28 fevereiro 2015

Resenha Crítica: "Labyrinth of Lies" (Labirinto de Mentiras)

 Ao finalizar o visionamento de "Im Labyrinth des Schweigens" é praticamente impossível não efectuar um paralelismo com os thrillers de investigação ou associados à atmosfera de paranoia política dos anos 70. Veja-se o caso de obras como "Klute", "The Parallax View", "All the President's Men", todas realizadas por Alan J. Pakula, mas também "Three Days of the Condor" de Sydney Pollack, "The Conversation" de Francis Ford Coppola e até "The Odessa File" de Ronald Neame. Pelas suas características, "Labyrinth of Lies" assemelha-se sobretudo ao caso de "All the President's Men", com o protagonista a partilhar a resiliência dos jornalistas Carl Bernstein e Bob Woodward, mas também a paranoia em volta dos antigos elementos pertencentes às SS e ao Partido Nazi presente em "The Odessa File". Nesse sentido, na sua estreia na realização de longas-metragens, Giulio Ricciarelli apresenta-nos a um thriller de investigação de boa cepa, baseado em factos reais, em particular na investigação intrincada que conduziu ao julgamento de diversos elementos das SS que cometeram atrocidades em Auschwitz. O protagonista do filme é Johann Radmann (Alexander Fehling), um jovem procurador que trabalha em casos de prevaricações no trânsito, entre os quais o de Marlene (Friederike Becht), uma mulher que foi apanhada a cometer uma infracção na estrada. Marlene não tem o dinheiro para pagar a quantia total da multa, algo que conduz o juiz a pretender baixar a mesma, uma situação que não é permitida por Radmann, que prefere emprestar o valor remanescente do que não cumprir lei. Fica desde logo demonstrado o zelo que Radmann tem pela lei, ao mesmo tempo que Marlene surge furiosa perante a inflexibilidade demonstrada pelo procurador. Este elemento é um dos poucos que vai demonstrar interesse pelo caso apresentado por Thomas Gnielka (André Szymanski), um jornalista e amigo de Simon Kirsch (Johannes Krisch), um judeu, artista e antigo prisioneiro num campo de concentração em Auschwitz. Quando ia a andar pela rua, Kirsch deparou-se com Alois Schulz (Hartmut Volle), um antigo guarda no campo de concentração, agora um professor de uma escola primária. Estamos em 1958, em plena República Federal da Alemanha, presidida pelo Chanceler Konrad Adenauer (no poder de 1949 a 1963), um período no qual quase todos parecem querer esquecer as memórias de Auschwitz e de outros episódios hediondos que ocorreram durante a governação do Partido Nazi e seguir em frente, algo que irrita profundamente Gnielka devido à geração mais jovem desconhecer parte daquilo que se desenrolou no passado recente da Alemanha. Todos os procuradores parecem ignorar o caso, temendo abrir uma caixa de Pandora que pode trazer consequências imprevisíveis. Racionalmente seria de esperar que todos pretendessem deter Schulz, mas aquilo que acontece é precisamente o contrário. No entanto, com uma carreira ainda no início, sem muito a perder e uma enorme curiosidade, Johann Radmann decide pegar no caso. Percebe desde logo a dificuldade de investigar material histórico sobre Auschwitz, para além de encontrar resistência por parte de vários colegas de trabalho e dos seus superiores, com excepção de Fritz Bauer (Gert Voss), o procurador geral, um indivíduo que entrega a missão de liderar esta tarefa ao protagonista, com Radmann a gradualmente começar a tomar conhecimento de uma realidade que desconhecia.

Existem muitas limitações. A sociedade alemã encontra-se ainda muito preenchida por ex-elementos do Partido Nazi. Alguns são inocentes, outros contam com crimes cometidos, embora vários estejam instalados em diversos sectores da sociedade alemã, incluindo em algumas áreas de enorme influência, que pretendem evitar reacender memórias dolorosas que não são assim tão antigas quanto isso. Mesmo estes indivíduos como Schulz apenas poderão ser conduzidos a tribunal se existirem provas e testemunhas que confirmem que eliminaram alguém, caso contrário será muito complicado deter estes elementos devido às limitações das leis. As dificuldades que Johann Radmann vai encontrar são desde logo visíveis quando visita o Centro de Documentação do Exército dos Estados Unidos da América na Alemanha, onde se encontra reunida informação sobre seiscentas mil pessoas. Encontra documentação que comprova o facto de Schulz ter sido um elemento da Waffen SS em Auschwitz, mas as medidas prometidas pelos seus superiores, tais como a suspensão deste elemento das suas funções, não chegam a concretizar-se. É então que Gnielka decide publicar um artigo enfurecido contra a passividade das autoridades perante estas situações, acabando por trazer problemas temporários a Radmann. Gnielka logo convida o protagonista para uma festa, onde se encontra presente Kirsch, mas também Marlene, a mulher com quem tinha entrado em confronto em tribunal. Esta é uma aspirante a estilista, iniciando uma relação amorosa com o protagonista, embora esta seja afectada pelo embrenhar de Radmann na investigação. Na casa de Kirsch, estes procuram investigar secretamente a documentação que o mesmo furtou do campo de concentração, onde encontram uma lista com nomes de elementos das SS que serviram em Auschwitz, algo que a juntar à informação nos arquivos militares dos EUA poderá conduzir a um reunir do material necessário para deter alguns dos criminosos. Ao mostrarem esta informação a Fritz Bauer, este logo encarrega o protagonista de liderar a investigação, com Johann a contar com o apoio de Otto Haller (Johann von Bülow) e Erika Schmitt (Hansi Jochmann), uma equipa diminuta mas dedicada à causa. Estes procuram analisar a documentação obtida no Centro de Documentação do Exército dos EUA que conta com informação sobre oito mil elementos que trabalharam em Auschwitz, com muitos destes indivíduos a terem contribuído para a colocação em prática das políticas anti-semitas de Adolf Hitler. A documentação é mais do que muita, as autoridades competentes não parecem muito satisfeitas com este abrir de processos por parte do protagonista que procura não só fazer justiça em relação à memória daqueles que morreram nos campos de concentração, mas também deixar este caso bem vivo junto da opinião pública ao invés de cair no esquecimento. Um dos elementos que o deixa obcecado é Josef Mengele, um médico que torturou as filhas de Kirsch, fazendo-o esquecer-se por vezes da importância de olhar para o caso num âmbito geral ao invés de se lançar numa procura individual. Nesse sentido, as perseguições a Mengele revelam-se infrutíferas, enquanto Radmann vai descobrindo cada vez mais indivíduos que cometeram crimes e elementos que pertenceram ao Partido Nazi, incluindo o seu falecido pai, um homem que este admirava com enorme zelo, apesar do progenitor estar desaparecido há quinze anos. Diga-se que estes excessos levam a que se embrenhe tanto em Mengele e Adolf Eichmann que descura a documentação que conduziria à detenção de Brandner, hoje um padeiro, outrora um elemento que participou nos actos atrozes das SS em Auschwitz, com este último a ter tempo para escapar às autoridades. É um erro crasso, com Bauer a procurar consciencializar o protagonista de que outros elementos também cometeram crimes que merecem ser punidos, com Johann a perceber de forma cabal que se envolveu num caso de proporções gigantescas. Aos poucos, a vida de Radmann parece descontrolar-se, com este a entrar em paranoia. Quanto mais verdades descobre mais perplexo e irritado fica, com Alexander Fehling a destacar-se a interpretar este procurador obstinado em conduzir os criminosos à justiça e trazer ao de cima a verdade. Fehling sobressai sobretudo pela sua capacidade em convencer-nos da obstinação do personagem que interpreta, da paranoia em que entra quando descobre que até elementos em quem este confiava tiveram ligações ao Partido Nazi, tais como Gnielka, um indivíduo que se torna muito próximo de Radmann.

O próprio pai de Marlene foi um soldado que combateu ao serviço das tropas alemães, ou seja, Radmann não só tem de aprender a liderar o processo de um dos casos mais "quentes" daquela época, mas também a conviver com a situação de que elementos próximos a si podem ter tido ligações ao Partido Nazi. O próprio começa a questionar-se se também seria um Nazi se tivesse vivido naquela época, uma situação que aos poucos o deixa a entrar numa espiral descendente. A vida de Radmann torna-se frenética, as ameaças à sua integridade física são mais do que muitas, este ainda pensa em desistir mas não o faz. Este é um personagem ficcional de uma obra que tirou inspiração num caso e personagens verídicos, com o seu desfecho a ser conhecido do grande público. A 20 de Dezembro de 1963 deu-se o início do julgamento de vinte e dois alemães no chamado "Julgamento de Auschwitz", que serviu acima de tudo para trazer à memória os episódios hediondos que ocorreram nos campos de concentração e condenar os elementos criminosos que contribuíram para o Holocausto. Apesar de sabermos o desfecho deste caso, Giulio Ricciarelli consegue incutir uma enorme tensão em volta da investigação e do destino dos personagens, procurando expor os acontecimentos com enorme credibilidade. Nesse sentido, deparamo-nos perante idas a arquivos, leitura de processos, reuniões em gabinetes, perseguições, mas também diante do drama de um indivíduo que desconhecia toda esta realidade que se encontrava escondida. Este depara-se com o "labirinto de mentiras" do título, tendo de fazer de tudo para não se perder pelo mesmo. A sua obstinação conduz a discussões com a mãe, mas também a colocar em perigo o namoro com Marlene e a amizade com Gnielka. O jornalista procura que seja feita justiça, mas também conta com os seus pecados no passado, com André Szymanski a conseguir criar um personagem afável que parece mais pragmático do que o protagonista. Diga-se que a certa altura Radmann parece perder e muito o controlo, com Marlene a observar e bem que este foca-se apenas no lado mau das pessoas, esquecendo-se dos elementos de boa índole que o rodeiam, com este a necessitar claramente de assentar ideias. A notícia de que o pai foi um membro do Partido Nazi devasta-o, algo natural se tivermos em conta que este tinha o progenitor como um exemplo e opositor do Regime, algo que na prática não se sucedeu. Na realidade, nem Johann sabe como reagiria se vivesse neste período, algo que atribui ainda mais complexidade a este personagem carismático. Já Fritz Bauer viveu esses acontecimentos e sabe das reticências que uma investigação deste cariz causam no interior de uma nação que parece querer esquecer o passado mais negro, com Gert Voss a interpretar de forma convincente este elemento que surge muitas das vezes como a voz da razão do protagonista. Do elenco sobressai ainda Friederike Becht como Marlene, uma mulher que vive de perto as melhorias económicas do território, o chamado Wirtschaftswunder, com o seu pequeno negócio a crescer de forma inesperada a ponto de em pouco tempo esta conseguir ter a sua própria loja. É um país em reconstrução, que procura "deitar para debaixo do tapete" os seus pecados do passado, mas aos poucos vê os mesmos serem desenterrados e expostos. Johannes Krisch interpreta um elemento judeu que sofreu as consequências das políticas completamente perturbadas e irracionais de Adolf Hitler, tendo perdido a família em Auschwitz, embora não pretenda deixar a Alemanha. A certa altura, Simon salienta que foi na Alemanha que conheceu a esposa, que teve as suas gémeas, que viveu algumas das melhores memórias da sua vida, surgindo como um elemento complexo que sabe do facto de que nem todos os alemães são nazis e anti-semitas, apesar das dores das perdas que sofreu ainda serem enormes. A iluminação é discreta e exacerbadora da atmosfera de intimidade entre o protagonista, nesta fase cheio de dúvidas após alguns revezes e surpresas desagradáveis, e Kirsch, com o personagem interpretado por Alexander Fehling a prometer ler o Kaddish para as filhas deste em Auschwitz. É talvez um dos melhores momentos de Johannes Krisch ao longo do filme, com Giulio Ricciarelli, também ele um actor, a surgir como um competente condutor de actores e actrizes, mas também dos ritmos do enredo, alicerçando-se ainda num argumento coeso.

O argumento escrito pelo cineasta e Elisabeth Bartel denota cuidado na representação do período histórico e da complexidade do mesmo, procurando reunir elementos ficcionais com episódios e personagens factuais, algo salientado por Uli Putz, um dos produtores do filme, no press kit: "While a Prosecutor General Fritz Bauer and a journalist Thomas Gnielka really did exist, our protagonist, the young public prosecutor Johann, was a fictitious character, a concentrate of the three public prosecutors who actually led the investigation back then (...)." Diga-se que os comentários de Putz confirmam exactamente muito do que encontramos ao longo do filme, incluindo a procura de expor temas como o facto de alguns prisioneiros de guerra, no período de tempo representado, ainda não terem regressado. Veja-se o caso do pai do protagonista, um indivíduo dado como desaparecido há quinze anos que se calcula estar morto. As palavras de Putz são importantes ainda para salientar o facto de "Labyrinth of Lies" procurar expor o outro "lado da moeda", através da figura de Walter Friedberg (Robert Hunger-Bühler), um promotor sénior que é contra a investigação, chegando a questionar o protagonista se "É verdadeiramente importante que todos os filhos na Alemanha tenham de saber que o seu pai é um assassino?". Para o protagonista não parecem existir dúvidas: a verdade tem de ser exposta. Claro que também irá sofrer com a mesma e a sua inflexibilidade por vezes irá conduzi-lo a cometer alguns erros. É um individuo novo e ambicioso, mas também com um enorme sentido de justiça que aos poucos se depara com toda uma nova realidade que o intriga e assusta, numa investigação intrincada, filmada com um engenho surpreendente se tivermos em conta que Giulio Ricciarelli é um estreante na realização de longas-metragens. Este consegue incutir os perigos que envolviam a investigação, mas também a complexidade e morosidade da mesma, conseguindo transmitir-nos isso sem recorrer a grandes maniqueísmos, ao mesmo tempo que nos faz recordar os bons exemplares do género elaborados na década de 70. A atmosfera de paranoia está lá, os elementos políticos também, bem como um personagem obstinado em desvendar a verdade, com Alexander Fehling a demonstrar talento e carisma para dar vida a este procurador que se envolve no labirinto de mentiras do título. "Labyrinth of Lies" é também uma obra cinematográfica cuja relevância é elevada ainda por dar a conhecer a um público mais alargado este "Julgamento de Auschwitz" e um lado da Alemanha ainda a lidar com as feridas abertas pela II Guerra Mundial e o Partido Nazi. Nota-se que não é fácil o assumir de muitos dos erros e atrocidades cometidos, tal como é notório que nem todos os alemães eram nazis, nem todos os elementos que eram obrigados a estar filiados no partido eram de má índole. Nesse sentido, "Labyrinth of Lies" procura acima de tudo expor aqueles que cometeram actos atrozes contra a humanidade, tais como os elementos que agiram de forma desumana e criminosa em Auschwitz e encontravam-se a viver como se nada de mal tivessem feito, com muitos deles a parecerem pessoas completamente normais.

Um dos aspectos que mais vai surpreender o protagonista centra-se exactamente no facto de indivíduos como Mengele serem elementos instruídos e aparentemente afáveis, mas foram capazes de cometer atrocidades que devem ser relembradas, recriminadas e jamais repetidas. No caso de Mengele, tal como alguns dos elementos que foram a julgamento, este encontrava-se nas SS por livre e espontânea vontade, com o filme a exibir que também existiram alemães que efectivamente partilhavam da ideologia do partido. Ou seja, a situação com que Johaan Radmann se depara é claramente complexa, sobretudo se tivermos em conta o contexto que envolvia o protagonista, algo exposto com assertividade ao longo do filme. O julgamento veio trazer um pouco de justiça à memória das vítimas e demonstrar que aquilo que aconteceu na Alemanha durante o Partido Nazi não é para esquecer mas para recordar e não repetir. Para recordar também deveria servir que para o chamado "milagre económico" alemão do período representado também contribuiu um perdão da dívida por parte dos credores avaliado em 62,6% da mesma (ver mais neste texto do Público), algo que facilitou o crescimento da Alemanha Ocidental, um "pequeno detalhe" muitas das vezes esquecido nos dias de hoje onde a palavra flexibilidade é utilizada mas o seu significado prático nem sempre é claro. Comentários políticos à parte, "Labyrinth of Lies" consegue expor com alguma competência este período representado, quer no guarda-roupa, quer nos carros representados, quer na forma como os elementos desta sociedade alemã se pretendiam representar a si próprios. No caso de "Labyrinth of Lies" ficamos diante de uma representação que está longe de ser maniqueísta, com Giulio Ricciarelli a apresentar-nos a argumentação de parte a parte, embora deixe sempre claro que a verdade tem de vir ao de cima. É a busca pela verdade e pela justiça que vai marcar o quotidiano de Johann Radmanm, numa investigação onde ouve muitos testemunhos de parte a parte, ficando claro que esta missão começa a afectá-lo e muito. A realidade que encontra nem sempre é a mais agradável, com Giulio Ricciarelli a ser capaz de controlar os ritmos das revelações e apresentá-las de forma credível ao mesmo tempo que nos envolve para o interior de uma investigação que ganha outra dimensão se pensarmos que alguns dos seus episódios foram verídicos, incluindo o julgamento que se sucedeu. A banda sonora é assertiva e adequada aos ritmos da narrativa, tal como a cinematografia, num filme que sobressai pela segurança apresentada por Giulio Ricciarelli na realização cinematográfica e pela sua capacidade em explorar uma investigação complexa que decorre num período histórico em que a Alemanha ainda estava em negação em relação ao seu passado. O próprio caso tem muito menos mediatismo na opinião pública do que os "Julgamentos de Nuremberga", embora seja o primeiro que opôs alemães contra alemães, com "Labirinto de Mentiras" a ser capaz de nos expor a esta situação com enorme eficácia, evitando muitas das vezes "aproveitar-se" das histórias das vítimas. Diga-se que ao invés de nos colocar perante repetidos depoimentos de judeus que sobreviveram e ofereceram o seu testemunho, Giulio Ricciarelli prefere antes deixar a banda sonora sobressair nestas cenas e destacar as emoções que perpassam pelos rostos dos personagens. Outro dos factores que sobressaem em "Labyrinth of Lies" passa também pela procura aparentemente sincera dos envolvidos em exporem o ambiente que rodeou todos os episódios e darem a conhecer ao público uma nação que deu por si a lidar com feridas mal cicatrizadas. Giulio Ricciarelli surge como um realizador a seguir com atenção, com o cineasta a desenvolver um thriller de pendor histórico marcado por alguma tensão, um argumento coeso, intérpretes competentes e um ritmo fluido que facilmente tornam "Labyrinth of Lies" como uma das obras mais recomendáveis da terceira edição da Judaica - Mostra de Cinema e Cultura, a par de "Félix e Meira" e "Gett: O Processo de Viviane Amsalem".

Título original: "Im Labyrinth des Schweigens".
Título em inglês: "Labyrinth of Lies".
Título em Portugal: "Labirinto de Mentiras". 
Realizador: Giulio Ricciarelli.
Argumento: Giulio Ricciarelli e Elisabeth Bartel.
Elenco: Alexander Fehling, André Szymanski, Friederike Becht, Johannes Krisch.

Leonardo DiCaprio pode interpretar um individuo com vinte e quatro personalidades em "The Crowded Room". Kristen Stewart junta-se a Michelle Williams no elenco do novo filme de Kelly Reichardt. John Travolta no poster de "The Forger". Notícias - 28 de Fevereiro de 2015

- O The Hollywood Reporter noticiou que Leonardo DiCaprio encontra-se muito próximo de ser confirmado como protagonista de "The Crowded Room", um filme sobre Billy Milligan. O argumento vai ser escrito por Jason Smilovic e Todd Katzberg tendo como base o livro "The Minds of Billy Milligan", escrito por Daniel Keyes. DiCaprio vai produzir o projecto ao lado de Jennifer Davisson e Alexandra Milchan.
Billy Milligan foi o protagonista de um dos julgamentos mais famosos do final dos anos 70 no Estado de Ohio. Este foi acusado de crimes como violações e assaltos à mão armada, tendo sido o primeiro indivíduo a utilizar com sucesso o argumento de que padecia de transtorno dissociativo de identidade. Milligan tinha vinte e quatro personalidades. O projecto ainda não conta com um realizador contratado.

- Kristen Stewart está numa fase positiva da sua carreira. O Deadline noticiou que Kristen Stewart vai juntar-se a Laura Dern, Jared Harris, James Le Gros, Sara Rodier e Michelle Williams no elenco do novo filme de Kelly Reichardt. O filme ainda sem título vai ser realizado por Kelly Reichardt, através do argumento da própria.
 O enredo é baseado numa série de contos escritos por Maile Meloy. Stewart vai interpretar uma jovem advogada que aceita dar aulas numa instituição longe da sua casa. Apesar de se encontrar algo nervosa em relação às suas capacidades como professora, a advogada está determinada a provar que é capaz de assumir a tarefa com competência. Esta começa a desenvolver uma relação de proximidade com Beth, a mulher que se encontra a avaliá-la. 

- Foi divulgado um poster de "The Forger" centrado no personagem interpretado por John Travolta, o beijoqueiro mais conhecido de Hollywood. O filme é realizado por Philip Martin ("Wallander"), através do argumento de Richard D’Ovidio ("The Call"). "The Forger" conta no elenco com John Travolta ("Pulp Fiction") , Christopher Plummer ("Beginners"), Tye Sheridan ("Mud"), entre outros. Poster via IMP Awards.
 Sinopse: "The Forger" acompanha a história de Ray Cutter (Travolta), um artista promissor na sua juventude e ladrão durante a idade adulta, que consegue arranjar maneira de "comprar" a sua saída da prisão, tendo em vista a passar mais tempo com o filho, Will Cutter (Sheridan). Ray e o seu pai, Joseph Cutter (Plummer), têm de efectuar um último assalto, tendo em vista a pagarem a ordem de soltura do primeiro.

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Filmes vistos e/ou revistos em 2015 - "Pour Une Femme" (70)

Álbum completo em: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.752316198184904.1073741836.152704134812783&type=3&uploaded=1

27 fevereiro 2015

Black Widow, Nick Fury e Thor nos três novos posters de "Avengers: Age of Ultron". Ben Stiller e Naomi Watts no quad de "While We're Young". Dois novos clips da quinta temporada de "Game of Thrones". Divulgado mais um poster de "Get Hard". Notícias - 27 de Fevereiro de 2015: Parte 2

- Foram divulgados três novos posters de "Avengers: Age of Ultron". Os posters são centrados individualmente em Thor, Nick Fury e Black Widow. A continuação de "Os Vingadores" é realizada por Joss Whedon, a partir do argumento do próprio. Via IMP Awards.
 O título "Age of Ultron" remete para a minissérie de Comics homónima, escrita por Brian Michael Bendis, com o enredo a contar com Ultron como antagonista. "Age of Ultron" contou com dez volumes, que foram publicados entre Março a Junho de 2013. O filme conta no elenco com Robert Downey Jr como Tony Stark aka Iron Man, Samuel L. Jackson como Nick Fury, Chris Hemsworth como Thor, Mark Ruffalo como Hulk, Jeremy Renner como Hawkeye, Chris Evans como o carismático Capitão América, James Spader como Ultron, Elizabeth Olsen como Scarlet Witch, Aaron Taylor-Johnson como Quicksilver, Thomas Kretschmann como Barão Wolfgang Von Strucker, Paul Bettany como The Vision, entre outros.

- Já se encontra online um quad de "While We're Young", o novo filme de Noah Baumbach ("Frances Ha"). O filme conta no elenco com Amanda Seyfried ("Chloe"), Naomi Watts ("The Impossible"), Ben Stiller ("Greenberg") e Adam Driver ("Frances Ha").
 O enredo de "While We're Young" centra-se num realizador de documentários (Stiller) e na sua esposa (Watts), uma dupla que vê a sua vida mudar quando formam amizade com um casal mais jovem. Driver vai dar vida ao elemento masculino do casal mais jovem, enquanto Amanda Seyfried vai interpretar o elemento feminino.

- Foram divulgados dois novos clips da quinta temporada de "Game of Thrones":





-  Já se encontra online um novo poster internacional de "Get Hard" centrado nos personagens interpretados por Will Ferrell e Kevin Hart. O filme é realizado por Etan Cohen, através do argumento de Jay Martel e Ian Robert ("Key & Peele"). "Get Hard" conta no elenco com Will Ferrell, Kevin Hart, Alison Brie, entre outros. Poster via IMP Awards.
 O enredo de "Get Hard" centra-se no gerente de um banco de investimentos que é condenado por um crime que não cometeu, tendo de cumprir a pena numa prisão de segurança máxima. Perante este cenário, o protagonista contrata o indivíduo (Hart) que lava o seu carro para prepara-lo para a dura vida na prisão.


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- Em actualização.

Eddie Redmayne na primeira imagem de "The Danish Girl". Denis Villeneuve vai realizar a sequela de "Blade Runner". Sean Penn em destaque no novo poster de "The Gunman". Jack Huston pode protagonizar a nova adaptação cinematográfica de "The Crow". Quatro novos posters de "Home". Novas imagens da série "Daredevil". Christopher Cosmos vai escrever o argumento da nova adaptação cinematográfica de "Red Sonja". Notícias - 27 de Fevereiro de 2015

- Denis Villeneuve está confirmado como realizador da sequela de "Blade Runner". Foi ainda confirmado que Harrison Ford vai voltar a dar vida a Rick Deckard. O argumento está a cargo de Hampton Fancher e Michael Green. O enredo vai desenrolar-se várias décadas depois do filme original. Via CS e The Playlist.

- Foi divulgada a primeira imagem de Eddie Redmayne na adaptação cinematográfica de "The Danish Girl". O filme é realizado por Tom Hooper, através do argumento de Lucinda Coxon. "The Danish Girl" conta no elenco com Matthias Schoenaerts, Amber Heard, Eddie Redmayne, Alicia Vikander, entre outros. Heard pode dar vida a Oola. Redmayne vai ficar com o papel de Einar, enquanto Vikander vai dar vida a Gerda Wegener. Imagem via The Playlist.
O argumento de "The Danish Girl" é baseado no livro homónimo de David Ebershoff. O livro foi publicado em Portugal com o título "A Rapariga Dinamarquesa" e tem a seguinte sinopse (via Wook): Inspirada na história verídica do pintor dinamarquês Einar Wegener e da sua esposa americana, A Rapariga Dinamarquesa traz-nos um retrato terno e comovente sobre um amor que desafia todos os limites. Tudo começa com um simples pedido. A modelo que Greta está a pintar cancelou a sessão agendada, na altura em que faltam apenas alguns pormenores para a conclusão do quadro. A pintora pergunta então ao marido se se importa de calçar umas meias e sapatos de senhora por alguns momentos, para ela poder finalizar os últimos detalhes. Este pequeno favor irá trazer consigo uma série de transformações à vida de Einar, que descobre em si uma identidade até então desconhecida. Com elas, começa uma das mais apaixonantes e invulgares histórias de amor do século XX.

- - Já se encontra online um novo trailer de "The Gunman". O filme é realizado por Pierre Morel ("Taken"), através do argumento de Peter Travis. "The Gunman" conta no elenco com Ray Winstone ("The Sweeney"), Idris Elba ("Pacific Rim"), Javier Bardem ("Skyfall"), Sean Penn ("The Tree of Life"), Jasmine Trinca ("Miele"), entre outros. Poster via IMP Awards.
 O argumento do filme é baseado no livro "The Prone Gunman", escrito por Jean-Patrick Manchette. O enredo de "The Gunman" centra-se num assassino chamado Martin Terrier (Penn), que é traído pela organização para a qual trabalha após ter revelado o desejo de abandonar a profissão. Perante esta situação, Martin vê-se na contingência de ter de entrar em fuga e procurar vencer a organização que o quer destruir.

 - Foram divulgados quatro novos posters de "Home", um filme de animação realizado por Tim Johnson, através do argumento de Tom J. Astle e Matt Ember. O filme conta no elenco vocal com Jim Parsons, Rhianna, Jennifer Lopez, Matt Jones, Steve Martin, entre outros. Posters via IMP Awards.
 Sinopse de "Home": Quando a Terra é invadida pelos excessivamente confiantes Boov, uma raça alienígena em busca de um novo local ao qual chamar Lar, todos os humanos são prontamente realocados enquanto os Boov se atarefam com a reorganização do planeta. Mas quando Tip, uma miuda cheia de recursos, consegue escapar escapar à captura, ela dá consigo como cúmplice acidental de um Boov banido chamado Oh. Os dois fugitivos apercebem-se que há muito mais em jogo do que do que o relacionamento intergalático e embarcam na viagem das suas vidas.

- O Deadline noticiou que Jack Huston encontra-se em negociações iniciais para protagonizar a nova adaptação cinematográfica de "The Crow". Vale a pena recordar que Luke Evans abandonou recentemente o papel. O filme vai ser realizado por Corin Hardy ("The Woods"). O argumento está a cargo de Cliff Dorfman. A primeira adaptação do anti-herói ao grande ecrã foi lançada em 1994, tendo sido realizada por Alex Proyas ("Knowing") e protagonizada por Brandon Lee, filho do mítico Bruce Lee.

- A Empire (via Coming Soon) divulgou várias imagens da série "Daredevil". A série conta no elenco com Scott Glenn, Deborah Ann Woll, Elden Henson, Rosario Dawson, Vincent D'Onofrio e Charlie Cox.
 "Daredevil" tem a seguinte sinopse: Cego quando ainda era um jovem rapaz mas imbuído de extraordinários sentidos, Matt Murdock (Charlie Cox) combate a injustiça durante o dia como advogado, e enfrenta o crime à noite como Daredevil, durante os dias de hoje, em Hell's Kitchen. D'Onofrio vai interpretar o vilão Wilson Fisk, mais conhecido como The Kingpin. Rosario Dawson vai dar vida a uma jovem mulher que procura ajudar a curar as "feridas" de Hell’s Kitchen, algo que a vai colocar no caminho de Matt Murdock. Henson vai dar vida a Foggy Nelson, um advogado e parceiro de Matt Murdock. Deborah Ann Woll vai interpretar Karen Page, um interesse amoroso de Matt Murdock.

- O THR noticiou que a Nu Image/Millennium Films contratou Christopher Cosmos para escrever o argumento de uma nova adaptação cinematográfica de "Red Sonja". Vale a pena recordar que Robert Rodriguez e Doug Aarniokoski tentaram recentemente tirar o projecto do papel, ainda que sem grande sucesso. Ainda não existe um realizador ligado ao projecto. O enredo ainda não é conhecido.

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- Em actualização.

Filmes vistos e/ou revistos em 2015 - "Black Sea" (69)

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Resenha Crítica: "Gett: O Processo de Viviane Amsalem" (Gett: The Trial of Viviane Amsalem)

 Realizado por Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz, "Gett: The Trial of Viviane Amsalem" marca a passagem para o plano público das diferenças e problemas do casamento entre Viviane (Ronit Elkabetz) e Elisha Amsalem (Simon Akbarian), um casal cuja relação existe apenas no papel, já que na prática vivem de forma separada, a química entre ambos terminou e a primeira não o ama. Em "To Take a Woman", Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz deixaram-nos perante um filme desgastante e sufocante, marcado pelo enorme realismo na representação do ocaso da relação entre Viviane e Elisha. Todos os elementos que se aproximavam destes, incluindo os filhos, podiam aperceber-se disso. Os close-ups foram expostos com grande frequência para exibir paradigmaticamente os sentimentos que perpassavam pelos rostos e alma dos personagens, enquanto o lar do casal surgia como o sufocante espaço primordial. Em "Shiva", o segundo filme que conta com a presença de Viviane e Elisha (Eliyahu nos dois primeiros filmes), o casal já se encontra a viver de forma separada, com o esposo a tentar contactar com a personagem interpretada por Ronit Elkabetz de forma a procurar uma possível reconciliação. Se no primeiro filme assistimos a um desgaste enorme nas relações do casal, já em "Shiva" assistimos ao período de luto em que se encontra a família de Viviane devido à morte de Maurice, o irmão desta. Os seis irmãos e duas irmãs, bem como os respectivos cônjuges e familiares, têm de ficar na mesma casa e prestar culto ao irmão, embora facilmente desrespeitem o mesmo, com ambos os filmes a colocarem-nos diante do espaço fechado de uma habitação, onde facilmente as emoções são soltas. Em "Gett: The Trial of Viviane Amsalem", não estamos durante Israel no período da Guerra do Golfo, mas sim nos dias de hoje. Na realidade, os episódios que nos são apresentados quase que nos deixam incrédulos como ainda podem ocorrer na actualidade. Nos momentos iniciais de "To Take a Wife" encontramos um close-up quase extremo na face de Viviane, sobressaindo o seu rosto pálido, as suas feições pouco esperançosas, as unhas vermelhas e o muito tabaco que fuma, enquanto os irmãos procuram convencê-la a não separar-se do esposo. Procuram salientar as várias qualidades do mesmo, mas a relação entre os dois parece ter chegado a um ocaso, algo que fica exposto com o desenrolar do filme. Em "Gett: The Trial of Viviane Amsalem", esta decide finalmente lutar pelo divórcio, com a privacidade do lar a ser trocada pelo espaço claustrofóbico de um tribunal rabínico, um local onde as mulheres até podem estar presentes mas pouco parecem ser levadas em consideração. Em Israel, os casamentos civis ainda não existem, pelo que apenas se aplica a lei religiosa, que estipula que só o marido pode conceder a separação a não ser em casos muito excepcionais, ou seja, mesmo em tribunal, Viviane está sempre em desvantagem, com o esposo a ter grande parte do poder decisório. As situações em tribunal vão variar entre o tenso e o desgastante, muito a fazer recordar o primeiro filme, sobretudo quando a câmara se concentra nos rostos dos protagonistas, embora também exista algum humor à mistura, sobretudo inerente às situações absurdas que rodeiam este processo que durou cinco anos e parece ter marcado de forma indelével os protagonistas. Diga-se que  Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz voltam conseguir, com a ajuda do elenco, que estes personagens soem reais junto dos espectadores, que facilmente nos esqueçamos que existem actores a interpretá-los a ponto de envolverem-nos e de que maneira na sua intensa história.

 "Gett: The Trial of Viviane Amsalem" remete assim para "To Take a Wife", onde saíamos desgastados do filme e ao mesmo tempo quase que nos questionávamos como se sentiria a dupla de protagonistas. Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz trabalham Viviane e Elisha um pouco a fazer recordar o método utilizado por Richard Linklater nos filmes da trilogia "Before", dispersando as histórias dos protagonistas ao longo do tempo, ao mesmo tempo que vamos acompanhando as transformações destes e dos espaços que os rodeiam. No caso de "Gett", o cenário primordial é o tribunal. Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz pouco se preocupam com grandes adereços, sobressaindo sobretudo as paredes brancas e os sentimentos que envolvem os personagens. Isso não implica simplicidade, bem pelo contrário. Os planos são enquadrados de forma precisa, os momentos de silêncio nos quais a câmara se foca em Viviane são por vezes reveladores de um poder emocional imenso que as imagens conseguem transmitir, ao mesmo tempo que pormenores como o guarda-roupa podem ajudar a exibir pequenas mudanças nos comportamentos. Veja-se o caso de Viviane. Começa vestida de preto, discreta, até mudar para um vestido verde marinho ou azulado, despertando à atenção quando leva vestes vermelhas. A cor é claramente desafiadora do papel completamente secundário que o tribunal atribui à mulher, tal como é desafiador o seu soltar de cabelo (considerado uma afronta devido ao cariz sexual/erótico atribuído ao cabelo nesta sociedade), embora estas atitudes evidenciem acima de tudo uma mulher que está farta de todo o arrastar deste processo. Curiosamente, apesar de estar em foco em quase todo o filme, nos momentos iniciais encontramos esta mulher fora do campo, com "Gett: The Trial of Viviane Amsalem" a exibir num pequeno momento o papel invisível a que as mulheres por vezes podem estar sujeitas numa sociedade onde a lei beneficia e muito as figuras masculinas. Viviane quer o divórcio. Elisha não. No segundo filme da saga, ele já tinha dito que preferia morrer a conceder-lhe o divórcio. Ela chegou a mostrar-se disponível a traí-lo só para lhe manchar a reputação. Nos dois filmes anteriores este demonstrou sempre os seus fortes valores religiosos. Em "Gett: O Processo de Viviane Amsalem" volta a demonstrar o seu conservadorismo e dissimulação. Viviane pretende o divórcio, quer ser livre e finalmente poder ganhar a sua independência, após trinta anos de um casamento do qual resultaram quatro filhos e um desgaste claramente latente. No primeiro filme os filhos estão presentes. Nos dois seguintes nem por isso. Em todos os três filmes deparamo-nos com elementos da sociedade, cultura e tradição de Israel, mas também os valores conservadores de Elisha, um judeu marroquino. O respeito deste pela religião é tal que em tribunal procura inicialmente falar em francês e não em hebraico, de forma a não desrespeitar esta língua num processo que o envergonha. Diz amar a esposa mas, se no primeiro filme ainda parecia existir um pingo de verdade nas suas afirmações, em "Gett" esta situação não acontece, com o problema deste a centrar-se sobretudo no despeito sentido. Falta a várias audiências, procura arrastar o processo, exasperando a esposa e o espectador com os seus comportamentos aparentemente passivos mas capazes de causarem enorme dor. Viviane não partilha a religiosidade deste, tal como os filhos não partilham, com Elisha a ter estado sempre muito ausente da vida dos familiares e a apresentar uma frieza na exposição dos sentimentos que é utilizada como um dos argumentos da primeira em tribunal e exposta no primeiro filme. É um indivíduo difícil de se lidar, cuja relação com Viviane há muito parece ter terminado do ponto de vista amoroso, mas este pretende perpetuá-la, mesmo que ao longo dos três filmes tenha ficado sempre presente que o casamento já não tem hipóteses de "ganhar nova vida". "Gett" é o filme da saga que mais mediatismo conseguiu devido a ter sido nomeado para o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, surgindo também como o primeiro a trazer os problemas e Viviane e Elisha para a esfera pública.

Deixamos de estar perante a esfera íntima do lar, seja a casa de ambos, seja a habitação de Maurice, o falecido irmão de Viviane, e passamos a estar perante um impessoal tribunal rabínico. Sobressaem as duas mesas onde se encontram presentes os réus e os seus advogados/representantes, bem como a mesa dos três juízes/rabinos e o elemento que se encontra a transcrever em acta aquilo que se passa no local. Dos três rabinos que laboram como juízes sobressai Salmion (Eli Gornstein), aquele que lidera o julgamento, com todos, tal como a lei, a parecerem estar do lado do marido, embora aos poucos comecem a apresentar um enorme desgaste com a situação. Até nós nos começamos a desgastar, não com o filme mas pela forma como a lei não consegue defender uma mulher que legitimamente quer ter o direito a prosseguir a sua vida de forma livre. Inicialmente Elisha conta com Shimon (Sasson Gabai), o seu irmão, como uma espécie de advogado, com este último a pretender ajudá-lo na defesa, surgindo como um indivíduo conservador e por vezes algo ridículo que leva ao extremo a defesa do primeiro. Diga-se que Shimon personifica o conservadorismo e a forma perniciosa como estas leis tiram protecção às mulheres surgindo, tal como os rabinos, a defender o lado masculino. Viviane conta com Carmel Ben Tovim (Menashe Noy) como advogado, um indivíduo articulado no seu discurso, pronto a defender a sua cliente e a causa desta, apesar de aos poucos parecer ficar implícito que existe algo mais entre os dois. Shimon levanta a suspeição e Carmel não consegue dispersá-la por completo, tal como não a desmente categoricamente. O tribunal ainda pede que Viviane fique seis meses em casa de Elisha para tentarem a reconciliação mas tudo se revela infrutífero. Ambos são incompatíveis, apesar do orgulho de Elisha não parecer permitir reconhecer essa situação. É então que os rabinos decidem chamar as testemunhas e ficamos perante uma miríade de personagens, alguns dos quais já conhecidos dos outros filmes que defendem sobretudo Elisha, utilizando argumentos como o facto deste nunca ter batido na mulher ou contado com amantes, embora muitas das vezes fique implícito nos discursos que o casal é incompatível. A primeira testemunha a prestar declarações é Meir (Albert Iluz), o irmão mais velho de Viviane, um elemento que salienta já ter sugerido que o melhor era esta ter continuado o casamento e realça as qualidades de Elisha. Meir foi o indivíduo que no período de luto do irmão estava mais preocupado com a campanha política e a sua candidatura do que em respeitar o luto, sendo um dos elementos do primeiro filme que procuraram dissuadir Viviane a divorciar-se. Já Therese (Ruby Porat Shoval), a esposa de Meir, parece estar do lado de Viviane, tal como Evelyn (Evelin Hagoel), com esta última a expressar de forma bem viva a sua opinião contra uma sociedade que trata as mulheres divorciadas de forma penosa. Temos ainda os Aboukassis, um casal de vizinhos. O esposo defende Elisha, enquanto Donna Aboukassis (Dalia Beger) inicialmente vai na onda mas aos poucos começa a contrariar a opinião do esposo. Aboukassis logo procura silenciar a esposa, ficando mais uma vez claro que este espaço serve mais para julgar Viviane do que o processo de divórcio. Fica latente que Elisha pode não ter agredido e traído a esposa, nem faltar com dinheiro para a casa, mas também pouca atenção lhe dava (algo exposto no primeiro filme), enquanto este processo em tribunal arrasta-se excessivamente ao longo do tempo e prova o quão retrograda é esta lei que coloca o poder do marido acima de quase tudo.

Elisha surge quase sempre impassível e irredutível nos seus propósitos, com Simon Abkarian a sobressair mais uma vez como este personagem conservador, nem sempre capaz de expressar os seus sentimentos, que procura a todo o custo manter um casamento que apenas prossegue devido a uma lei arcaica. Akbarian consegue explorar o lado mais dissimulado do seu personagem, um indivíduo que é capaz de levar tudo e todos ao desespero, escondendo muitas das vezes uma malícia que aos poucos se revela, embora o argumento nunca o trate como um personagem unidimensional. É latente que este parece sentir algo pela esposa ou pelo menos os seus valores religiosos compelem-no a querê-la consigo, mas por vezes também parece notório que pretende punir Viviane pela "desfaçatez" de querer ser independente. Diga-se que muitas das testemunhas elogiam a "liberdade" que este dava à esposa, embora raramente frisem que este pouca atenção lhe prestava. Em "To Take a Wife" esta chegou a dizer que preferia que este lhe batesse, que demonstrasse reacção ao invés de a ignorar e não demonstrar quaisquer sentimentos. Simon Akbarian destaca-se, embora caiba mais uma vez à carismática Ronit Elkabetz brilhar e emocionar acima de todos os outros elementos do elenco, com esta a ser capaz de transmitir o cansaço da personagem que interpreta, a força e paciência que esta tem para lutar pelos seus objectivos, mas também a forte personalidade de Viviane. O momento em que utiliza vestes vermelhas e solta o cabelo surge como libertador e paradigmático do cansaço de Viviane, com Ronit Elkabetz a expressar no seu rosto toda a convulsão vivida pela personagem que interpreta. O momento em que a câmara de filmar foca-se no seu rosto por vezes faz pensar que as parecenças do título de "Gett: The Trial of Viviane Amsalem" com "Procès de Jeanne d'Arc" (em inglês "The Trial of Joan of Arc") não são mera coincidência, com a dupla de realizadores a salientar isso mesmo no dossier de imprensa: "Nas nossas mentes, o poder do cinema está no ponto de vista. Num fotograma, os nossos olhos são logo atraídos para o olhar dos atores e atrizes. Depois procuramos o que o ator está a ver, dissecamos a sua alma através da sua visão. Graças a estas perspetivas, o filme existe para além do diálogo". Existe algo de Bressoniano em procurar dissecar a alma dos personagens, em procurar que os actores e actrizes se dispam das suas personas e passem a "viver" os elementos a quem dão vida, algo latente nos casos de Ronit Elkabetz e Simon Akbarian. Diga-se que muitas das vezes somos colocados diante dos personagens através do olhar de outros elementos e dos próprios, com a dupla de realizadores e argumentistas a exibir um trabalho notável a nível da composição e significado dos planos. Um plano demorado, focado em Viviane, pode dizer imenso sobre a personagem e ao mesmo tempo deixar escapar tanto sobre esta mulher. Esta trabalha como cabeleireira, já assim era em "To Take a Wife", algo que a conduz a não ser financeiramente dependente do marido, procurando finalmente a sua independência junto deste no plano matrimonial, justificando o pedido de divórcio devido à incompatibilidade com o esposo. Estes pouco falavam, pouco saíam, pouca intimidade tinham, algo que é exposto paradigmaticamente em "To Take a Wife" e exibido nos diálogos que mantêm ao longo de "Gett". Após as testemunhas concederem as suas opiniões em relação ao casal e à relação, "Gett" avança para os testemunhos de Viviane e Elisha. Fica paradigmaticamente exposto o quanto os separa e o muito pouco que os une, com Viviane a procurar finalmente ter a sua liberdade, após vários anos sozinha. Esta vive nas imediações da casa de Meir, enquanto Elisha manteve-se na casa onde outrora habitavam, parecendo procurar manter tudo como estava embora muito tenha ocorrido entre ambos para que alguma vez se possam voltar a entender. A certa altura do filme, Elisha chega mesmo a ser questionado sobre o que pretenderia fazer se tivesse Viviane de volta e parece certo que mesmo que voltassem a viver juntos, estes não conseguiriam ser felizes, tal como este não parece ser capaz de responder a esta questão.

 É um caso complicado sobretudo devido ao facto das leis, de um país civilizado e moderno em vários aspectos, apresentarem inexplicavelmente um nível retrogrado imenso no que diz respeito ao casamento. O próprio julgamento demonstra o quão tendenciosa é esta situação para favorecer o lado masculino, com poucos elementos a contribuírem para que Viviane consiga o divórcio sem a autorização do marido. A chegada das testemunhas poderia ajudar a resolver o caso, mas estas parecem contribuir mais para arrastar o mesmo do que para resolver algo. Elisha é respeitado na sinagoga, sendo visto como um homem digno, embora alguns elementos tenham coragem de lhe colocar alguns defeitos. Diga-se que a religiosidade deste e de muitos elementos encontra-se bastante presente, bem como o conservadorismo em relação ao papel da mulher. Veja-se o caso de Meir, mas acima de tudo Shimon e Aboukassis, com estes dois últimos a encararem as mulheres como figuras que devem ser submissas ao homem. Viviane não preenche estes requisitos e, felizmente, nem pretende, tentando a sua independência, embora também  a própria por vezes pareça mentir em tribunal. Essa situação é notória quando Shmuel (Abraham Celektar), a sétima testemunha, a diz ter visto num café com um homem e ela salienta que estava reunida com o advogado. Carmel parece surpreendido com a situação mas entra na jogada, mas ao mesmo tempo é impossível não nos recordarmos a reunião que esta teve com Albert, o ex-amante no primeiro filme, ou o beijo que trocou com Ben Loulou em "Shiva". Ou seja, quando a encontramos a dizer que foi sempre fiel ao marido, acreditamos apenas se não tivermos visto os outros filmes. O próprio Carmel não desmente o interesse em Viviane. Este é interpretado por Menashe Noy, um actor que se destaca pela forma intensa como procura defender a sua cliente em tribunal, expondo as limitações e cinismo da lei. Os próprios juízes variam entre o inflexível e um lado mais humano, muitas das vezes fartos com os constantes recuos e momentos deste caso rocambolesco. A contribuir para estes momentos rocambolescos encontra-se o personagem interpretado por Sasson Gabai, com este a não ter problemas em atacar a protagonista, desde que consiga defender a causa do seu irmão. Gabai surge expansivo, por vezes algo caricatural e pronto a deixar-nos perplexos com o conservadorismo do personagem que interpreta, um elemento religioso numa obra que mescla a religiosidade com o profano (voltamos a salientar o soltar do cabelo por parte de Viviane). Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz conduzem a narrativa com uma mestria próxima de "To Take a Wife" mesclada com a assertividade com que expunham os diversos personagens em "Shiva". A atmosfera por vezes surge tão mais sufocante, desgastante e claustrofóbica do que em "To Take a Wife", embora em "Gett: The Trial of Vivian Amsalem" também exista espaço para o humor. Diga-se que o humor surge muitas das vezes das próprias situações, seja pelo comportamento das testemunhas, seja por uma asneira largada, seja pelos momentos caricatos, entre outros que ajudam a expor uma situação completamente inadmissível numa sociedade civilizada. Nesse sentido, "Gett" junta ao seu enorme valor cinematográfico uma notável relevância social ao despertar a atenção do público em relação a uma situação que é real em Israel. Estamos perante personagens judeus marroquinos, ainda muito ligados aos valores religiosos, mas a própria sociedade não dá passos para alterar situações como a lei do casamento que claramente prejudicam a mulher.

 Apesar de contarmos com uma protagonista forte, marcante e carismática, "Gett" nunca deixa de exibir que estamos diante de uma sociedade que trata a figura feminina como algo inferior ao homem. Neste sentido, mais do que discursos pueris como o de Patricia Arquette nos Oscars sobre o salário das mulheres quando na plateia tinha pessoas como Oprah Winfrey, são filmes como "Gett" que permitem dar uma real situação do quão frágil pode ser o papel destas em algumas sociedades e a necessidade premente de se ter de fazer algo para mudar esta situação. "Gett" pode não valer uns quantos memes e quotes como os discursos de Arquette ou um "you go girl" de Meryl Streep (outra senhora claramente depauperada), mas a sua relevância social é indelével. Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz procuram expor o julgamento com enorme realismo, mesmo em alguns momentos nos quais as situações nos possam parecer algo caricaturais, com cada testemunha a dar uma nova perspectiva sobre elementos que integram esta sociedade. Ora são familiares, ora são vizinhos, ora são elementos que frequentam a sinagoga, numa diversidade de figuras que ajudam a dinamizar uma narrativa fluida, filmada com enorme acerto por Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz. Estes dão ainda enorme importância aos momentos em que os protagonistas estão em silêncio. Veja-se já perto do final, quando o rosto de Viviane é focado e tanto nos é dito sobre o seu estado de espírito, com a câmara de filmar a parecer querer captar exactamente algo de espiritual em relação à personagem, enquanto a sua tez pálida sobressai no interior do espaço do tribunal. Por sua vez, Elisha surge mais frio e calculista, procurando manter a esposa junto de si embora nunca pareça justificar bem o porquê dos seus actos quando já vivem separados há três anos e pouco parecem se amar. Nem grandes amigos em comum conseguiram gerar, relacionando-se sobretudo com elementos da família e, no caso de Elisha, com os elementos da sinagoga, onde chegou a exibir o seu lado mais vingativo junto de um fiel que desafinou a cantar uma canção. Diga-se que este ainda procura em alguns momentos que o irmão não ofenda Viviane, parecendo também abalado com a situação que o próprio arrasta. "Gett" pode ser visto separado de "To Take a Wife" e "Shiva". No entanto, é impossível não notar o quão relevante estas obras são para a perspectiva que temos destes personagens, ao mesmo tempo que nos fornece mais informação sobre os mesmos ao longo deste demorado processo que serve acima de tudo para julgar Viviane e tirar algumas dúvidas que pudéssemos ter sobre Elisha. A cinematografia incrementa e muito a obra, seja num close-up cheio de significado, seja a filmar os personagens de perfil, seja a transmitir a atmosfera intensa e claustrofóbica deste julgamento. As legendas a indicarem a passagem do tempo exibem o quão demorado foi este processo, mas também as razões para os comportamentos dos personagens extremarem-se cada vez mais, enquanto Viviane luta pela sua independência, pelo direito ao gett (o papel que oficializa o divórcio). Intenso, desgastante e emocionalmente intenso, "Gett: O Processo de Viviane Amsalem" exibe-nos uma mulher que procura lutar pela sua independência numa sociedade que parece fazer de tudo para negá-la, numa obra cinematográfica que mescla com enorme eficácia os momentos mais dramáticos com o humor, ao mesmo tempo que exibe o talento de Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz, uma dupla que tem aqui um filme onde apresenta o culminar de uma maturidade cinematográfica assinalável. "Gett: O Processo de Viviane Amsalem" surge assim como um filme de visualização praticamente imprescindível, quer pelos seus valores cinematográficos, quer pela sua enorme relevância social, quer pela magnífica interpretação de Ronit Elkabetz.

Título original: "Gett".
Título em inglês: "Gett: The Trial of Viviane Amsalem. 
Título em Portugal: "Gett: O Processo de Viviane Amsalem". 
Realizadores: Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz.
Argumentistas: Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz.
Elenco: Ronit Elkabetz, Simon Abkarian, Gabi Amrani, Dalia Beger, Sasson Gabai, Albert Iluz, Menashe Noy, Rubi Porat Shoval.

26 fevereiro 2015

Rosamund Pike pode juntar-se a Christian Bale no elenco de “The Deep Blue Good-by”. Novo trailer de "A Little Chaos". Primeiro clip de "Cinderella". Novas imagens e fotos do set de "Jurassic World". Poster em movimento da série "Daredevil". Léa Seydoux e Dave Bautista na nova imagem e foto do set de "Spectre". Veja o novo trailer de "While We're Young". Hulk em destaque no novo poster de "Avengers: Age of Ultron". Mais um poster internacional de "Home". Notícias - 26 de Fevereiro de 2015: Parte 2

- Foram divulgadas (via Coming Soon) novas imagens e fotos do set de "Jurassic World". O filme é realizado por Colin Trevorrow ("Safety Not Guaranteed"), através do argumento de Rick Jaffa ("Rise of the Planet of the Apes").
O enredo de "Jurassic World" desenrola-se vinte e dois anos depois dos eventos de "Jurassic Park". O filme conta no elenco com Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Ty Simpkins, Jake Johnson, Nick Robinson, Irrfan Khan, Vincent D'Onofrio, BD Wong, Omar Sy, Judy Greer, Katie McGrath, Lauren Lapkus, Andy Buckley, entre outros.

- Foi divulgado um trailer internacional de "A Little Chaos", um filme realizado por Alan Rickman, através do argumento de Alison Deegan. O filme conta no elenco com Kate Winslet, Matthias Schoenaerts, Stanley Tucci, Alan Rickman, Jennifer Ehle, Paulina Boneva, entre outros.

O filme conta com a seguinte sinopse (via Adoro Cinema): O Rei Luís XIV (Alan Rickman) incumbe o famoso arquitecto André Le Notre (Matthias Schoenaerts) de projectar os jardins do Palácio de Versalhes. Ele contrata a bela e arrojada paisagista Sabine de Barra para auxiliá-lo, dona de um estilo oposto ao seu. Aos poucos as desavenças entre os dois desaparecem, a relação profissional logo se torna mais íntima e começam a chegar rumores aos ouvidos da esposa (Helen McCrory) de André relacionados com um possível envolvimento deste com Sabine.



-  Já se encontra online um novo poster internacional de "Home", um filme de animação realizado por Tim Johnson, através do argumento de Tom J. Astle e Matt Ember. O filme conta no elenco vocal com Jim Parsons, Rhianna, Jennifer Lopez, Matt Jones, Steve Martin, entre outros. Poster via IMP Awards.
 Sinopse de "Home": Quando a Terra é invadida pelos excessivamente confiantes Boov, uma raça alienígena em busca de um novo local ao qual chamar Lar, todos os humanos são prontamente realocados enquanto os Boov se atarefam com a reorganização do planeta. Mas quando Tip, uma miuda cheia de recursos, consegue escapar escapar à captura, ela dá consigo como cúmplice acidental de um Boov banido chamado Oh. Os dois fugitivos apercebem-se que há muito mais em jogo do que do que o relacionamento intergalático e embarcam na viagem das suas vidas.

- Foi divulgada uma imagem e uma foto do set de "Spectre". A foto do set centra-se em Léa Seydoux, enquanto a imagem centra-se em Dave Bautista "Spectre" é realizado por Sam Mendes, através do argumento de John Logan, Neal Purvis e Robert Wade.Via The Playlist.

O novo filme da saga James Bond conta no elenco com Rory Kinnear como Tanner, Ben Whishaw como Q, Naomie Harris como Moneypenny, Ralph Fiennes como M, Andrew Scott como Denbigh, David Bautista como Mr Hinx, Monica Bellucci como Lucia Sciarra, Léa Seydoux como Madeleine Swann, Christoph Waltz como Oberhauser, Daniel Craig como James Bond.  Sinopse: Uma mensagem críptica relacionada com o passado de James Bond conduz o protagonista a tentar expor uma organização secreta sinistra. Enquanto M batalha contra forças políticas para manter os serviços secretos a funcionarem, James Bond procura deslindar as camadas para revelar a terrível verdade que envolve a SPECTRE.

- Foi divulgado um poster de "Avengers: Age of Ultron" centrado em Hulk. A continuação de "Os Vingadores" é realizada por Joss Whedon, a partir do argumento do próprio. Via IMP Awards.
 O título "Age of Ultron" remete para a minissérie de Comics homónima, escrita por Brian Michael Bendis, com o enredo a contar com Ultron como antagonista. "Age of Ultron" contou com dez volumes, que foram publicados entre Março a Junho de 2013. O filme conta no elenco com Robert Downey Jr como Tony Stark aka Iron Man, Samuel L. Jackson como Nick Fury, Chris Hemsworth como Thor, Mark Ruffalo como Hulk, Jeremy Renner como Hawkeye, Chris Evans como o carismático Capitão América, James Spader como Ultron, Elizabeth Olsen como Scarlet Witch, Aaron Taylor-Johnson como Quicksilver, Thomas Kretschmann como Barão Wolfgang Von Strucker, Paul Bettany como The Vision, entre outros.

- Foi divulgado um novo trailer de "While We're Young", o novo filme de Noah Baumbach ("Frances Ha"). O filme conta no elenco com Amanda Seyfried ("Chloe"), Naomi Watts ("The Impossible"), Ben Stiller ("Greenberg") e Adam Driver ("Frances Ha").

O enredo de "While We're Young" centra-se num realizador de documentários (Stiller) e na sua esposa (Watts), uma dupla que vê a sua vida mudar quando formam amizade com um casal mais jovem. Driver vai dar vida ao elemento masculino do casal mais jovem, enquanto Amanda Seyfried vai interpretar o elemento feminino.



- Já se encontra online o primeiro clip da mais recente adaptação cinematográfica de "Cinderella", um filme realizado por Kenneth Branagh ("Thor"). O argumento inicial foi escrito por Aline Brosh McKenna ("27 Dresses"), tendo sido posteriormente revisto por Chris Weitz ("A Better Life"). O filme conta no elenco com Stellan Skarsgard ("Thor"), Helena Bonham Carter ("The Lone Ranger"), Sophie McShera ("Downton Abbey"), Holliday Grainger ("The Borgias"), Richard Madden ("Game of Thrones"), Lily James ("Wrath of the Titans"), Cate Blanchett ("The Good German"), Hayley Atwell ("Captain America: The First Avenger"), entre outros.

 A história de "Cinderella" segue os destinos da jovem Ella, cujo pai, um mercador, decide casar com outra mulher, após a trágica morte da mãe da protagonista. Pronta a apoiar o seu pai, Ella recebe bem a sua madrasta Lady Tremaine e as duas filhas desta, Anastasia e Drisella. Quando o pai de Ella morre inesperadamente, esta fica à mercê da cruel e invejosa nova família. Relegada a pouco mais do que ser uma criada no interior da sua casa e com o seu nome alterado para Cinderella, Ella começa a perder a esperança. No entanto, apesar da crueldade a que é diariamente sujeita, Ella está determinada a honrar as palavras da sua mãe de "ter coragem e ser gentil". Esta não vai ceder ao desespero, apesar dos constantes abusos que são cometidos sobre si. É então que Ella conhece um impetuoso estranho no bosque, não estando ciente que este é um príncipe, pensando que finalmente encontrou uma alma gentil. O destino de Cinderella parece ter mudado quando é enviado um convite do Palácio para todas as donzelas da sua casa participarem no baile, algo que desperta a esperança da protagonista em reencontrar o amável estranho. Este desejo é afastado pela sua madrasta, que proíbe Cinderella de participar no baile e rasga o vestido. No entanto, tal como em qualquer bom conto de fadas, a ajuda chega de forma inesperada, no caso, através de uma mendiga, que conta com uma abóbora e alguns ratos, que mudam a vida de Cinderella para sempre.



-  A Variety noticiou que Rosamund Pike ("Gone Girl") encontra-se em negociações para juntar-se a Christian Bale ("American Hustle") no elenco da adaptação cinematográfica de "The Deep Blue Good-By", um livro escrito por John D. MacDonald. Pike pode interpretar a personagem feminina principal. Bale vai dar vida a Travis McGee, o protagonista do filme. O filme vai ser realizado por James Mangold ("The Wolverine"). O argumento foi escrito por Dennis Lehane e Scott Frank.

"The Deep Blue Good-By" marca o início da saga literária que conta com Travis McGee como protagonista. Este é um "consultor de resgates" que fica com uma boa percentagem dos valores que procura recuperar. Em "The Deep Blue Good-By", Travis tem de investigar Junior Allen, um elemento conhecido por agredir e torturar as suas namoradas, algo que promete trazer mais perigos ao protagonista do que este poderia pensar.

- Foi divulgado um poster em movimento da série "Daredevil". A série conta no elenco com Scott Glenn, Deborah Ann Woll, Elden Henson, Rosario Dawson, Vincent D'Onofrio e Charlie Cox. "Daredevil" tem a seguinte sinopse: Cego quando ainda era um jovem rapaz mas imbuído de extraordinários sentidos, Matt Murdock (Charlie Cox) combate a injustiça durante o dia como advogado, e enfrenta o crime à noite como Daredevil, durante os dias de hoje, em Hell's Kitchen. D'Onofrio vai interpretar o vilão Wilson Fisk, mais conhecido como The Kingpin. Rosario Dawson vai dar vida a uma jovem mulher que procura ajudar a curar as "feridas" de Hell’s Kitchen, algo que a vai colocar no caminho de Matt Murdock. Henson vai dar vida a Foggy Nelson, um advogado e parceiro de Matt Murdock. Deborah Ann Woll vai interpretar Karen Page, um interesse amoroso de Matt Murdock.






Filmes vistos e/ou revistos em 2015 - "Gett: The Trial of Viviane Amsalem" (68)

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Resenha Crítica: "Shiva" (7 Days)

 Shiva é o nome dado dentro do judaísmo ao período de sete dias de luto mantidos pela morte de uma pessoa próxima. Este é também o título do segundo filme realizado pelos irmãos Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz, após terem elaborado "To Take a Wife". Em comum estes dois filmes têm o facto de nos apresentarem ao interior do quotidiano de uma família, com a câmara de filmar a voltar a exibir com enorme realismo a vida dos protagonistas no interior de uma habitação, para além de contar com as presenças de Viviane (Ronit Elkabetz) e Eliyahu (Simon Abkarian), a dupla de personagens principais de "To Take a Wife". Estes serão ainda protagonistas de "Gett: The Trial of Viviane Amsalem", o terceiro e suposto último capítulo da trilogia, embora em "Shiva" estes tenham um papel bem menos central do que em relação ao primeiro filme realizado pela dupla formada por Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz. A própria câmara de filmar procura evitar os close-ups, apresentando-nos planos mais abertos de forma a permitir colocar-nos diante da miríade de personagens que envolvem a narrativa, com quase todos estes a quebrarem os rituais associados ao período de luto. Viviane encontra-se no local devido à morte de Maurice, um dos seus vários irmãos. No local encontramos vários familiares desta, incluindo a mãe, os seis irmãos e as duas irmãs, todos com objectivos e personalidades relativamente distintos, a maioria a passar por algumas dificuldades, sejam do foro económico, sejam do foro pessoal. Os momentos iniciais são marcados pelo enterro, mas também pelo sinal de perigo do ataque inimigo através do sinal da sirene, com quase todos os personagens a colocarem as máscaras de protecção. Estamos em Israel, em plena Guerra do Golfo, numa fase complicada desta nação, com as ofensivas militares adversárias a causarem algum receio. No entanto, as maiores explosões acontecem no interior da casa de Ilana (Keren Mor), a viúva da Maurice. Os espelhos são tapados, os retratos retirados ou voltados ao contrário, enquanto a família fica sete dias no local para supostamente prestar tributo ao falecido. Eliyahu visita o espaço para tentar uma reconciliação com Viviane, mas esta parece decidida a querer o divórcio, encontrando-se a viver sem este. O personagem interpretado por Simon Abkarian salienta que prefere morrer a conceder-lhe o divórcio, enquanto ela mostra-se disposta a traí-lo de forma a manchar a reputação do esposo. Estão longe de apresentarem grande intimidade ao longo do filme, com Viviane a procurar evitá-lo, até finalmente dialogarem e esta expor o seu cansaço por Eliyahu não lhe conceder o divórcio. No primeiro filme os momentos entre ambos eram de enorme tensão. Em "Shiva" percebemos que a relação pode continuar no papel, mas terminou na prática, com Viviane a ter ainda um momento de maior "calor humano" com Ben Loulou (Gil Frank), um indivíduo que se encontra a ajudar os Ohayon (a família de Viviane) a tratar de questões práticas. Ronit Elkabetz volta a sobressair a interpretar esta mulher que procura a independência em relação à figura masculina, apresentando a sua forte personalidade quer junto de Elyahu, quer junto de elementos como Simona (Hanna Azoulay Hasfari), uma das suas irmãs, com quem esta não se parece dar relativamente bem, algo que vai conduzir a um dos momentos mais intensos do filme. 

Paz é tudo o que não reina nesta casa marcada por um espaço amplo e sentimentos à flor da pele. Meir (Albert Lluz) está a concorrer a Presidente da Câmara e encontra-se a tratar do material da campanha durante este período, para além de abordar assuntos relacionados com os bens de Maurice com alguns dos restantes elementos masculinos. Os bens do falecido, ou a falta destes, incluindo duas lojas, são elementos de discussão entre vários irmãos, tal como a possível falência da fábrica de Haim (Moshe Ivgy), um indivíduo que outrora ajudara os familiares, chegando até a pagar salários mais elevados para lhes proporcionar alguma estabilidade, mas agora depara-se com uma situação complicada. Veja-se quando o encontramos no primeiro terço do filme a contactar Ben Loulou sobre um possível comprador para a fábrica. Ita (Hana Laszlo), a esposa, emprestou-lhe uma larga quantia, que agora tem de devolver ao seu tio, com este dinheiro investido a outrora poder ter servido para o casal viver de forma desafogada ao invés deste ter utilizado boa parte das verbas na fábrica. Esta pretende que o esposo convença os irmãos a ajudarem a reaver o dinheiro em excesso que este pagou e serviu para cada um comprar uma casa própria em apenas três anos, bem como a viajarem duas vezes por ano ao estrangeiro, algo que demonstra a generosidade de Haim na hora do pagamento. A discussão acende-se entre os vários elementos, com Jacques (Rafi Amzaleg) a mostrar-se pouco disponível para ajudar o irmão, surgindo como o exemplo paradigmático do quão mal funciona esta família. Itamar (Alon Aboutboul), tal como David (David Ohayon), parecem mais compreensivos em relação à situação do irmão, parecendo certo que, quando podia, Haim foi um indivíduo que não teve problemas em ajudar os familiares. Esta aderência de Itamar, incluindo à possibilidade de vender a sua casa para ajudar o irmão, traz-lhe problemas com Ruthi (Orit Cher), a esposa, com a relação entre estes dois a surgir como um dos vários matrimónios marcados por problemas dos personagens que rodeiam o enredo de "Shiva". Veja-se o já citado desacordo entre Viviane e Eliyahu, mas também entre Ita e Haim, já para não falar no facto de Lili, a mulher de Jacques, estar a pensar em abandoná-lo, tendo outrora nutrido sentimentos amorosos por Maurice, o irmão deste último. Diga-se que destes elementos, tal como no primeiro filme, aquele que mais parece respeitar a tradição religiosa é Eliyahu, com o próprio a desaprovar as atitudes dos familiares de Viviane, ao salientar que estes estão a desrespeitar a memória de Maurice. A situação dos elementos masculinos encontra-se muito entroncada nas conversas sobre o negócio de Haim e as pretensões de Meir em ser eleito, com Jacques a preferir apostar numa vitória deste último e conseguir um trabalho na política do que ajudar o primeiro. Meir é apresentado como um indivíduo ambicioso, que não tem problemas em aconselhar Elyahu a mentir para convencer Vivianne a falar consigo, algo que o personagem interpretado por Simon Abkarian rejeita, exibindo, para o bem e para o mal, as suas fortes convicções em relação ao respeito pelo casamento. 

Não deixa de ser latente e até algo irónica a representação do aspirante a político como um elemento mentiroso e algo calculista nas suas ideias. Veja-se que começa desde logo a pensar em vender as duas lojas que eram utilizadas por Maurice, mas utiliza posteriormente o argumento que era para ajudar Haim, com Albert Iluz a criar um personagem que está longe de ser um exemplo moral. Diga-se que ao longo de "Shiva" o que encontramos é a memória de Maurice a ser desrespeitada, talvez com excepção de Hanina (Sulika Kadosh), a mãe deste, com os irmãos e irmãs a incorrerem em variadas infracções aos rituais. Desde logo por tratarem de questões de negócios, algo que é exposto nos momentos iniciais, com Haim e Ita a terem uma conversa no carro e posteriormente na casa de Maurice, onde expõem o quão afectada a relação se encontra pelas adversidades financeiras, mas também pelo carácter pouco pragmático do primeiro. Temos ainda exemplos de elementos como Evelyn (Evelin Hagoel), a irmã de Therese, que fica mais algum tempo no local para ver se conquista Ben Loulou, embora este esteja interessado é em Viviane. Evelyn e Therese (Ruby Porat Shoval), a esposa de Meir, passam muito do seu tempo na cozinha, a preparar os cozinhados, enquanto abordam temas como o interesse na primeira em Ben Loulou, críticas a Viviane, entre outros assuntos que variam entre a puerilidade e o tom mais crítico. Diga-se que não vão faltar cochichos no interior desta família, bem como muitas discussões, tais como a protagonizada por Simona, com esta a expor a falta de apoio dos familiares quando o esposo faleceu. Simona logo entra em conflito com Viviane, mas também com Ilana, com o trio de actrizes a sobressair nestes momentos de maior intensidade emocional, onde ressentimentos antigos parecem vir ao de cima e são impossíveis de contornar tendo em conta a obrigação de ficarem no interior da casa durante os sete dias de luto. Embora não tenha a intensidade, nem provoque o desgaste de "To Take a Wife", "Shiva" surge como um drama familiar competente, capaz de expor os problemas de uma família que tem de conviver durante sete dias na mesma casa, embora esta pareça uma tarefa difícil, sobretudo devido às personalidades e objectivos distintos de cada um. Ora são razões profissionais, ora são razões pessoais, não faltam motivos para estes personagens entrarem em quezílias no interior deste espaço fechado, onde os sentimentos facilmente andam à solta, alianças são iniciadas e quebradas, ao mesmo tempo que a dupla de cineastas dá espaço para os vários elementos do elenco sobressaírem. Inicialmente ficamos meio perdidos no meio desta família numerosa, da qual praticamente apenas conhecemos Viviane e Eliyahu, tal como estes personagens lidam com facetas nem sempre conhecidas uns dos outros, mas Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz conseguem "desatar relativamente bem o nó" ao mesmo tempo que nos deixam perante o cumprimento de um ritual que parece trazer mais problemas do que soluções. 

Existe algum realismo na procura de representar os episódios que envolvem estes personagens, com a própria cinematografia a dar-nos conta do forte contingente humano que preenche este cenário de uma habitação que temporariamente lida com uma família recheada de problemas. "Shiva" por vezes deixa-nos com grupos de dois ou três personagens a falar, tal como os reúne praticamente na sua totalidade em cenas de maior emotividade, com Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz a colocarem o foco da narrativa nas personalidades destes homens e mulheres, algo que se torna mais perceptível após uma segunda visualização do filme. A dupla de realizadores aborda ainda o contexto da Guerra do Golfo, com a falência do negócio de Haim a poder estar associada ao conflito, enquanto assistimos a estes personagens temerosos perante o som das sirenes que avisam do perigo que se avista. Estes são elementos judeus marroquinos ainda presos às tradições que procuram cumprir, embora nem sempre tenham grande sucesso nesse desiderato. Não faltam exemplos para darmos, tais como as discussões entre as mulheres; as negociatas mais fervorosas entre os homens; o beijo entre Viviane e Ben Loulou; David, um elemento oportunista que procura ser o cantor do jingle de campanha de Meir e anda com os posters pela casa; Evelyne a utilizar descuidadamente um lenço e batom vermelhos para seduzir Ben Loulou; trazerem carne por engano para a refeição, entre vários outros momentos que facilmente invadem a nossa memória. A refeição é marcada por recordações que fazem em relação ao falecido e aos seus gostos alimentares, mas também pelo desgosto de Ilana perante o falecimento do marido. Isso não significa que não seja criticada, com muitos elementos, incluindo Lili, a apontarem a ambição excessiva desta e os luxos pretendidos pela mesma pelo desgaste provocado em Maurice, com este a ter falecido de ataque cardíaco. Ainda cumprem alguns rituais, tais como as rezas, embora a maioria destes elementos varie entre a dor pela perda e o pragmatismo da necessidade de seguir em frente. No final, sobressai sobretudo a capacidade de Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz em deixarem-nos perante sete dias intensos de uma família que procura cumprir o período de luto pela morte de um familiar numa reunião que promete reabrir feridas mal saradas que causam alguns conflitos entre os diversos elementos.

Título original: "Shiva". 
Título em inglês: "7 Days".
Realizadores: Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz.
Argumento: Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz.
Elenco: Ronit Elkabetz, Albert Iluz, Yaël Abecassis, Keren Mor, Simon Abkarian, Moshe Ivgy.