas. A espaços Sidney faz recordar o personagem que Alec Guinness interpretou em "The Lavender Hill Mob", um indivíduo que engendrou um assalto a mais de duzentos lingotes de ouro, após ter sido descrito pelos seus superiores como alguém com pouca imaginação. Sidney cria algo que todos pensavam ser impossível e promete colocar em causa o status quo, com Alec Guinness a incutir um estilo aparentemente calmo a este cientista solitário que inicialmente poucos levam a sério, até o protagonista exibir a sua inteligência e inventar algo que pode não só beneficiar os consumidores mas também destruir negócios e postos de trabalho, com "The Man in the White Suit" a abordar com algum humor e complexidade as rejeições inerentes a diversos avanços da ciência.

 "The Man in the White Suit" surge como mais um bom exemplar das comédias da Ealing Studios, a mesma empresa de produção de obras cinematográficas como "The Ladykillers", "The Lavender Hill Mob", entre outras. Alec Guinness integra o elenco principal de todas as obras citadas, com o actor a convencer como este indivíduo algo excêntrico, que outrora teve uma bolsa da Universidade de Cambridge, incompreendido por quase tudo e todos, que aos poucos consegue colocar a sua invenção em prática. É um indivíduo que inicia uma luta solitária contra o sistema, enquanto Alec Guinness se destaca como este personagem que vive uma série de peripécias. O timing de Alec Guinness para os momentos de humor é exímio, enquanto Alexander Mackendrick realiza uma comédia inteligente, pontuada por alguns gags bem elaborados e um argumento coeso. O argumento permite explorar esta situação hilariante dos operários e os capitalistas se unirem contra um indivíduo que promete colocar em causa os ofícios de ambos os lados da contenda, com "The Man in the White Suit" a surgir dotado de uma série de personagens que a espaços conseguem sobressair. Não falta Bertha (Vida Hope), uma sindicalista fervorosa, pronta a defender os seus valores e a impedir que os interesses particulares se sobreponham ao colectivo, ou Alan Birnley, um empresário bem sucedido que decide apostar numa invenção que promete trazer uma série de berbicachos, ou Sir John Kierlaw (Ernest Thesiger), um capitalista asmático, entre outras figuras que são elevadas por um elenco secundário dotado de alguma competência. Quase todos parecem querer travar Sidney, enquanto este protagoniza uma fuga pelos espaços citadinos, procurando fugir da turba que o persegue como se fosse um criminoso. O filme conta ainda com diversos momentos de humor, algo que vai desde as explosões que envolvem as experiências para o fabrico da substância que permite criar o tecido supostamente indestrutível, passando por uma máquina que efectua barulhos bizarros, pertencente a Sidney, até a sindicalistas prontos a impedirem que alguém falhe o intervalo para o chá, entre outras situações. "The Man in the White Suit" aborda ainda as rejeições iniciais a diversas inovações científicas, uma temática que ganha outro impacto se tivermos em linha de conta que a obra cinematográfica foi lançada em plena Guerra Fria, um período onde a ameaça nuclear surgia como algo bem real. A bomba atómica surge como um exemplo paradigmático de um avanço científico que pode contribuir para situações desastrosas, algo que não se aplica totalmente à invenção de Sidney, apesar da possibilidade da comercialização de um tecido indestrutível poder provocar a perda de diversos empregos. Sidney procura fabricar um produto que irá beneficiar os clientes, embora mexa com demasiados interesses, com o cientista a ter motivos válidos para desenvolver este tecido indestrutível, tal como os operários e os empresários contam com razões pragmáticas para não apreciarem esta invenção. Marcado por diversos momentos de humor, uma realização eficaz de Alexander Mackendrick e um argumento inteligente e mordaz, "The Man in the White Suit" surge como uma obra cinematográfica capaz de mesclar assertivamente elementos de comédia e ficção-científica, enquanto nos coloca diante de um protagonista peculiar que promete colocar a cabeça em água a capitalistas e operários.

Título original: "The Man in the White Suit".
Título em Portugal: "O Homem do Fato Claro".
Realizador: Alexander Mackendrick.
Argumento: John Dighton, Roger MacDougall, Alexander Mackendrick.
Elenco: Alec Guinness, Joan Greenwood, Cecil Parker, Michael Gough, Vida Hope.

07 dezembro 2015

Owen Wilson no novo poster de "Zoolander No. 2"

 Foi divulgado um novo poster de "Zoolander No. 2". O poster centra-se no personagem interpretado por Owen Wilson. Via IMP Awards.

O filme é realizado por Ben Stiller, através do argumento de Justin Theroux. "Zoolander 2" conta no elenco com Ben Stiller, Owen Wilson, Will Ferrell, Kristen Wiig, Olivia Munn, Penélope Cruz, entre outros.

"Zoolander 2" estreia a 12 de Fevereiro de 2016 nos EUA.

Resenha Crítica: "The Lavender Hill Mob" (1951)

 No início de "The Lavender Hill Mob" somos colocados diante de Henry Holland (Alec Guinness) a viver recheado de luxos, em pleno Rio de Janeiro, com o protagonista a expor os eventos que antecederam a sua chegada ao território canarinho. Os episódios vão ser expostos num longo flashback, enquanto Henry conta com um interlocutor muito interessado nessas peripécias. Henry trabalhou cerca de vinte anos num banco, com as suas funções a passarem por assegurar que as barras de ouro eram transportadas em segurança desde a refinaria até ao interior do cofre da instituição bancária. O personagem interpretado por Alec Guinness é conhecido pela sua enorme eficiência e seriedade. Diga-se que os superiores de Henry ainda chegam a ironizar com a falta de criatividade e ambição do protagonista, embora estejam completamente enganados em relação aos planos deste indivíduo. Henry é um indivíduo aparentemente calmo, que habita na Residencial Balmoral em Lavender Hill, um espaço dotado de poucos luxos. Quem acaba de chegar a esta residencial é Alfred Pendlebury (Stanley Holloway), um empresário que dirige uma fábrica que tem como actividade o desenvolvimento de souvenirs, com o seu local de trabalho a permitir fundir metal, algo que desperta o desejo de Henry em colocar em prática o "crime perfeito". Henry pretende formar uma equipa, roubar os lingotes de ouro que costuma ajudar a transportar, criar um álibi perfeito, fundir o metal precioso e vender o mesmo em França. O plano parece demasiado arriscado, embora a entrada em cena de Lackery Wood (Sidney James) e Shorty Fisher (Alfie Bass), dois criminosos profissionais, traga alguma confiança a Pendlebury e Holland, apesar dos dois primeiros surgirem como duas figuras bastante peculiares. O assalto conta com um ou outro contratempo, embora o quarteto consiga colocar o mesmo em prática e furtar a carrinha de valores onde se encontram mais de duzentas barras de ouro. Holland consegue ludibriar os seus superiores, enquanto a imprensa trata-o como um herói e as autoridades encaram-no inicialmente como um aliado para a investigação. O que estes não esperavam é que Holland tivesse a perspicácia para organizar o furto das barras de ouro, com Alec Guinness a atribuir uma personalidade inicialmente passiva a este indivíduo dotado de alguma inteligência que decide colocar em prática um plano supostamente perfeito para finalmente poder viver rodeado de luxos e prazeres, algo que nunca conseguiu ao longo de toda a sua carreira profissional, com o actor a conceder uma certa mordacidade e malícia a este personagem. É o típico protagonista dos filmes de assalto que procura efectuar um golpe para enriquecer de forma fácil, com Henry a surgir como o líder inesperado de um grupo peculiar de criminosos, uma situação algo irónica, sobretudo se tivermos em conta que o personagem interpretado por Alec Guinness era conhecido pela sua inércia. Diga-se que o quarteto não tem como objectivo provocar mortos ou feridos, ou efectuar uma vingança, pretendendo "apenas" um meio rápido, ainda que arriscado, para ascender facilmente na vida. O golpe é efectuado com sucesso, embora a viagem de Holland e Pendlebury a Paris, tendo em vista a transaccionarem o ouro fundido, prometa contar com uma série de berbicachos. Estes elaboraram pisa-papéis em ouro, com o formato da Torre Eiffel, tendo em vista a ludibriarem as autoridades na alfândega, com Pendlebury a transportar estes objectos em conjunto com os souvenirs fabricados em chumbo, um plano que aparentemente parecia ter tudo para dar certo.

O plano dos protagonistas conhece um enorme revés quando seis raparigas inglesas compram seis pisa-papéis da Torre Eiffel em plena cidade de Paris. A empregada abre a caixa errada e vende seis pisa-papéis fabricados em ouro, algo que conduz Holland e Pendlebury a procurarem recuperar os objectos a todo o custo, enquanto perseguem estas jovens que se encontram numa excursão escolar. Esta situação possibilita um dos momentos mais inspirados do filme, com Holland e Pendlebury a descerem as escadas da Torre Eiffel de forma veloz, tendo em vista a procurarem encontrar as jovens, com a câmara de filmar, o trabalho de montagem e a banda sonora a contribuírem para adensar o momento vertiginoso que envolve a dupla de criminosos. Charles Crichton, o realizador de "The Lavender Hill Mob", consegue que o espectador praticamente compartilhe a sensação vertiginosa desta longa descida protagonizada por Holland e Pendlebury, enquanto estes descem apressadamente as escadas deste monumento elevado. Os dois ficam meio tontos, com a própria câmara a tremer por completo, algo que contribui para transmitir as tonturas de Holland e Pendlebury, enquanto a dupla procura recuperar os objectos antes que as autoridades inglesas percebam como o ouro foi transportado para fora do país. "The Lavender Hill Mob" mescla com sucesso elementos de filme de assalto com comédia, algo latente no tom leve que acompanha a narrativa desta fita produzida pela Ealing Studios, uma companhia de produção que ficou muito marcada pelo desenvolvimento de obras cinematográficas de humor. Veja-se exemplos como "The Man in the White Suit", "The Ladykillers", entre outras obras cinematográficas. Alec Guinness integrou o elenco de alguns dos filmes da Ealing Studios, com o actor a sobressair ao longo de "The Lavender Hill Mob" como um indivíduo aparentemente comum que se revela capaz de planear um assalto de larga escala. A dinâmica do grupo é explorada de forma precisa e concisa, com o argumento de T.E.B. Clarke a contar com alguns momentos de humor bastante inspirados ao mesmo tempo que exibe uma capacidade notória de avançar rapidamente com a narrativa. O enredo avança a um ritmo fluido, ao sabor das emoções intensas vividas pelos personagens, enquanto somos brindados com alguns momentos meio nonsense. Veja-se quando encontramos Henry e Alfred a lidarem com uma enorme burocracia em Paris para conseguirem apanhar um barco a tempo, ou a própria descida  das escadas da Torre Eiffel, ou uma fuga rocambolesca no interior de um carro da polícia, com as autoridades a parecerem muitas das vezes figuras fáceis de ludibriar. Alfred é outro dos personagens que se destacam, com Stanley Holloway a apresentar uma dinâmica convincente com Alec Guinness. Holloway interpreta uma figura mais nervosa, que conhece o protagonista num acaso, com ambos a terem um papel decisivo no roubo dos lingotes de ouro. O cenário da residência onde Holland e Pendlebury habitam é marcado por uma atmosfera relativamente calma, algo que não acontece quando Henry e companhia se encontram pelos territórios exteriores de Londres, uma situação notória em episódios como o assalto. "The Lavender Hill Mob" foi filmado em diversos espaços de Londres quer sejam as suas ruas, ou até os bancos e o espaço exterior do metro, com Charles Crichton a aproveitar relativamente bem os mesmos, embora poucas cenas igualem a descida da Torre Eiffel. Henry é um indivíduo anónimo que habita este espaço londrino, com a sua aparente timidez a não impedir que procure colocar em prática um plano que tem tanto de intrincado como de estapafúrdio, com "The Lavender Hill Mob" a conseguir reunir com sucesso a sua faceta de filme de assalto com os ingredientes de comédia, com o argumento de T.E.B. Clarke, o trabalho de Douglas Slocombe na cinematografia e o elenco principal a incrementarem e muito esta obra cinematográfica. O argumento permite explorar esta situação delirante de um indivíduo aproveitar o facto de quase todos aqueles que o rodeiam não esperarem que este tome uma atitude típica de um criminoso, com Henry a gerar facilmente a simpatia do espectador numa obra de assalto que se distancia do tom sério de diversos filmes do subgénero. Filmado a preto e branco, marcado por um assalto recheado de episódios e consequências rocambolescas, "The Lavender Hill Mob" mescla com sucesso elementos de filmes que envolvam furtos com ingredientes de comédia, com Charles Crichton a realizar mais uma obra cinematográfica bem sucedida da Ealing Studios, enquanto Alec Guinness explana algum do seu talento para a interpretação e apresenta um timing exímio quer para os momentos de humor, quer para as situações mais sérias.

Título original: "The Lavender Hill Mob".
Título em Portugal: "Roubei Um Milhão". 
Realizador: Charles Crichton.
Argumento: T.E.B. Clarke.
Elenco: Alec Guinness, Stanley Holloway, Sid James, Alfie Bass, Marjorie Fielding.

Novo trailer de "Jane Got a Gun"

 Foi divulgado um novo trailer de "Jane Got a Gun". O filme é realizado por Gavin O'Connor ("Warrior"), através do argumento de Brian Dutfield e Anthony Tambakis. "Jane Got a Gun" conta no elenco com Natalie Portman, Joel Edgerton, Rodrigo Santoro, Noah Emmerich, entre outros.

 O enredo de "Jane Got a Gun" centra-se em Jane Hammond (Natalie Portman), uma mulher que é casada com Bill (Noah Emmerich), um fora da lei que é perseguido por um grupo de criminosos. É então que Jane decide pedir auxílio a Dan Frost (Joel Edgerton), o seu ex-namorado.

 "Jane Got a Gun" estreia nos EUA em Fevereiro de 2016.

Classificações atribuídas a filmes estreados em 2015

Janeiro (ordenado de acordo com a data de estreia):  

- "The Disappearance of Eleanor Rigby: Her"  - AS (6/10) / HB (6/10)
- "The Disappearance of Eleanor Rigby: Him" - AS (7/10) / HB (6/10)
- "Foxcatcher" - HB (8/10)
- "Birdman" - AS (10/10) / HB (10/10)
- "Rosewater" - HB (7/10)
- "Laggies" - AS (6/10)
- "The Imitation Game" - AS (8/10) / HB (7/10)
- "American Sniper" - AS (4/10) / (3/10)
- "The Theory of Everything" - AS (7/10)
- "Whiplash" - AS (8/10) / HB (8/10)

Fevereiro:

- "Still Alice" - AS (6/10)
- "The Spirit of '45" - HB (3/10)
- "A Most Violent Year" - AS (9/10) / HB (8/10)
- "Fifty Shades of Grey" - AS (1/10)
- "Attila Marcel" - AS (7/10) / HB (8/10)
- "Relatos Salvajes" - AS (7/10)
- "Inherent Vice" - AS (7/10) / HB (7/10)
- "Kingsman: The Secret Service" - HB (7/10)
- "Big Eyes" - AS (5/10)


Março:

- "Leviathan" - AS (10/10) / HB (8/10)
- "Black Sea" - AS (4/10)
- "Focus" - AS (6/10)
- "Lauf Junge lauf" - AS (6/10)
- "Paddington" - AS (7/10)
- "Gett: The Trial of Viviane Amsalem" - AS (10/10)
- "Citizenfour" - HB (8/10)
- "Cinderella" - AS (6/10)
- "Les Combattants" - AS (9/10) / HB (9/10)
- "Kaze Tachinu" - AS (8/10) / HB (8/10)
- "Amour Fou" - AS (7/10) / HB (7/10)


Abril:

- "Furious 7" - AS (6/10).
- "Suite Française" - AS (3/10)
- "Hungry Hearts" - AS (6/10).
- "Kaguyahime no monogatari" - AS (9/10) / HB (10/10)
- "Phoenix" - AS (7/10) / HB (7/10)
- "Im Labyrinth des Schweigens" - AS (8/10) / HB (7/10)
- "Ex Machina" - AS (8/10) / HB (7/10)
- "Kurt Cobain: Montage of Heck" - AS (8/10) / HB (8/10)
- "Still the Water" - AS (7/10) / HB (8/10)
- "Concerning Violence" - HB (7/10)


Maio: 

- "The Humbling" - AS (5/10).
- "Force Majeure" - AS (7/10) / HB (8/10)
- "Mad Max: Fury Road" - AS (6/10).
- "Astérix: Le Domaine des Dieux" - AS (6/10).
- "Respire" - AS (7/10) / HB (7/10)
- "National Gallery" - AS (8/10) / HB (8/10)
- "Das große Museum" - HB (7/10)
- "Pitch Perfect 2" - HB (6/10)
- "Tomorrowland" - AS (3/10).
- "White God" - AS (8/10) / HB (8/10)
- "Timbuktu" - AS (6/10) / HB (7/10)


Junho: 

- "Kreuzweg" - AS (8/10) / HB (9/10).
- "Jurassic World" - AS (6/10) / HB (6/10).
- "The Look of Silence" - HB (9/10).
- "While We're Young" - HB (5/10).
- "Mekong Hotel" - AS (6/10) / HB (5/10).
- "Stray Dogs" - AS (9/10) / HB (8/10).
- "Madame Bovary" - AS (3/10).
- "L'homme qu'on aimait trop" - AS (6/10).
- "Inside Out" - AS (9/10) / HB (9/10).


Julho:

- "Clouds of Sils Maria" - AS (9/10) / HB (7/10).
- "Tangerines" - AS (7/10) / HB (8/10).
- "Taxi" - HB (9/10)
- "Slow West" - HB (4/10)
- "Testament of Youth" - AS (7/10).
- "Magical Girl" - AS (7/10).
- "Good Kill" - AS (8/10) / HB (7/10).
- "Güeros" - AS (8/10)
- "5 to 7" - AS (6/10).
- "Minions" - AS (3/10) / HB (3/10).
- "Mr. Holmes" - AS (8/10).
- "Coming Home" - AS (8/10) / HB (8/10).


Agosto:

- "Loin des Hommes" - AS (8/10).
- "Dark Places" - AS (4/10).
- "Bande de filles" - AS (7/10).
- "Self/less" - AS (3/10).

Setembro:

- "The Man From U.N.C.L.E." - AS (6/10).
- "Shaun the Sheep Movie" - AS (8/10).
- "American Ultra" - AS (2/10).
- "The Face of an Angel" - AS (2/10).
- "Irrational Man" - AS (8/10).
- "Everest" - AS (6/10).
- "A Royal Night Out" - AS (6/10).
- "Life" - AS (7/10).

Outubro:

- "The Intern" - AS (5/10).
- "De Surprise" - AS /6/10).
- "Black Mass" - AS (7/10).
- "A Walk in the Woods" - AS (5/10).
- "'71" - AS (7/10).
- "The Walk" - AS (7/10).
- "Sicario" - AS (9/10).
- "Pan" - AS (2/10).
- "O Lobo Atrás da Porta" - AS (8/10).
- "Legend" - AS (6/10).

Novembro:

- "SPECTRE" - AS (7/10).
- "Mia Madre" - AS (9/10).
- "The Good Dinosaur" - AS (4/10).
- "She's Funny That Way" - AS (6/10).
- "Steve Jobs" - AS (8/10).


Dezembro:

- "Que Horas Ela Volta?" - AS (7/10).
- "The Peanuts Movie" - AS (6/10).
- "Creed" - AS (8/10).
- "Journal d'une femme de chambre" - AS (6/10).
- "45 Years" - AS (8/10).
- "The Danish Girl" - AS (6/10).
- "Sisters" - AS (6/10).


AS - Aníbal Santiago
HB - Hugo Barcelos

Cinco posters de "The Angry Birds Movie"

 Foram divulgados cinco posters de "The Angry Birds Movie", a adaptação cinematográfica da famosa série de jogos. Os posters centram-se individualmente em Bomb, Red, Chuck, Leonard e Matilda. Via IMP Awards.

O filme é realizado por Clay Kaytis e Fergal Reilly, através do argumento de Jon Vitti. "The Angry Birds Movie" conta no elenco vocal com Bill Hader, Josh Gad, Peter Dinklage, Jason Sudeikis, Danny McBride, Maya Rudolph, entre outros.

O enredo de "Angry Birds: O Filme" vai abordar a origem do conflito entre os pássaros do título e os porcos verdes

"The Angry Birds Movie" estreia a 20 de Maio de 2016 nos EUA. 





Oito clips de "The Hateful Eight"

 Foram divulgados oito clips de "The Hateful Eight", um filme realizado por Quentin Tarantino, através do argumento do próprio.

"The Hateful Eight" conta no elenco com Samuel L. Jackson, Kurt Russell, Jennifer Jason Leigh, Walton Goggins, Tim Roth, Michael Madsen, Bruce Dern, entre outros.

Sinopse: Após a Guerra Civil, no Wyoming, um grupo de caçadores de recompensas procura encontrar abrigo durante uma nevasca, acabando por se envolver numa teia de vinganças e traições. Será que vão sobreviver?

"The Hateful Eight" estreia a 25 de Dezembro de 2015 nos EUA.















06 dezembro 2015

A Semana em Revista - 30 de Novembro a 6 de Dezembro de 2015

 Após algumas semanas de ausência, a espécie de rubrica "A Semana em Revista" está de volta, embora na próxima semana volte a entrar num hiato devido a uma "mini-paragem natalícia" que vai ser efectuada por este espaço. Para quem não conhece, "A Semana em Revista" é uma espécie de rubrica semanal que consiste num post manhoso onde aproveito para efectuar um balanço daquilo que foi feito no Rick´s Cinema ao longo da semana. Ou seja, as críticas publicadas, as notícias mais lidas e eventualmente algum outro texto. É a espécie de rubrica ideal para quem apenas quer visitar este espaço uma vez por semana ou simplesmente mais um post para voltarem a ignorar.

O primeiro destaque vai para as seis críticas publicadas ao longo da semana:

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O segundo destaque vai para os posts centrados nas quatro críticas mais lidas e menos lidas entre os textos de pendor crítico publicados em Novembro de 2015:

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O terceiro destaque vai para o texto relacionado com o cronograma de publicação de críticas para Janeiro de 2016:

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O quarto destaque vai para as notícias mais lidas da semana:

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05 dezembro 2015

Resenha Crítica: "La Belle Personne" (A Bela Junie)

 Os relacionamentos amorosos nem sempre são fáceis. Na adolescência estes relacionamentos podem apresentar um carácter ainda mais intrincado e instável, com as emoções a ganharem uma intensidade típica do fervor das hormonas e da inexperiência em lidar com situações novas, algo que os protagonistas de "La Belle Personne" podem comprovar. Alavancado por interpretações dignas de atenção por parte de Léa Seydoux, Louis Garrel, Esteban Carvajal-Alegria e Grégoire Leprince-Ringuet, "La Belle Personne" surge como um drama competente a abordar as relações complexas que marcam um conjunto de alunos e professores de uma escola secundária localizada em Paris. O espaço da escola é utilizado com assertividade, com as filmagens a terem decorrido no Lycée Molière, um estabelecimento de ensino situado em Paris, com Christophe Honoré a explorar com acerto este cenário e o quotidiano no mesmo. Desde as aulas, passando pelos relacionamentos entre os alunos e a forma como utilizam os tempos livres, até às relações que nascem e falham, "La Belle Personne" explora eficazmente a atmosfera que envolve esta escola secundária. O interesse de "La Belle Personne" pelo quotidiano dos alunos nas imediações do espaço escolar é ainda visível na procura de Christophe Honoré em não abordar o dia-a-dia dos mesmos no interior das respectivas habitações, algo que permite exacerbar a relevância dos episódios que os protagonistas vivem no estabelecimento de ensino. Christophe Honoré apresenta-nos inicialmente alguns dos personagens fulcrais do enredo, exibindo sem rodeios que diversas figuras já se conheciam há algum tempo, com excepção da jovem Junie (Léa Seydoux). Esta é uma adolescente de dezasseis anos de idade que, após a morte da mãe, decidiu transferir-se para a escola onde se encontra Mathias (Esteban Carjaval-Alegria), o seu primo, com este último a integrá-la no seu grupo de amigos. Junie fica a viver com os pais de Mathias, surgindo como uma jovem enigmática, de longos cabelos negros, que desperta a atenção das figuras masculinas, incluindo de Nemours (Louis Garrel), o professor de italiano. Léa Seydoux tem em Junie um dos primeiros papéis de destaque de uma carreira que continua a ganhar contornos cada vez mais interessantes, com a actriz a demonstrar uma capacidade inolvidável para elevar as obras cinematográficas que integra. Seydoux permite transformar Junie num mistério difícil de decifrar, com os close-ups sobre o seu rosto a exacerbarem essa situação, enquanto a actriz concede dimensão a esta personagem que se encontra a viver um conjunto de sentimentos dicotómicos que atormentam a sua alma. Christophe Honoré procura explorar o mistério e as dúvidas que envolvem os pensamentos destes adolescentes, algo latente quando nos surpreende em relação a alguns dos seus segredos e aos sentimentos que reprimem ou tardam em revelar. Junie é desejada por boa parte dos rapazes, embora seja Otto (Grégoire Leprince-Ringuet) quem leva inicialmente a melhor. Este é um jovem aparentemente tímido, calmo e ponderado, que gosta imenso de literatura e apresenta uma noção algo naïve da vida e do amor. A relação entre Junie e Otto parece não ter grande capacidade para avançar quer pela falta de química que apresentam, quer pelos sentimentos que a primeira procura reprimir em relação a Nemours, embora os dois primeiros ainda tenham um ou outro momento de maior intimidade.

Junie não é a única a reprimir sentimentos, com "La Belle Persone" a apresentar um conjunto de personagens cujas relações nem sempre duram muito tempo ou contam com uma intensidade, ou instabilidade que pode contribuir para actos desastrosos, com Christophe Honoré a explorar a complexidade inerente a esse sentimento tão intrincado e difícil de explicar que é o amor. Veja-se o caso de Nemours, um indivíduo que inicialmente tem uma relação com Florence Perrin (Valerie Lang), uma professora, bem como com Marie (Agathe Bonitzer), uma aluna. Isso não o impede de gerar uma certa obsessão por Junie e terminar os relacionamentos que mantinha com Florence e Marie, com Louis Garrel a interpretar um indivíduo mulherengo que desperta a atenção das figuras femininas e a confiança dos alunos. Um dos alunos que confia em Nemours é Mathias, o primo de Junie. Mathias é um adolescente que procura esconder o seu envolvimento amoroso com Martin (Martin Simeon), mantendo um caso com Esther (Esther Garrel) e Catherine (Anaïs Demoustier), embora estas últimas não saibam que se encontram a ser duplamente traídas. A juntar a este ramalhete temos ainda a situação delicada de Henri (Simon Truxillo), o irmão de Marie, um dos integrantes do grupo de amigos que Mathias apresenta a Junie. Henri encontra-se apaixonado pelo personagem interpretado por Esteban Carjaval-Alegria, embora namore com Catherine, com Christophe Honoré a colocar-nos diante de um conjunto de relações intrincadas ao longo de "La Belle Personne", uma obra cinematográfica (inicialmente desenvolvida como telefilme) livremente inspirada no livro "Princesse de Clèves" de Madame de La Fayette. O argumento de Christophe Honoré e Gilles Taurand é relativamente competente a explorar as relações entre estes personagens, bem como o seu quotidiano na escola, as idas ao café e os seus tempos livres, embora fique sempre a sensação de que nem todos os elementos são desenvolvidos na justa medida. Veja-se o caso de personagens como Marie, uma jovem que serve acima de tudo para exibir o efeito que Nemours provoca nas alunas mas também a facilidade com que este indivíduo despacha as suas amantes. No entanto, "La Belle Personne" apresenta uma competência notória a explorar os desejos dos adolescentes, os segredos que guardam no interior das suas almas, as suas relações intrincadas e as diferentes interpretações que cada um tem do amor e de encarar os envolvimentos do foro amoroso. Junie é a jovem que desperta a atenção de tudo e todos quer seja o tímido Otto, quer seja o galanteador Nemours, com esta a parecer temer envolver-se a sério numa relação. A personagem interpretada por Léa Seydoux ainda parece demasiado marcada pela morte da mãe, para além de apresentar um afastamento notório do seu pai, com quem não quer viver, com a actriz a dar vida a uma figura estranhamente misteriosa e sedutora. A entrada de Junie na sala de aula desperta desde logo a atenção de Nemours, com uma simples troca de olhares ou gestos entre ambos a parecer deixar implícito que sentem uma atracção mútua. Christophe Honoré não parece procurar julgar, ou melhor, deixa essa tarefa para o espectador, os actos de Nemours, um professor que se envolve com alunas e colegas de trabalho, com Louis Garrel a atribuir credibilidade aos actos deste indivíduo. Com um penteado cheio de estilo, uma incapacidade notória em conter o desejo, Nemours é um dos vários dos personagens de "La Belle Personne" que se envolve em imbróglios amorosos, com a jovem Junie a despertar a atenção deste indivíduo. Junie tem uma presença magnética, capaz de atrair as atenções de todos aqueles que estão à sua volta, com "La Belle Personne" a explorar os receios que esta adolescente apresenta em ceder aos desejos que reprime em relação a Nemours, ou as dúvidas que tem em relação ao envolvimento com Otto.

Se Louis Garrel consegue exprimir a confiança e a facilidade que Nemours tem em expor os seus sentimentos, já Grégoire Leprince-Ringuet transmite a timidez de Otto, um personagem algo apagado, nem sempre confiante em si próprio ou capaz de tomar a iniciativa na relação. Vale ainda a pena realçar Esteban Carjaval-Alegria como Mathias, o primo de Junie, um jovem que surge como um veículo para Christophe Honoré abordar questões relacionadas com as diferentes orientações sexuais e a forma como a homossexualidade é encarada pelos adolescentes. Mathias procura esconder a relação com Martin, embora uma carta que lhe é endereçada traga algumas revelações que dinamitam esse desejo. O grupo conta ainda com a presença de Jacob (Jacob Lyons), um adolescente que gosta de tirar fotografias e frequenta regularmente as mesmas aulas dos personagens mencionados, com uma foto tirada por este a exibir mais uma vez a capacidade que Junie tem em despertar a atenção das figuras masculinas. Ficamos diante de um meio complexo, onde jovens se apaixonam, professores desejam alunas, as relações não parecem ter um longo período de vida, o amor pode conduzir aos actos mais irracionais e os segredos são mais do que muitos. Léa Seydoux é o nome que mais sobressai ao longo desta obra cinematográfica que procura abordar com algum realismo estas relações e dinâmicas intrincadas entre os personagens, com Christophe Honoré a aproveitar quer o espaço da escola, quer as ruas de Paris, quer a luz natural, quer a magnífica banda sonora que a espaços permite insuflar alguns dos acontecimentos que nos são apresentados. Veja-se quando Junie desata num enorme pranto ao ouvir uma música de Maria Callas, algo revelador do seu estado emocional algo frágil, ou quando a protagonista se encontra no café e a jukebox é colocada a trabalhar, com Christophe Honoré aproveitar quer a música diegética, quer a não diegética ao serviço da narrativa. A cinematografia contribui para algum do realismo que pontua a narrativa, algo latente na representação das aulas, com "La Belle Personne" a procurar explorar quer as individualidades que se encontram no interior do espaço da sala, quer o colectivo, com a câmara de filmar a deambular em volta destas figuras que vivem sentimentos intensos e escondem emoções que a qualquer momento se podem soltar. Junie é o paradigma desse mistério, com esta personagem a surgir como a antítese da simpática Nicole (Chantal Neuwirth), a dona do café Sully, um espaço frequentado por uma miríade de personagens. Nicole apresenta algum pragmatismo em relação aos relacionamentos, uma situação inerente à sua maior experiência de vida, algo que contrasta com o fervilhar de emoções dos elementos que rodeiam Junie. Entre professores mulherengos, alunos com as hormonas em erupção, sentimentos que se revelam e outros que se desvanecem, "La Belle Personne" aborda diversas temáticas relacionadas com a adolescência mas também a complexidade que envolve as relações amorosas, com Léa Seydoux a surgir sublime como Junie, uma personagem misteriosa, simultaneamente forte e delicada, com a actriz a elevar e muito esta figura feminina.

Título original: "La Belle Personne".
Título em Portugal: "A Bela Junie".
Realizador: Christophe Honoré.
Argumento: Christophe Honoré e Gilles Taurand.
Elenco: Louis Garrel, Léa Seydoux, Grégoire Leprince-Ringuet, Esteban Carvajal Alegria, Agathe Bonitzer, Anaïs Demoustier, Simon Truxillo.