31 dezembro 2011

Rick´s Cinema em balanço - Feliz Ano Novo a Todos

Com 2011 prestes a terminar e o 2012 quase a chegar, importa elaborar um breve balanço sobre o Rick´s Cinema e tudo o que foi feito ao longo do ano e os projectos para o futuro do blog. Para quem não sabe ou não nos conhece, importa apresentar brevemente o Rick´s Cinema.

O nome do blog é inspirado no célebre Bar/Café de Rick Blaine (Humphrey Bogart) em “Casablanca”, aquele que é o meu filme preferido. Com o blog procurei desde sempre fugir ao elitismo de criticar filme A, B, ou C, apenas por ser de realizador "X", "Y" ou "Z", ou pelos filmes estarem associado a um certo público, visto que gosto de Cinema e não de apenas um tipo de cinema. Aprecio tanto ir à Cinemateca ver o "The Maltese Falcon" como a seguir ir ao cinema com os amigos ver o "The Expendables". São experiências diferentes e filmes muito diferentes, mas servem sobretudo para mostrar que o Rick´s é um blog feita por gente que gosta de Cinema e respeita os respectivos públicos (apesar de manter uma relação de amor/ódio com a saga "Twilight"). Pelo caminho o Hugo Barcelos decidiu juntar-se ao Rick´s Cinema, e dar o seu contributo. Esse contributo não só é visível nas notícias, rubricas e críticas mas também na edição das críticas e sobretudo nas estreias da semana (que como poderão notar apenas excepcionalmente são feitas por mim).

Ao longo de 2011 tivemos uma grande paragem, tempo que permitiu repensarmos o que queríamos fazer e o que não queríamos fazer no blog. O primeiro passo foi procurar actualizar as notícias com pouco tempo de discrepância entre a data que saíram originalmente, até chegarem ao blog. Se as notícias aparecem diariamente pelo blog, importa salientar que as críticas também têm sido uma componente muito importante. Ao todo foram lançadas 34 criticas, números que superam e muito o pífio número de 12 críticas elaboradas ao longo do ano anterior. Ao longo do ano foram elaborados resenhas críticas a filmes tão distintos como "Moulin Rouge", "Beginners", "Nos Idos de Março", "Scott Pilgrim vs. the World","Gainsbourg - Vida Heróica" e "Na Cidade Vazia", entre muitas outras.

Mas não foram só as notícias e as críticas que dominaram o panorama do Rick´s. Importa salientar a continuação da rubrica “Fora de Tempo” (16 posts) que apresenta vários pormenores relacionados com filmes cujo tempo de estreia já lá vai à algum tempo; a rubrica “Música nos Filmes” (nove posts) e as “Estreias da Semana”(actualizado quase sempre às Quartas-feiras)

Às rubricas existentes juntaram-se novas rubricas em 2011, nomeadamente“Séries que nos Marcam”, onde muitas e boas séries têm recebido algum destaque, independentemente do seu estilo, género, nacionalidade e data de exibição. Por este espaço já passaram: "Herman Enciclopédia", "Nico d´Obra", “Nós os Ricos”, "Médico de Família", "Crianças S.O.S", "He-Man e os Defensores do Universo", “Sai de Baixo” e "The O.C.". Oito séries, marcadas pela qualidade, pelos grandes momentos que proporcionaram aos espectadores.

Outra das rubricas novas que tem tido especial aderência (pelo menos em número de visitas) é a rubrica “Espaço do Insólito”. O espaço é dedicado a vários momentos insólitos do cinema e televisão, numa espécie de "Tesourinhos Deprimentes" do Rick´s Cinema. Por lá já passaram nomes tão carismáticos como Steven Seagal, Chuck Norris, Arnold Schwarzenegger e até... Paulo Futre.

Para além de todas estas rubricas, importa ainda salientar, o praticamente ignorado “Curtas de Animação às Segundas”, onde todas as semanas procuramos apresentar uma curta-metragem de animação, acompanhada por uma breve apresentação. Para finalizar, importa ainda realçar um artigo algo extenso sobre A representação do 11 de Setembro na Filmografia Norte-Americana e um artigo sobre as obras literárias do histórico M. Felix Ribeiro.

O ano de 2011 foi marcado pela longa paragem entre a segunda metade de Fevereiro e a primeira metade de Agosto, que culminou num regresso em força e um número superior de posts em relação ao ano anterior (2624 contra 2607 de 2011). O meu grande desejo para 2012 é continuar a ver o Rick´s Cinema a crescer e a merecer a confiança que nos tem sido dada por todos os que nos acompanham, é criar novas rubricas e melhorar as que já existem, é incrementar o espaço dedicado às séries. Exista tempo para conseguir escrever o que desejo, porque vontade... essa nunca falta.

Um bom ano a todos. Em 2012 estamos de regresso.

Resenha Crítica: Sem Limites (2011)

Já imaginou o que poderia fazer com um comprimido que permitisse utilizar toda a capacidade do seu cérebro? Este permitiria acessar a memórias que pensava estarem desaparecidas, efectuar trabalhos a uma velocidade muito superior, escrever uma crítica sem bloquear constantemente sobre a melhor introdução a fazer, entre muitas outras utilidades que poderia dar ao seu cérebro. Mas quais as consequências de tomar este comprimido? Essas quem as irá experimentar é Edward Morra (Bradley Cooper), o protagonista de “Limitless”, que vê a vida virar do avesso ao tomar um comprimido supostamente milagroso, que lhe foi oferecido pelo ex-cunhado, indo-lhe dar-lhe capacidades cerebrais sobre-humanas e trazer-lhe efeitos secundários devastadores. É em torno desta premissa que irá desenrolar-se o enredo de “Limitless”, o novo filme do realizador Neil Burger, que regressa à cadeira de realizador, após ter dirigido filmes como “The Ilusionist” e “The Lucky Ones”. “Sem Limites” começa por nos apresentar o protagonista do filme, Edward Morra, um escritor que sofre de uma grave crise criativa, cuja vida entra numa espiral negativa quando o rumo incerto da sua carreira profissional começa a entrar em conflito com a sua vida pessoal, com a namorada a terminar a relação amorosa que ambos mantinham.

A vida de Morra muda radicalmente quando encontra o seu ex-cunhado, Vernon Gant (Johnny Whitworth) e este oferece-lhe um comprimido de NZT, uma droga médica que faz o ser humano conseguir à totalidade das funcionalidades do seu cérebro, ao invés dos 20% habituais. Sem nada a perder, Edward toma o comprimido e a sua vida começa a mudar de um momento para o outro. Tudo passa a tornar-se mais claro e fácil de entender, as memórias que pareciam completamente perdidas voltam a surgir com uma facilidade surpreendente, o livro que estava a tentar escrever há meses é elaborado num curto espaço de tempo, surpreendendo tudo e todos com os seus conhecimentos. A vida do personagem de Cooper muda claramente e isso é visível até pelos próprios efeitos de câmara, cenários e tonalidades utilizadas, com as cenas do personagem sob o efeito do comprimido a apresentarem um brilho e claridade diferente do cinzentismo do cenário anterior. Consciente de que esta súbita actividade cerebral poderá trazer-lhe grandes proveitos, Morra começa a investir na bolsa, indo atingir um lucro brutal a ponto de chamar à atenção do magnata financeiro Carl Van Loon (Robert De Niro), que procura aconselhar-se junto deste jovem e inesperado investidor de sucesso. A colaboração com Van Loon acabará por ser marcada por fantasmas antigos do personagem com este a ter de lidar com elementos da máfia russa, uma acusação de assassinato, ao mesmo tempo que terá de lidar com os tubarões financeiros de Wall Street, e os nefastos efeitos secundários do NZT.

 Baseado no livro “The Dark Fields”, um techno-thriller da autoria de Alan Glynn, “Limitless” surge como um thriller intenso e intrigante, que conta com uma premissa interessante e um argumento eficaz de Leslie Dixon, sendo capaz de facilmente nos transportar para o interior desta peculiar história onde um comprimido consegue activar todas as funcionalidades do cérebro humano, mas traz efeitos secundários nefastos para o protagonista. Esta temática da tentativa de obtenção de todo o conhecimento possível e de obter capacidades extraordinárias não é propriamente nova, indo evocar temas já explorados em obras como Fausto de Goëthe, “Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde” de Robert Louis Stevenson, sendo que em "Limitless" encontramos uma abordagem contemporânea à temática. No caso de "Limitless", não temos o Dr. Jekyll mas sim Edward Morra, um indivíduo comum, que se vê numa situação fora do seu controlo após tomar o comprimido. Morra é interpretado por Bradley Cooper, um actor que assume a sua capacidade para protagonizar um filme recheado de tensão e acção, incutindo no personagem características muito próprias, que o fazem parecer credível aos olhos do público, mesmo quando os seus actos nem sempre sejam os mais recomendáveis.

 Diga-se que esta ligação do personagem com o espectador não depende apenas do guião e do actor, mas também dos próprios movimentos e efeitos de câmara utilizados ao longo do filme, que são fulcrais para exacerbar os sentimentos do protagonista. Esta situação é paradigmaticamente demonstrada através da forma antagónica como as cenas do personagem de Bradley Cooper são exibidas quando este está sob o efeito do medicamento e quando este não utiliza o mesmo. Quando este toma o famoso comprimido, tudo torna-se brilhante e colorido, com o personagem a apresentar um visual descontraído e confiante. Por sua vez, quando Edward está fora do efeito dessa droga milagrosa, tudo torna-se algo cinzento e embaciado, parecendo que estamos a assistir a uma obra cinematográfica diferente. Os efeitos de câmara vão ser utilizados de forma constante pelo realizador para expor os sentimentos dos diferentes personagens, desde os travelings, passando pelo zooms e os zooms invertidos, passando pelas rotações da câmara, fazem com que o protagonista e o espectador tenham praticamente a mesma visão do cenário, permitindo uma maior ligação entre o personagem e o espectador. Esta situação irá conduzir por vezes o espectador a uma sensação de desconforto, em paralelo com o personagem, sobretudo quando a câmara começa a apresentar uma grande instabilidade, exacerbando o estado degradante em que se encontra Edward Morra, nos momentos em que este lida com a falta do NZT.

 Outra das técnicas utilizadas para aproximar o espectador e o protagonista passa pela narração efectuada pelo mesmo, que quebra a barreira entre o protagonista e o público, com o personagem de Cooper a comentar as várias situações que lhe vão acontecendo ao longo do enredo, algo que começa logo no inicio do filme, quando o personagem apresenta-se aos espectadores, ao mesmo tempo que a câmara efectua um longo zoom de forma a focar o personagem anónimo no meio da multidão. Estes efeitos de câmara vertiginosos efectuados por Burger, acabam por ser exacerbados pela cidade de Nova Iorque, cujo ritmo intenso adequa-se na perfeição ao ritmo do filme e aos seus personagens. O universo de personagens de “Sem Limites” é relativamente diversificado, destacando-se os personagens interpretados por Robert De Niro e Andrew Howard. De Niro volta a apresentar-nos mais uma sólida actuação, como o milionário Carl Van Loon, um indivíduo perspicaz e de personalidade duvidosa, que irá acabar por ser abafado por Edward Morra nos jogos pela disputa de poder. Quem se destaca de forma surpreendente é Howard como Gennady, um membro da máfia russa, que será o grande antagonista do personagem de Bradley Cooper, na disputa pela posse do NZT.

Embora o enredo do filme seja interessante e o seu argumento eficaz, também não deixa de ser notório que este deixa muitas questões em aberto, sobretudo no campo cientifico, algo que não é realmente grave, visto estarmos a falar de um filme e não de um livro científico ou um ensaio científico. Uma das questões que o filme levanta passa logo pela premissa inicial, de que apenas utilizamos 20% do nosso cérebro, algo que para os cientistas é mais um mito do que uma realidade, visto considerarem que utilizamos a totalidade das funcionalidades do cérebro, ainda que nem sempre o seja em simultâneo. Ou seja, a premissa inicial do filme, apesar de inteligente, acaba por levantar algumas dúvidas quanto à sua veracidade, embora isso não seja realmente importante. Para além disso, a forma como o NZT funciona no organismo humano pouco ou nada é explicado, sabendo-se apenas que é um comprimido que activa os efeitos do cérebro e pouco mais, não se sabendo ao certo como foi elaborado, quais as substâncias, sendo que apenas no momento final é que sabemos alguns pormenores sobre a produção do medicamento.

O regresso de Neil Burger à cadeira de realizador revelou-se inspirado e refrescante, ao realizar uma das obras mais intrigantes e interessantes da sua carreira, contando com uma história interessante e um bom trabalho de fotografia, sabendo escolher os diferentes ângulos e movimentos de câmara de forma a criar um ambiente dinâmico em torno da obra, que permite aproximar o espectador do protagonista, o azarado Edward Morra. Bradley Cooper confirma aqui a sua capacidade como protagonista, a ponto de manter na sombra o seu colega de elenco, o consagrado Robert De Niro, ao interpretar um indivíduo comum, que é consumido pela ânsia de conhecimento e poder. “Limitless” é um thriller inteligente e surpreendente, que consegue cativar o espectador com uma premissa intrigante e um guião eficaz que apresenta todos os condimentos para agradar aos fãs do género.

Classificação: 3.5 (em 5)

Ficha técnica:
Título Original: Limitless
Título em Portugal: Sem Limites
Realizador: Neil Burger
Guião: Leslie Dixon.
Elenco: Bradley Cooper, Robert De Niro, Abbie Cornish, Andrew Howard, Anna Friel.

Música nos filmes: "You Always Hurt The Ones You Love" - Blue Valentine

Aproveitamos o mote da música do tema anterior e os meus elogios a Blue Valentine (e, enfim, a Ryan Gosling) no âmbito dos nossos tops de 2011, para divulgar a música que marca uma das cenas mais engraçadas do filme, e que com certeza ficou na memória de quem o viu. Falo de "You Always Hurt the Ones You Love" que, no filme, foi cantada e tocada (com um ukelele) por Gosling, e dançada por Michelle Williams.

A canção original foi escrita por Allan Roberts e interpretada por Doris Fisher, uma intérprete bastante popular na década de 40. Foram vários os artistas que a tocaram e cantaram, dos quais, para além de Connie Francis, Peggy Lee, Maureen Evans, Michael Bublé, Rigo Starr, se destacam os The Mills, cuja interpretação chegou a estar no 1º lugar nos Estados Unidos durante 20 semanas, em 1944.

A letra de Roberts é a seguinte:

You always hurt the one you love,
The one you shouldn't hurt at all.

You always take the sweetest rose,

And crush it till the petals fall.


You always break the kindest heart,

With a hasty word you can't recall.

So, if I broke your heart last night,

It's because I love you most of all.

E fiz questão de postar o tema a ser cantado por Ryan Gosling (infelizmente não encontrei a cena em condições no youtube). Para verem a interpretação dos The Mills (não encontrei a original, também infelizmente), podem carregar em "mais informações".



Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel fazem um cover de "What Are You Doing New Year's Eve"

Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt, amigos de longa data, resolveram fazer um cover da popular canção de Frank Loesser (de 1947) "What Are You Doing New Year's Eve" e o resultado é um dueto simplesmente adorável que a actriz e cantora divulgou através da sua conta do youtube.

Relembre-se que Deschanel integra igualmente o dueto She & Him (no qual é a She; o Him é o produtor M. Ward), que tem lançado alguns álbuns com algumas críticas bastante positivas, desde 2008.

Há que também que salientar que Deschanel e Gordon-Levitt protagonizaram o par do belo filme independente "500 Days of Summer" em 2008/09 e, pelo que se vê, a química entre ambos está mais forte do que nunca.


A título de curiosidade, podem visitar o site da produtora de Joseph Gordon-Levitt (ou simplesmente Joe), a hitRECord, que parece ser, realmente, curioso. Mas sem mais demoras, deixo-vos o vídeo em questão:

Séries que nos Marcam: The O.C.

O espaço "Séries que nos marcam" continua de pedra e cal no Rick´s Cinema. Inaugurada no dia 11 de Novembro, já passaram por esta rubrica, séries como "Herman Enciclopédia", "Nico d´Obra", “Nós os Ricos”, "Médico de Família", "Crianças S.O.S", "He-Man e os Defensores do Universo" e “Sai de Baixo” Sete séries, marcadas pela qualidade, pelos grandes momentos que proporcionaram aos espectadores.

O oitavo post desta rubrica é dedicado a uma das minhas séries preferidas, a popular “The O.C.” (em Portugal “Na Terra dos Ricos”). A série estreou originalmente no dia 3 de Agosto de 2003 na estação televisiva norte-americana Fox, sendo uma das séries com maior audiência da temporada televisiva 2003/2004, atingindo um sucesso ao ponto de ser exibida em mais de quinze países. A ideia para a série surgiu quando "McG" e Stephanie Savage reuniram-se com Josh Schwartz e falaram sobre a vontade que tinham em desenvolver uma série sobre a cidade natal de McG, Newport Beach . O próprio Schwartz não era alheio ao território, tendo convivido com pessoas de Newport quando estudava na University of Southern California, indo apresentar um tom único e pessoal aos personagens que criou. Na série, constam alguns elementos que são transversais a várias séries de Schwartz (sobretudo “Chuck”), desde as referências à cultura popular, comédia de situação, personagens que criam grande empatia com o público, músicas que ficam no ouvido, entre muitas outras características.

O enredo da série desenrola-se em Newport Beach, situada em Orange County, California, e acompanha Ryan Atwood e a família Cohen, e Cooper. Ryan é um adolescente oriundo de Chino, um bairro violento e degradado, onde é apanhado a assaltar um carro juntamente com o irmão Trey. Num feliz acaso este depara-se com Sandy Cohen, um advogado que revê-se bastante em Ryan e pretende ajudar o rapaz a conseguir ter uma segunda oportunidade na vida. Os dois encontram-se pela primeira vez quando Sandy tem de defender o caso do elemento mais novo da familía Atwood e acaba por ter de levar o rapaz para casa, visto a mãe tê-lo abandonado e o pai estar preso. Quem não concorda nada com esta decisão de Sandy é a mulher, Kirsten que considera a decisão do marido uma loucura, mas há medida que vê este formar uma forte amizade com Seth (Adam Brody) e a forma educada e tocante como comporta-se, começa a aderir à ideia de Ryan ficar a viver em sua casa, indo tomar a iniciativa de ficar com a guarda legal deste. Mas quem Ryan vai mesmo conquistar é a bela e mimada Marissa, a filha mais velha de Jimmy Cooper e Julie Cooper. Esta é namorada de Luke, o típico adolescente arrogante, e a melhor amiga de Summer Roberts a paixão platónica de Seth Coen. É em torno destes personagens e das suas aventuras, das suas alegrias e tristezas que a série irá desenrolar-se. Desengane-se quem pensa que esta é apenas uma série com rapazes e raparigas com caras bonitas e corpos esculturais, “The O.C.” é uma série bastante humana que acompanha um grupo de adolescentes e os seus familiares ao longo das mais variadas peripécias, indo agradar a todo o tipo de público. Os mais românticos certamente irão delirar com o romance atribulado de Ryan e Marissa, uma dupla apaixonada cujo destino parece afasta-los sempre, saltando aos olhos do público a grande química entre Benjamin McKenzie e Mischa Barton. Se Ryan e Marissa vivem um romance atribulado, o mesmo não se pode dizer de Summer e Seth, estes formam um dos casais mais engraçados da série, ou não fossem ambos dois dos personagens mais populares de “The O.C.” Os fãs de acção certamente irão gostar da facilidade com que Ryan envolve-se em problemas desde o primeiro episódio. Desde a fantástica recepção efectuada por Luke com um soco e a mensagem “Welcome to the O.C. BITCH”, passando por problemas para defender Marissa, Sandy e todos os que lhe são próximos, o punho de Ryan solta-se sempre com grande facilidade com o rapaz a ter um grande dificuldade em conter os seus ímpetos. A série contava ainda com um conjunto de temáticas relacionadas com o elenco adulto, que ia desde os problemas no mercado financeiro até ao imobiliário, passando pela corrupção, problemas conjugais, entre outros. Se estes motivos não chegarem, apelo aos mais depravados para apreciarem bem as curvas do elenco feminino (e o contrário também se aplica ao público feminino).


Uma das características que mais fortaleceu o enredo de “The O.C.” foi o facto da série (pelo menos na primeira temporada) ter um conjunto de personagens secundários adultos, que suportam em grande a história principal. Sandy e Kirsten Cohen formam o “casal modelo” da série, mostrando uma intimidade e felicidade como poucos, apesar de também terem os seus problemas, que os vão afectar e muito ao longo da série. Estes são vizinhos de Jimmy (Tate Donovan) e Julie Cooper (Melinda Clarke). Jimmy é o ex-namorado de Kirsten, um contabilista de sucesso que rouba as fortunas dos seus clientes para sustentar os vicios de Julie e das filhas, entrando numa espiral negativa, que o levará ao divórcio e a ver as suas filhas numa situação financeira inesperadamente precária. O enredo base da primeira temporada centra-se na integração de Ryan na vida em Newport e na vida dos Cohen, ao mesmo tempo que desenvolve uma relação com Marissa. Ao mesmo tempo temos a subtrama de Seth com Anna, a rapariga que o irá ajudar enquanto é ignorado pelo amor platónico da sua vida, a bela Summer Roberts. A primeira temporada não poderia ficar completa sem Seth e Summer apaixonarem-se. No entanto, um conjunto de desentendimentos, mal-entendidos e infelizes acontecimentos fazem com que o quarteto se separe no final da temporada.
Na segunda temporada, os dois casais parecem seguir um rumo diferente, com Marissa a manter um caso com D.J. (Nicholas Gonzalez) e depois com Alex, Summer a manter uma relação com Zach (o Seth “Bizarro”). Ryan regressa a Newport e aos poucos começa a desenvolver sentimentos amorosos por Lindsay (Shannon Lucio) que descobre ser filha bastarda de Caleb, enquanto Ryan começa uma estranha amizade colorida com Alex (a bela Olivia Wilde). Entre muitos contratempos e desencontros a dinâmica entre o quarteto continua a reconstruir-se, indo culminar no célebre episódio do centro comercial, intitulado “The Mallpisode”, onde (citando Seth) "the fantastic four is becoming fantastic again." A felicidade destes não irá durar muito tempo, visto o regresso de Trey (Logan Marshall-Green), o irmão de Ryan vir trazer uma grande dose de drama ao enredo. Pelo meio, temos ainda a história da corrupção praticada pelo pai de “Kiki” Cohen que irá afectar a vida do sólido casal.

A terceira temporada é vista como uma das mais fracas pelos fãs das séries (onde eu me incluo) com a inclusão dos novos personagens como Johnny a não funcionarem na plenitude. A temporada fica marcada pela expulsão de Marissa da Harbor School e pela entrada desta numa escola pública. O romance entre esta e Ryan parece correr às mil maravilhas, mas aos poucos as novas amizades de Marissa (nomeadamente Johnny) e alguns acontecimentos na vida do casal levam a que aos poucos afastem-se. Quando finalmente começam a reatar a relação o pior acontece... e Marissa morre...
É assim que chegamos à quarta temporada com uma série desfalcada de Mischa Barton, e com todos os personagens a terem de lidar com a perda de Marissa (bem como o espectador). Aos poucos a série começa a cativar novamente o interesse do público, indo terminar num momento “feel good”, que deixa um amargo de boca no espectador. Ryan e Marissa deviam ter ficado juntos e não separados pelo destino, após um grande investimento emocional do espectador.

Ao todo foram quatro temporadas e noventa e dois episódios onde podemos rir, chorar, passar o tempo e criar uma identificação muito grande entre todos estes personagens. Entre os personagens que mais se destacam ao longo da série temos Ryan (Benjamin McKenzie) um jovem adolescente duro e sisudo, cuja força nos punhos iguala a paixão que sente por Marissa, Seth Cohen o jovem nerd que adora comics e tem muito provavelmente as melhores tiradas da série. Seth apresenta uma paixão e devoção sem igual por Summer Roberts, a miuda rica e mimada, que aos poucos evolui numa das personagens mais interessantes da série. Para completar o quarteto, encontra-se ainda Marissa, interpretada pela bela Mischa Barton, que tem o papel de maior dificuldade na série, visto a sua personagem passar por tudo na série (desde o escândalo com o pai, o divórcio dos pais, os casos da mãe, problemas com álcool e drogas, o caso lésbico com Alex, etc).

Para além do enredo cativante, a série contava ainda com uma banda sonora fenomenal. A música sempre foi uma componente muito forte das séries de Josh Schwartz e “The O.C.”. Várias foram as bandas e as canções carismáticas que passaram pelo programa. O genérico inicial começa logo por conquistar o público, ao cenário ensolarado da Califórnia temos como pano de fundo a canção “California” dos Phantom Planet, que convida o público a entrar no cenário do filme. Confesso que a série preencheu e bem o meu velhinho mp3 durante os tempos de faculdade, com músicas como “Into Dust” de Mazzy Star, a cover “Wonderwall” de Ryan Adams, “Dice” de Finley Quaye, entre muitas, muitas outras, que serviram para expor os sentimentos dos personagens e exacerbar os movimentos por estes vividos. Veja-se o caso de Hallellujah, que não só marca o início da paixão entre Ryan e Marissa, mas também o final da relação quando a rapariga morre nos braços do desesperado rapaz.

Apesar de todo o sucesso da primeira temporada (uma das melhores que já tive oportunidade de ver), a série foi descendo de qualidade e de audiências, pelo que na quarta temporada, o célebre machado do cancelamento abateu-se sobre a série. Durante este período, a série conheceu uma grande popularidade, com verdadeiras legiões de fãs a torcerem pelos seus pares preferidos, nomeadamente Summer e Seth e Ryan e Marissa (confesso que gostava bastante desta última dupla).

É curioso verificar como vários dos elementos do elenco principal da série não voltaram a triunfar fora do ambiente de Newporter. Benjamin McKenzie protagoniza a série “Southland” e Rachel Bilson “Hart of Dixie”, mas Mischa Barton e Adam Brody não mais voltaram a ter papéis tão carismáticos. Uma surpresa foi a convidada Olivia Wilde, que hoje em dia é uma actriz com a cotação em alta e de Paul Wesley (hoje protagonista de “The Vampire Diaries”).

“The O.C.” é uma das minhas séries preferidas. Confesso que integro-me naquele grupo de pessoas que seguia atentamente a série pelo romance apaixonado e turbulento de Ryan e Marissa, pela saudável loucura do namoro de Seth e Summer, pelas tiradas mordazes e imprevisíveis de Seth, pela honestidade e estilo desprendido de Sandy Cohen, pela imprevisibilidade de Julie Cooper, pelas músicas de encher o ouvido, pela beleza do elenco feminino, ou seja por toda uma conjuntura de factores que tornam “The O.C.” uma série digna da rubrica “Série que nos Marcam” e digna de ter marcado uma fase da minha vida.

Fiquem aqui com alguns dos melhores momentos musicais de "The O.C": (clicar em mais informações):


Produtor da Alcon Entertainment fala sobre o remake de Point Break e o novo Blade Runner

Na semana passada, o The Playlist teve a oportunidade de falar com o produtor Andrew Kosove, produtor da Alcon Entertainment, sobre alguns dos projectos futuros da empresa. Entre esses projectos encontra-se a infame sequela de "Blade Runner" e o remake de "Point Break".

Quanto ao novo filme de "Blade Runner", Kosove salientou que o projecto é uma "alta prioridade" de Ridley Scott, sendo que poderão ser desenvolvidos mais um ou dois filmes caso o projecto tenha sucesso. O produtor adiantou ainda que "algures num dos dois primeiros meses do ano irá ser anunciado o argumentista escolhido e se o filme será uma prequela ou uma sequela".

Pode ler mais sobre o filme no seguinte link: http://bogiecinema.blogspot.com/2011/11/ridley-scott-anuncia-que-o-seu-proximo.html

No que diz respeito a "Point Break", Kosove revelou alguns pormenores que não entusiasmam ao anunciar que o surf pode vir a ser substituído por outros desportos radicais: "O surf é uma parte do filme, mas acreditamos de forma firme que para desenvolvermos um remake, temos de mantê-lo fresco. Não vai ser um remake literal ao original como "Footloose" foi, apesar de ser idêntico ao original. [O nosso 'Point Break'] terá elementos do filme original e não será apenas sobre surf, também é sobre outros desportos radicais, mas o surf é muito proeminente na história". O nome do realizador ainda é desconhecido, mas o produtor da Alcon salienta que "Estamos a negociar com um realizador, por isso se formos nessa direcção, será um grande anúncio. Nós temos alguém que pensamos ser o cineasta ideal. Ficaria muito surpreendido se não entrássemos em pré-produção ao longo de 2012."

Pode ler mais sobre o remake de Point Break no seguinte link: http://bogiecinema.blogspot.com/2011/10/cam-gigandet-pode-protagonizar-o-remake.html

Kirsten Dunst, Isla Fisher e Lizzy Caplan em destaque nas novas imagens de Bachelorette

A edição de 2012 do Festival de Sundance começa já no próximo dia 19 de Janeiro de 2012. Por este reputado festival irão passar muitas obras cinematográficas de qualidade que prometem vir a fazer sucesso no circuito comercial. Entre as obras que prometem cativar a atenção do público e da crítica encontra-se a comédia "Bachelorette", protagonizada por Kirsten Dunst, Isla Fisher, entre outros nomes conhecidos. Para promover "Bachelorette", a organização do Festival disponibilizou on-line três novas imagens do filme que podem visualizar no final do post.

O enredo de "Bachelorette" acompanha quatro amigas dos tempos do ensino secundário, cujos problemas antigos vêm à superfície, quando a mulher menos popular do grupo fica noiva do solteiro mais popular de Nova Iorque e convida as amigas para o casamento.

O filme é realizado por Leslye Headland, através do guião do próprio. "Bachelorette" conta no elenco com Kirsten Dunst, Isla Fisher, Lizzy Caplan, James Marsden, Adam Scott, Kyle Bornheimer, entre outros.

"Bachelorette" ainda não tem uma data de estreia definida em circuito comercial.

Imagens de "Bachelorette" (clicar em mais informações)


Sobre: Underworld: O Despertar

Com o ano prestes a terminar, decidimos continuar a apresentar algumas das principais estreias de Janeiro, nas salas de cinema portuguesas. Entre as principais estreias encontra-se "Underworld Awakening", o quarto filme da saga "Underworld". O filme marca o regresso de Kate Beckinsale ao papel da vampira Selene, após ter interpretado a sensual vampira em "Underworld: Evolução" (2006) e conta com uma série de novidades que prometem fazer as delícias dos fãs.

O filme é realizado pela dupla de realizadores de origem sueca Mans Marlind e Bjorn Stein, conhecidos pela direcção de filmes como "Storm", "Shelter", entre outros. O argumento de "Underworld 4" foi escrito por John Hlavin ("The Gunslinger"), e revisto por J. Michael Straczynski (série "Babylon 5"). "Underworld Awakening" conta no elenco com Kate Beckinsale, Stephen Rea, Michael Ealy, Theo James, India Eisley, Charles Dance, entre outros.

Sinopse: Após ter sido deixada numa espécie de estado de coma, a vampira Selene (Kate Beckinsale) descobre que tem uma filha de catorze anos, meio vampira/meia lycan, chamada Eve. As duas terão de unir esforços para travar a BioCom de criar super lycans, que ameaça destruir a existência dos vampiros e dos lobisomens.

O quarto filme da saga "Underworld" estreia no dia 20 de Janeiro de 2012, num mês onde irá terá menor concorrência nas salas de Cinema Norte-Americanas. No Brasil, "Underworld: Awakening" estreia no dia 2 de Março, com o título "Anjos da Noite 4: Despertar". "Underworld: O Despertar" estreia no dia 26 de Janeiro de 2012 em Portugal.

Durante a campanha de divulgação do filme, a Screen Gems disponibilizou on-line uma série de trailers, posters e um vídeo promocional de "Underworld: O Despertar", que poderão visualizar ao clicarem em mais informações.


Adaptação de Hong Kong Phooey estreia em 2013.

No passado mês de Agosto, a Alcon Entertainment anunciou em comunicado oficial que Eddie Murphy irá dar voz a Hong Kong Phooey, na adaptação do clássico personagem da Hanna Barbera ao grande ecrã. Desde aí pouca ou nenhuma novidade tivemos sobre o projecto. Numa entrevista recente ao The Playlist, o produtor Andrew Kosove revelou que o filme vai seguir a fórmula de sucesso de "Alvin and the Chipmunks", no sentido de que "tudo será em live action, com excepção de Phooey. A tecnologia melhorou imenso e ficámos muito entusiasmados com os testes que fizemos com o personagem de Phooey".

Kosove revelou ainda que "as filmagens começam em 2012, tendo em vista uma estreia em 2013. Após isso, a mesma fórmula irá ser utilizada no filme de Marvin the Martian.

Hong Kong Phooey é uma série de desenhos animados que foi produzida pela Hanna-Barbera entre 1974 e 1976, tendo sido exibidos 16 episódios (31 mini-episódios de 11 minutos, sendo geralmente exibido dois por programa).
A série era protagonizada por Hong Kong Phooey, o “number one super guy”, que viaja pela cidade através do seu “Phooeymobile”, enquanto luta contra o crime com a ajuda do seu manual, o The Hong Kong Book Of Kung Fu. Na grande maioria dos casos, a história começava nos escritórios da polícia, onde o alter ego de Hong Kong Phooey, Penry, trabalhava como funcionário de limpeza, sobre o olhar atento do Sargento Flint ("Sarge"). Na esquadra da polícia encontra-se também Rosemary, a operadora de telefone que é apaixonada pelo nosso herói. Após Rosemary receber as chamadas, esta explica o crime e logo Penry parte em direcção ao armário do arquivo onde transforma-se em Hong Kong Phooey.

"Hong Kong Phooey" será dirigido pelo pouco conhecido Alex Zamm (dos pouco recomendáveis "Dr. Dolittle: Million Dollar Mutts", "Tooth Fairy 2"), através do argumento de David Goodman (roteirista da série "Family Guy"). O filme será elaborado num misto de computação gráfica e live action, ao estilo de "Scooby Doo", "Garfield", "Smurfs", entre outros.

Marco Beltrami comanda a banda-sonora de World War Z

A carreira do compositor Marco Beltrani prepara-se para conhecer um produtor de grande produtividade. De acordo com o Film Music Reporter, Beltrani assinou contrato com a Paramount para compor a partitura da banda-sonora de "World War Z", o novo filme protagonizado por Brad Pitt. A mesma fonte adianta que o compositor encontra-se ligado a "Paradise Lost" (cujo cronograma é indefinido) e "A Good Day to Die Hard" (o quinto filme da saga de John McLaine).

"World War Z" é inspirado no livro mais recente de Max Brooks, "World War Z: An Oral History of the Zombie War", cujo enredo centra-se nos relatos da guerra que uniu seres humanos de diferentes raças e credos religiosos contra uma legião de seres humanos contaminados, que morreram e ressuscitaram na forma de seres comedores de carnes, ou seja, em zombies. O livro tem como ponto especial de interesse demonstrar como as diferentes populações e diferentes pessoas reagem de maneira diferente aos ataques. O filme irá acompanhar o autor dos relatos desses confrontos, um agente das Nações Unidas, interpretado por Brad Pitt, enquanto este escreve o seu livro 10 anos após o massacre.

"World War Z" é dirigido por Marc Foster ("Quantum of Solace"), através de roteiro de J. Michael Straczynski (série "Babylon 5") e Matthew Michael Carnahan ("The Kingdom"). O filme conta no elenco com Brad Pitt, Mireille Enos, Daniella Kertesz, James Badge Dale, Matthew Fox e David Morse.

"World War Z" estreia no dia 21 de Dezembro de 2012, nas salas de Cinema Norte-Americanas. 

30 dezembro 2011

Quatro posteres de We Bought a Zoo

O site IMP Awards disponibilizou on-line quatro novos posteres de "We Bought a Zoo", o novo filme do realizador Cameron Crowe, após cinco anos de ausência. Entre o quarteto de artes promocionais, aproveitamos para destacar o poster espanhol do filme, que coloca em grande destaque os personagens de Scarlett Johansson e Matt Damon, indo apresentar o zoo do título original como "Un Lugar Para Soñar". Podem ver os posteres no final do post.

“We Bought a Zoo" é inspirado na obra literária com o mesmo título, da autoria de Benjamin Mee. O enredo do livro centra-se em como Mee e a sua família utilizaram as suas poupanças, para comprar um zoo degradado com mais de duzentos animais exóticos. Mee, em conjunto com os seus filhos, terá de encontrar o equilíbrio entre cuidar da sua esposa, que está a morrer de cancro no cérebro, lidar com tigres em fuga, animais que se encontram a crescer perigosamente e preparar-se para a grande reabertura do zoo.

"We Bought a Zoo" é dirigido por Cameron Crowe, que regressa à cadeira de realizador, após 5 anos de ausência. Para além de dirigir o filme, Crowe também colaborou na revisão do roteiro da autoria de Aline Brosh McKenna. O filme conta no elenco com Matt Damon, Thomas Haden Church, Scarlett Johansson, Angus Macfadyen, Elle Faning, Patrick Fugit, Collin Ford, J.B. Smoove e John Micheal Higgins.

A Fox colocou como data de estreia do filme nos Estados Unidos, o dia 23 de Dezembro de 2011, indo bater de frente com "The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn". "We Bought a Zoo" estreia no dia 22 de Março de 2012, em Portugal com o título "Comprámos um Zoo!". No Brasil, "We Bought a Zoo" estreia no dia 23 de Dezembro com o título "Compramos um Zoológico".

Pode ler mais sobre "Comprámos um Zoológico", no seguinte link: http://bogiecinema.blogspot.com/2011/12/sobre-compramos-um-zoo.html

Quatro novos posteres de "We Bought a Zoo" (clicar em mais informações):


Top 2011 - Os meus 10 filmes preferidos de 2011 (Hugo Barcelos)

O Aníbal já disse o que havia a dizer, pelo que passo a postar o meu top 10 de 2011. Há que mencionar que, entre estes filmes todos, se destacam outros como "Habemus Papam", "A Dangerous Method" e, sobretudo, "Isto Não É Um Filme". Mas o top só tem direito a 10 filmes, e é essa característica que faz dele tão especial (!). Pelo que aqui vamos:

1 – Biutiful
É curiosa a forma como esta obra de Alejandro Iñárritu me marcou. Respeitava o trabalho do realizador e, como toda a gente, gostava de Javier Bardém. No entanto, se não tivesse tido a sorte de ganhar bilhetes para a ante-estreia, o mais provável era o filme ter-me passado ao lado. Lá consegui visualizá-lo, com expectativas moderadas, e a verdade é que, desde os primeiros minutos, fiquei completamente absorto no enredo, sofri com a saga de Úxbal e, no final, até sentia o meu coração a bater (muito) mais rápido do que o costume. Javier Bardém faz um desempenho incrível e o argumento e a realização, crua e realista, conseguiram fixar-me no ecrã e brincar com o meu coração de uma maneira completamente anormal.

2 – 50/50
Só soube da existência do filme no dia anterior à sua estreia, quando estava a escrever o post das estreias da semana. “O quê? Vai estrear um filme com o Joseph Gordon-Levitt esta semana? E com o Seth Rogen? E tem 90 e tal por cento no Rotten Tomatoes?!” – foi mais o menos o que pensei na ocasião da descoberta e que partilhei com o Aníbal. Ora bem, a obra está excelente e Jonathan Levine e Will Reiser, com o precioso auxílio da formidável (!) exibição de Joseph Gordon-Levitt, conseguiram fazer uma comédia original e excepcionalmente comovente. Podem ler a crítica ao filme aqui.

3 – The Fighter
Há qualquer coisa invulgar nos filmes centrados em lutadores de boxe. Há obras e obras sobre futebol, basketball, futebol americano, baseball, rugby e por aí fora; no entanto, apesar de um ou outro sucesso esporádico (como “Invictus” e, aparentemente, “Moneyball”), não há nada que iguale os filmes sobre a vida de um pugilista. Há “Rocky”, “Ali”, a fenomenal série “Hajime no Ippo” e, agora, há “The Fighter”. O filme está verdadeiramente épico e, à medida que avança, só vai melhorando. Realça-se Christian Bale, que fez mais um desempenho simplesmente inacreditável.

4 – True Grit
Mais uma obra impressionante dos irmãos Coen, que nos apresenta uma aventura excelente, bem escrita, bem protagonizada, bem-humorada e que nos entretém do início ao fim. Não há muito mais a dizer. Jeff Bridges esteve, também ele, espectacular

5 – Blue Valentine
Derek Cianfrance apresenta-nos um excelente drama sobre a progressiva deterioração de uma relação que, à partida, parecia mágica e perfeita, entre as personagens de dois actores em ascensão, Ryan Gosling e Michelle Williams. Se os flashbacks, que nos levam ao início da relação, são particularmente enternecedores, o resto da história é tristemente realista. É mais uma obra que apreciei muito mais do que estaria à espera.

6 – Black Swan
É um filme absolutamente perturbador e muito interessante, o que quer dizer que Darren Aronofsky esteve mais uma vez em grande. Como o Aníbal mencionou, Natalie Portman fez o desempenho da sua vida e, além disso, foi uma injustiça tremenda Mila Kunis não ter sido nomeada para os Óscares.

7 – Drive
Vi-o há algumas horas, pelo que o seu lugar no meu top 10 é incerto; o mesmo não se diz sobre a sua presença. É, na minha opinião, um dos melhores filmes do ano. Nicolas Refn fez um trabalho excelente ao dar ao filme a característica de, como diz o grande Roger Ebert, parecer invulgarmente realista. Ryan Gosling apresenta uma violência singular para os registos nos quais estamos habituados a vê-lo, e faz um óptimo par com Carey Mulligan. O único defeito é mesmo a música (que claramente não se adequa aos meus gostos), que, no entanto, não retira quase nada do brilho desta obra.

8 – Crazy, Stupid Love
É capaz de ser a minha comédia romântica preferida de sempre, com um argumento extremamente bem escrito, uma realização original e engraçada e excelentes desempenhos por parte do elenco, destacando-se principalmente Steve Carel, que demonstrou que não é apenas mais um actor de comédia (o filme tem muito drama), mas também Ryan Gosling, Emma Stone, entre outros.

9 – The Ides of March
Não é normal ter quatro filmes protagonizados pelo mesmo actor no top 10 de um só ano, mas a verdade é que Ryan Gosling esteve em altas em 2011. O mesmo se pode dizer de George Clooney, que não só protagonizou o candidato à presidência dos Estados Unidos Mike Morris (onde esteve discreto), mas também realizou (onde esteve excelente) uma obra inteligente e bem construída. Podem ver (e aconselho a verem) o que o Aníbal disse sobre o filme, precisamente aqui.

10 – Midnight in Paris
Mais uma excelente comédia, realizada por um artista, Woody Allen, que, mais uma vez, volta a estar em grande. A história é muito engraçada e interessante ao misturar a realidade com a fantasia e as personagens, imaginadas por Allen, dão uma magia rara ao filme. Owen Wilson esteve também irrepreensível, num papel que não era nada fácil de representar. Podem ver, neste local, a minha tentativa de crítica.

“Guilty pleasure” do ano:
A minha escolha recai sobre o mesmo filme elegido pelo Aníbal: “The Rise of the Planet of the Apes”, que, como tive ocasião de mencionar nesta crítica, tem um ritmo alucinante e uma história muito bem contada.

Menção honrosa:
Há dois filmes que, se não referisse, ficaria para sempre arrependido. São eles “Beginners” e “X-Men: First Class”. O primeiro é um drama/comédia com uma aura muito especial (e podem ler a crítica do mesmo aqui) e o segundo um filme de acção/ficção-científica muito interessante e cativante, muito bem encabeçado por Michael Fassbender e James McAvoy. São dois filmes que, por pouco, não integrei no meu grandioso (?) top.

Top 2011 - Os meus 10 Filmes preferidos de 2011 (Aníbal Santiago)

“Cinema is an old whore, like circus and variety, who knows how to give many kinds of pleasure. Besides, you can't teach old fleas new dogs.” - Federico Fellini

Ano após ano, continuamos a sentir o mesmo prazer de sempre ao visionar os mais recentes filmes que estreiam nas salas de cinema. Aos grandes filmes do passado acrescentam-se mais uns quantos exemplares à nossa lista de filmes preferidos ou então para a nossa execrável lista de filmes para “ver quando tenho insónias”. O ano de 2011 veio recheado de muitos e bons filmes, de obras cinematográficas que nos deram agradáveis surpresas (e por vezes tristes desilusões), e nos deixaram presos ao grande ecrã como se o tempo não existisse fora dessa mágico espaço que é a sala de cinema. Como é habitual nesta época do ano, decidimos efectuar uma lista do top 10, tendo em vista apresentar os dez filmes que gostámos mais de ver em 2011. Confesso que elaborar estas listas são sempre um problema para mim, visto ter a perfeita noção que não tive a oportunidade de ver todos os filmes que estrearam em Portugal em 2011 e assim poder fazer uma lista devidamente fundamentada, no entanto, é um bom exercício mental para mais tarde eu recordar-me das escolhas que fiz e pensar “porque é que eu escolhi filme x e não y?”.

Ao contrário dos anos anteriores, esta lista conta apenas com os filmes estreados em 2011, visto ser impossível obter todos os filmes que estrearam em 2011 nos Estados Unidos, e para evitar confusões como ocorreram na lista da elaboração do top10 deste ano, em que vou repetir um filme em relação à lista do ano passado (“Somewhere”) devido a este critério acordado entre mim e o Hugo.

1 – “True Grit”, de Joel e Ethan Coen. Confesso que sou um apaixonado pelos westerns, pelo que fiquei surpreendido com este excelente filme realizado pelos irmãos Cohen, que pertence a uma boa colheita que não fica nada a dever aos clássicos filmes do género. No filme somos transportados ao Velho Oeste Norte-Americano, ao mesmo tempo que somos guiados pela história de vingança e crescimento da personagem de Hailee Steinfield. Para além da excelente história, importa salientar as interpretações de Matt Damon e Jeff Bridges, com este último a brilhar bem alto.

2 – “Black Swan” de Darren Aronofsky. Um dos mais belos e estranhos filmes a estrear em 2011, com Natalie Portman a ter o papel da sua carreira como Nina, uma bailarina obcecada pela perfeição, que tem em Lily (Mila Kunis) a sua grande rival. Mas será Lilly real? Será que tudo o que vemos em “Black Swan” aconteceu mesmo a Nina? Um filme que nos deixa a pensar e nos deleita com uma excelente história, fotografia, guarda-roupa, interpretações. “Black Swan” está em segundo nesta lista mas claramente morde os calcanhares a “True Grit”.

3 – “The King´s Speech” de Tom Hooper. Uma história de superação inspirada na vida do Rei Jorge VI, cuja gaguez leva-o a contratar o excêntrico Lionel Logue, um fonoaudiólogo. Os dois homens tornam-se amigos enquanto trabalham juntos e, preparam o importante discurso na rádio que Jorge VI tem de fazer no inicio da Segunda Guerra Mundial. Tudo parece encaixar-se na perfeição em “The King´s Speech”. Desde os diálogos à fotografia, passando pela actuação dos actores até À banda-sonora. Foi o justo vencedor do Óscar de Melhor Filme na edição de 2011 dos Prémios da Academia.

4 – “The Fighter” de David O. Russell. Os filmes sobre boxe sempre tiveram um grande apelo junto do público, existe qualquer coisa de particularmente atractivo em ver dois indivíduos a degladiarem-se no meio de um ringue de boxe, qual arena de combate romana, em que estes dependem apenas de si próprios para vencer. Mais do que os combates, o enredo de “The Fighter” centra-se na vida e nos problemas pessoais de Micky Ward (Mark Wahlberg), um indivíduo que tem de fazer uma longa travessia até chegar ao sucesso.

5- “The Ides of March” - Mais do que um breve comentário: http://bogiecinema.blogspot.com/2011/11/resenha-critica-nos-idos-de-marco-2011.html

6 – “Midnight in Paris” de Woody Allen: http://bogiecinema.blogspot.com/2011/10/resenha-critica-midnight-in-paris-2011.html

7 –" The Conspirator", de Robert Redford. Uma agradável surpresa. Ia com poucas expectativas para este filme, mas fiquei surpreendido com este drama sobre Mary Surratt, a única mulher a ser acusada pelo assassinato de Abraham Lincoln. O meu gosto pela história e pelo cinema teve aqui um belo encontro, com Robert Redford a realizar um dos melhores filmes de época do ano, indo contar com as potentes actuações de um surpreendente James McAvoy e de uma talentosa Robin Wright.

8 – "Somewhere", de Sofia Coppola. Adorado por muitos, odiado por outros, o mais recente filme de Sofia Coppola a estrear nas nossas salas não conseguiu encontrar consenso junto do público e da crítica. Confesso que fiquei agradavelmente surpreendido com o filme, apresentando um retrato seco sobre a vida oca e sem sentido de muitas estrelas de Hollywood, através da figura de Johnny Marco, ao mesmo que tempo que assistimos ao crescente relacionamento entre estes e a filha.

9 – “Drive”, de Nicolas Winding Refn. Um dos filmes mais elogiados do ano, protagonizado pelo astro do momento: Ryan Gosling. Roger Ebert diz tudo sobre o filme em duas simples frase: "The entire film, in fact, seems much more real than the usual action-crime-chase concoctions we've grown tired of. Here is a movie with respect for writing, acting and craft."

10 – “Tropa de Elite 2 - O inimigo Agora é Outro”, de José Padilha. O capitão Nascimento está de volta e desta vez tem de lidar com um desafio à altura do seu novo cargo: a corrupção. Um filme violento e contundente, para ver, rever e pensar. Um bom pedaço do cinema brasileiro.

Menção honrosa:

O Estranho Caso de Angélica de Manoel de Oliveira. Há medida que tenho contactado com a obra de Oliveira tenho ficado cada vez mais apaixonado pelo seu trabalho, "O Estranho Caso de Angélica" não é o seu melhor filme, mas é certamente uma boa adição ao seu currículo. Podem ler o que penso sobre o filme, aqui: http://bogiecinema.blogspot.com/2011/12/resenha-critica-o-estranho-caso-de.html

Guilty pleasure do ano:
“Rise of the Planet of the Apes” - H.Barcelos diz praticamente tudo o que penso sobre o filme: http://bogiecinema.blogspot.com/2011/08/resenha-critica-planeta-dos-macacos.html

Veja cinco clips de Extremely Loud and Incredibly Close

Durante a campanha de divulgação de "Extremely Loud & Incredibly Close", a Warner Bros Pictures disponibilizou on-line cinco clips do filme. Para facilitar a visualização dos diversos excertos do filme, o Collider reuniu os mesmos num único player, que podem ver no final do post.

O enredo de "Extremely Loud & Incredibly Close" centra-se em Oskar Schell, um rapaz de nove anos, capaz de desempenhar as mais diversificadas actividades, inventor de maravilhosas invenções, astrofísico, estudante de francês, tocador de pandeireta, joalheiro, actor Shakespeariano, pacifista, correspondente de Stephen Hawking e Ringo Starr. Apesar de todas estas actividades, Schell irá envolver-se numa aventura bem mais complicada, quando parte numa busca para desvendar um mistério e encontrar a fechadura de uma chave, que este encontrou num envelope do seu pai, falecido durante o atentado do 11 de Setembro. O rapaz irá percorrer os cinco bairros de Nova Iorque, para cumprir essa missão.
Durante a jornada, o jovem Oskar irá imaginar as mais fantásticas invenções, para proteger aqueles que ama, desde uma t-shirt com alpista que possibilitará ao dono a capacidade de voar, um invento que permitirá ouvir o batimento cardíaco de qualquer um, entre muitos outros. O seu objectivo é esperançoso, no entanto, em Nova Iorque, o rapaz irá deparar-se com um conjunto de estranhas pessoas, que há sua maneira são sobreviventes de vários acontecimentos, desde um jornalista de 103 anos que nunca sai do Empire State Building, pessoas apaixonadas que são desprezadas.

O filme é realizado por Stephen Daldry, através de roteiro da autoria de Eric Roth ("Forrest Gump"). "Extremely Loud & Incredibly Close" conta no elenco com Tom Hanks, Sandra Bullock, Thomas Horn, James Gandolfini, Zoe Caldwell, Viola Davis, Jeffrey Wright e Max von Sydow.

"Extremely Loud & Incredibly Close" estreia dia 25 de Dezembro de 2011, nas salas de Cinema Norte-Americanas. Em Portugal, "Extremely Loud & Incredibly Close" estreia no dia 1 de Março de 2012, com o título "Extremamente Alto, Incrivelmente Perto".

Cinco clips de "Extremely Loud & Incredibly Close" (clicar em mais informações):


Veja as primeiras imagens de Arbitrage (Richard Gere)

A edição de 2012 do Festival de Sundance começa já no próximo dia 19 de Janeiro de 2012. Por este reputado festival irão passar muitas obras cinematográficas de qualidade que prometem vir a fazer sucesso no circuito comercial. Entre essas obras encontra-se "Arbitrage", o novo filme protagonizado por Richard Gere ("The Double") e Eva Green ("Perfect Sense"). Para promover "Arbitrage", a organização do Festival não só divulgou a sinopse oficial do filme, mas também um conjunto de imagens, nas quais se destacam os personagens de Gere, Britt Marling, Laetitia Casta e Tim Roth. Podem ver as imagens no final do post.

O enredo de "Arbitrage" centra-se num magnata (Richard Gere) desesperado para vender a sua empresa de investimentos para um grande banco, antes que suas fraudes sejam reveladas. No entanto, um erro inesperado faz com que este tenha de procurar ajuda numa fonte improvável.

O filme é realizado por Nicholas Jarecki ("The Weight"), através de guião do próprio. "Arbitrage" conta no elenco com Richard Gere, Susan Sarandon, Eva Green, Tim Roth, Brit Marling, Aubrey Graham, Laetitia Casta, entre outros.

"Arbitrage" estreia no dia 14 de Setembro de 2012, nas salas de cinema norte-americanas. "Arbitrage" estreia em Portugal no dia 11 de Outubro de 2012. Pode seguir o Rick´s Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

Imagens de "Arbitrage" (clicar em mais informações):


Veja o novo vídeo do set de filmagens de Resident Evil: Retribution

Milla Jovovich continua a ser a melhor fonte de informação sobre "Resident Evil: Retribution". Desta vez, a actriz lançou na sua conta do twitter um breve vídeo sobre a experiência de actuar no topo de um fio metálico (sim hoje isto está fraco de notícias). A cena será posteriormente alterada com efeitos CGI, tendo sido filmada com o célebre fundo verde. Podem ver o vídeo no final do post.

Ainda não existem detalhes sobre o enredo de "Resident Evil: Retribution", sabe-se apenas que irá desenrolar-se no Japão e que terá uma grande cena de acção em Moscovo. O último filme da saga, "Resident Evil: Afterlife", conseguiu obter 296.2 milhões de dólares em receitas ao redor do Mundo, superando largamente os 60 milhões do seu orçamento.

O quinto filme da saga "Resident Evil" é realizado por Paul W.S. Anderson, e conta no elenco principal com Milla Jovovich, Leon Kennedy, Barry Burton, Sienna Guillory, Colin Salmon, Boris Kodjoe, Shawn Roberts, Michelle Rodriguez, Johann Urb, Oded Fehr, Kevin Durand e Li Bingbing.

"Resident Evil: Retribution" estreia no dia 14 de Setembro de 2012, nas salas de Cinema Norte-Americanas.

Vídeo do set de "Resident Evil: Retribution": (clicar em mais informações)


Novo olhar a Caitlin Fitzgerald, Edward Burns e ao caso da meia-irmã psicótica deste no novo clip de "Newlyweds"

Está para breve a estreia de "Newlyweds", o novo filme de Edward Burns (realizado, escrito e protagonizado pelo próprio), pelo que a Tribecca Film achou por bem divulgar um clip do mesmo. Para além de Burns, o filme terá no elenco Caitlin Fitzgerald, Kerry Bishé, Max Baker, Marsha Dietlein Bennett, Dara Coleman.

Sinopse: Buzzy (Edward Burns) e Katie (Caitlin Fitzgerald) são um casal recém-casado a viver uma vida aparentemente livre de conflitos. Porém ,quando a perturbada e impulsiva meia-irmã de Buzzy, Linda (Kerry Bishe), chega à ombreira da porta, à espera de ficar por um período de tempo indefinido no loft de Tribeca de ambos, o compromisso de Buzzy e Linda, com vista a um casamento "fácil", é abalado. Entretanto, com as suspeitas da irmã de Katie, Marsha, da infidelidade de Buzzy, será que a vida outrora insular e baseada na confiança do casal irá aguentar as disfunções dos irmãos de ambos?

Para além do clip fiz questão de colocar o trailer do filme, bem como uma entrevista, por parte do ComingSoon, a Edward Burns e Caitlin Fitzgerald sobre o filme. Para os verem, é só carregar em "mais informações".

Fora de Tempo: Trailer de Jumanji

O último post do ano da rubrica Fora de Tempo é marcado por um filme que é (quase de certeza) sobejamente conhecido por todos: "Jumanji". A popular obra cinematográfica protagonizada por Robin Williams estreou originalmente no dia 15 de Dezembro de 1995, tendo sido um sucesso a nível de bilheteira, tendo alcançado cerca de 262 milhões de dólares ao redor do Mundo.

"Jumanji" foi realizado por Joe Johnston ("Captain America: The First Avenger"), através do guião de Jonathan Hensleigh, Greg Taylor e Jim Strain, e contava com um elenco recheado de caras conhecidas como Robin Williams (na época um actor bastante popular junto do público), Bonnie Hunt, Kirsten Dunst (é verdade a MJ Watson de "Spider-Man" entrou neste filme quando era mais jovem), entre outros.

Inspirado no livro ilustrado "Jumanji" de Chris Van Allsburg, o filme "Jumanji" conta a história de Alan Parrish, um jovem algo desajustado da sociedade que descobre um misterioso jogo de mesa, mas só se dá conta dos seus incríveis poderes, quando, ao lançar os dados, é transportado por artes mágicas para as selvas de JUMANJI, perante o olhar da sua amiga Sarah.
Passados 26 anos, dois miúdos que foram viver na mesma casa onde Alan desapareceu descobrem o jogo e libertam-no do feitiço. Alan (Robbin Williams), reúne-se de novo com Sarah (Bonnie Hunt) e em conjunto com Judy (Kirsten Dunst) e Petter (Bradley Pierce) tentam vencer as poderosas forças do jogo, indo enfrentar animais selvagens reais e outros elementos aparecem magicamente assim que um jogador joga os dados.

A aventura foi um dos filmes mais populares de 1995, tendo apresentado um conceito algo inovador e cativante, que apaixonou o público. Para o quinquagésimo-oitavo post da rubrica Fora de Tempo, decidi partilhar o trailer de "Jumanji", que poderão visionar assim que cliquem em mais informações.


Veja o making-of de Albatross

A ICF Films disponibilizou on-line o making-of de "Albatross", o primeiro filme do realizador Niall MacCormick a chegar ao grande ecrã. A featurette mescla várias cenas do filme com breves entrevistas a elementos da equipa criativa e do elenco, entre os quais, Jessica Brown Findlay, Julia Ormond, entre outros. Podem ver o making-of (e o trailer) no final do post.

O enredo de "Albatross" centra-se em Emelia Conan-Doyle (Jessica Brown Findlay), uma jovem força da natureza de 17 anos, que tem de lidar com o legado de Arthur Conan Doyle. Enquanto procura seguir os passos do seu avô na escrita, Emelia trabalha num hotel próximo da praia, povoado pelo romancista Jonathan (Sebastian Koch), a mulher deste (Julia Ormond) e a filha Beth (Felicity Jones). O convívio de Emelia com estes personagens irá mudar as suas vida para sempre, indo introduzi-los num turbilhão de emoções.

O filme é realizado por Niall MacCormick ("Margaret Thatcher: The Long Walk to Finchley"), através do guião de Tamzin Rafn. "Albatross" conta no elenco com Felicity Jones, Jessica Brown Findlay, Sebastian Koch, Julia Ormond, entre outros.

"Albatross" estreia no dia 2 de Janeiro de 2012, nas salas de Cinema Norte-Americanas.

Trailer e featurette de "Albatross" (clicar em mais informações)


Revelado um possível spoiler do enredo de The Amazing Spider-Man

A tradição manda que a seguir a uma notícia de "The Avengers" e "The Dark Knight Rises" surja uma notícia sobre "The Amazing Spider-Man". Após termos visto o trailer russo de "The Avengers" e descoberto a descrição de uma cena de "TDKR", é a vez de estarmos na presença de um spoiler algo importante sobre "The Amazing Spider-Man".

De acordo com o Bleedind Cool (e do sempre credível Big Fanboy), Spider-Man não irá apenas ter de defrontar o Lizard, mas também um conjunto de uma equipa "SWAT" de Lagartos criados pelo personagem. A presença dos "SWAT Lizards" parece ter sido confirmado pelo novo brinquedo da Mega Blocks (cuja imagem podem ver no lado esquerdo), intitulado "Oscorp Tower FX Battle", que apresenta três personagens: Spider-Man, Lizard e... "SWAT Lizard".

"The Amazing Spider-Man" é realizado por Marc Webb ("500 Days of Summer"), através do guião de James Vanderbilt ("Zodiac"), Alvin Sargent e Steve Kloves. O filme conta no elenco com Andrew Garfield ("The Social Network"), Emma Stone ("Zombieland"), Rhys Ifans ("Notting Hill"), Martin Sheen (série "The West Wing", "Apocalypse Now"), Sally Field (série "Brothers & Sisters"), Denis Leary (série "Rescue Me"), Campbell Scott ("Roger Dodger"), Julianne Nicholson ("Law & Order: Criminal Intent"), Irfan Khan (série "In Treatment"), C. Thomas Howell (série "The Outsiders").

Sinopse: Tal como a maioria dos adolescentes da sua idade, Peter está a tentar descobrir quem é e como se tornou na pessoa que é nos dias de hoje. Na sua jornada para juntar os pedaços do passado, Peter descobre um segredo sobre o seu pai, que definitivamente irá mudar o seu destino como Spider-Man. Este é o primeiro de uma série de filmes que conta o diferente lado da história de Peter Parker. No dia 3 de Julho de 2012, a história não contada começa.

"The Amazing Spider-Man" tem estreia prevista para dia 3 de Julho de 2012.

Veja duas imagens de Erica Durance como Wonder Woman no novo episódio de Harry´s Law

No passado mês de Novembro, foi noticiado que Erica Durance, a eterna Lois Lane de "Smallville" iria efectuar uma participação especial em "Harry´s Law", indo dar vida à famosa Wonder Woman, ou pelo menos uma mulher que pensa ser a clássica heroína da DC Comics. As primeiras fotos oficiais de Durance vestida como a heroína já está on-line (cortesia do TV Line) e podem ser vistas no final do post.

O episódio em que Erica Durance efectua uma participação especial vai para o ar no dia 11 de Janeiro de 2012, com o título "Gorilla My Dreams". Durance interpreta uma mulher que pensa ser a Wonder Woman, indo vingar-se de todos aqueles que cometem violência doméstica. Ironicamente, esta é uma forma do criador da série David E. Kelley ter a oportunidade de voltar a lidar com a mitologia de Wonder Woman, após o episódio-piloto protagonizado por Adrianne Palicki não ter sido aprovado.

"Harry's Law" foi uma das agradáveis surpresas da anterior temporada televisiva. A série criada por David E. Kelley ("Boston Legal"), tendo sido transmitida pela primeira vez no dia 12 de Maio de 2011, na NBC. A primeira temporada teve doze episódios que surpreenderam pela qualidade e pela forma original como David E. Kelley conseguiu mais uma vez conquistar o público com uma série sobre advogados. O enredo da série centra-se em Harriet Korn, uma advogada de patentes demitida de uma grande firma, que decide formar uma firma numa loja de sapatos abandonada de Cincinnati, com um conjunto bem peculiar de associados.

A série vai actualmente na segunda temporada, cujo primeiro episódio "Hosanna Roseanna" foi para o ar no dia 21 de Setembro.

Erica Durance como Mulher-Maravilha em "Harry´s Law" (clicar em mais informações)


Espaço do Insólito: Poolboy: Drowning Out the Fury - o negócio da limpeza de piscinas nunca mais será o mesmo

"Allright, Poolboy, you wanna go to war? I'll take you to war!"

Danny Trejo já fez de guerrilheiro, de criminoso, de construtor civil, de prisioneiro, de cozinheiro (será? é provável) e, agora, parece ser um um idoso preocupado em lutar contra o crime. Mas descobrimos que, recentemente, também interpretou um chefe sem escrúpulos de uma companhia de limpeza de piscinas de nacionalidade mexicana, que, para se impor no negócio, assassinou a mulher e o filho de Poolboy, o veterano da guerra do Vietname que, outrora, limpava piscinas como ninguém.

O filme em questão é "Poolboy: Drowning Out the Fury", foi realizado por Garret Brawith, escrito por Ross Patterson e a sua intenção é fazer uma sátira aos clichés e características genéricas dos filmes de acção de Hollywood. O resultado deverá ser algo difícil de interpretar (ainda não o vimos, mas tencionamos fazê-lo) e, como poderão ver pelo trailer, a roçar entre o ridículo e o divertido.

Sinopse: Neste filme perdido de 1990, que um estúdio considerou demasiado terrível para ser divulgado, um veterano do Vietname, Sal Bando (Sorbo), torturado pelo seu passado como Poolboy (rapaz de limpeza das piscinas), volta para casa em Van Nuys, California, e para um país que não reconhece, no qual, aparentemente, os mexicanos se apoderaram das empresas de limpeza de piscinas. Bando inicia uma missão brutal para reclamar a sua vocação e levar a cabo a sua vingança contra o homem (Trejo) que assassinou a sua mulher e filho.

Para além de Danny Trejo, temos no elenco Kevin Sorbo (o Hércules, da série da década de 90, "Hercules: The Legendary Journeys"), Ross Patterson (o argumentista do filme), Jason Mewes, Edi Patterson, Bryan Callen, entre outros.

Podem ver o trailer, no mínimo bastante curioso, aqui em baixo, e a página do Imdb do filme neste link.

29 dezembro 2011

Veja as primeiras fotos de Red Hook Summer (Spike Lee)

A edição de 2012 do Festival de Sundance promete trazer muitas e boas surpresas a nível cinematográfico. Entre as obras cinematográficas que estão a gerar maior expectativas junto da crítica encontra-se o promissor "Red Hook Summer", um filme que marca o regresso de Spike Lee às raízes do cinema independente. Para divulgar o filme junto do público, o site do famoso festival disponibilizou on-line três imagens da obra, destacando-se a presença de Clarke Peters como o Padre Enoch. Podem ver as imagens no final do post.

O enredo de "Red Hook Summer" centra-se em Flik, um jovem rapaz que é obrigado pela sua mãe a passar o Verão num projecto habitacional no Brooklyn. Neste local, o rapaz tem a oportunidade de conviver pela primeira vez com o avô (Clark Peters), um padre severo com quem nunca conviveu, que pretende converter o rapaz aos caminhos de Deus. Enquanto os dias quentes de Verão diminuem e as manhãs de Domingo brilham com os sermões operáticos de Enoch, as coisas acabam por ser tudo menos chatas, à medida que as agendas em conflito dos personagens colidem.


O filme é realizado por Spike Lee ("Passing Strange"), através do guião do próprio em colaboração com James McBride. "Red Hook Summer" conta com um elenco de ilustres desconhecidos, onde constam Clark Peters, Jules Brown, Toni Lysaith, James Ransone, Thomas Jefferson Byrd, entre outros.

"Red Hook Summer" ainda não tem uma data de estreia definida em circuito comercial.

Imagens de "Red Hook Summer" (clicar em mais informações)


Descrição de uma cena de "The Dark Knight Rises" causa furor; Anne Hathaway fala de Catwoman

Na introdução a uma entrevista com Anne Hathaway sobre o seu papel como Catwoman em "The Dark Knight Rises", o Los Angeles Times divulgou a descrição de uma cena do filme particularmente interessante, que já está a causar furor entre os fãs de Batman. Aí está ela (tradução à letra, dentro do possível):

«Gotham City é uma zona de guerra. Um louco sem escrúpulos denominado Bane devastou qualquer sentido de segurança e os cidadãos, expectantes, agarrando nas suas malas com a ansiedade própria de um refugiado, sentam-se por detrás do arame farpado, à espera de ver o que irá explodir de seguida. Um prisioneiro encapuçado é arrastado - é Bruce Wayne, um dos rostos mais conhecidos de Gotham - mas os olhos da multidão viram-se, ao invés, para uma mulher de preto, estacada no topo de um lanço de escadas. - Desculpem estragar as coisas, rapazes, mas o Bane precisa destes homens - diz a sufocante Selina Kyle, interpretada pela actriz Anne Hathaway, navegando pelos degraus com os seus saltos altos pontiagudos que, após uma observação mais atenta, parecem ter pontas serradas capazes de deixar violentas marcas de garras numa luta. Também usa uns óculos de alta tecnologia que, quando inutilizados, dobram-se, fazendo lembrar as orelhas de um felino.»

A entrevista em questão pode ser lida aqui. No entanto, por descargo de consciência, resolvi traduzir também algumas das falas da actriz:

«Adoro o fato porque tudo tem um propósito, nada está colocado pelo bem da fantasia e este princípio aplica-se a todos os componentes da Gotham City de Christopher Nolan.»

«Gotham City está cheia de graça. Olhas para o desmpenho do Heath como Joker e há lá imensa loucura, mas também há muita graça e ele tinha um código. Há muitos códigos de comportamento e formas de pensar em Gotham e a minha personagem também tem um. Muitas das maneiras como ela se move e interage com pessoas estão relacionadas com a sua visão do mundo. O Chris deu-nos visões tão complexas, definidas e sofisticadas que é uma questão de fazeres o teu trabalho de casa e entrar por dentro da pele da personagem.»

Arnold Schwarzenegger interpreta um imortal em Black Sands. Filme não mudou de título.

Arnold Schwarzenegger esteve praticamente afastado do grande ecrã durante todo o período em que foi Governador da Califórnia (2003-2011). Com as aspirações políticas fora do horizonte, Arnie volta a estar mais activo do que nunca. Após terminar as filmagens de  "The Last Stand", onde dá vida ao Xerife Owens, Schwarzenegger prepara-se para protagonizar "Black Sands", um filme de ficção-científica e acção realizado por Scott Waugh e Mike McCoy. De acordo com o sempre credível The Arnold Fans, o célebre actor irá dar vida a um ser imortal (uma espécie de anjo) que prepara-se para enfrentar sozinho uma série de vilões.

O guião de "Black Sands" é da autoria de Skip Woods ("A Good Day To Die Hard"), e centra-se no personagem de Schwarzenegger, um ser imortal (consta que uma espécie de anjo), que abre uma guerra contra um impiedoso fabricante de armas e ao exército pessoal deste último. Este projecto marca o regresso de Arnie aos personagens que o celebrizaram durante os anos 80 e 90, em que um homem solitário consegue combater um exército.

De salientar que o filme não mudou de título para "Black Sunday" como foi adiantado no inicio do dia de hoje pelo The Arnold Fans, indo manter o título "Black Sands". Para mais informações: http://www.facebook.com/TheArnoldFans

As filmagens começam no dia 1 de Abril de 2012.

Resenha Crítica: O Panda do Kung Fu 2 (2011)

Colocar um Panda como um habilidoso praticante de Kung Fu parece uma ideia algo bizarra e fadada ao fracasso, mas a verdade é que resultou na perfeição em “Kung Fu Panda”, transformando o filme num dos maiores sucessos da história recente da Dreamworks. Ao todo, foram mais de 630 milhões de dólares ao redor do mundo em receitas de bilheteira, que a juntar às receitas do mercado home video e merchandising e a um conjunto de críticas positivas, levaram a que o estúdio se decidisse pelo desenvolvimento de uma sequela. Foi assim, que no dia 22 de Maio de 2012, “Kung Fu Panda 2” estreou nas salas de cinema Norte-Americanas, para rejubilo dos fãs, que aderiram em massa e confirmaram Po como um dos mais populares personagens da história recente do cinema de animação. Curiosamente, a sequela não ficou a cargo dos realizadores do filme original, Mark Osborne e John Stevenson, mas sim da estreante Jennifer Yuh (que tinha trabalhado no departamento de animação do primeiro filme). O guião ficou a cargo de Jonathan Aibel e Glenn Berger, dupla que ficou encarregue do argumento do primeiro filme e que, mais uma vez, apresenta um trabalho surpreendentemente coeso, a comprovar que os filmes de animação não são só para crianças.
 O enredo de “Kung Fu Panda 2” desenrola-se pouco tempo depois dos acontecimentos do primeiro filme, com Po a fazer parte dos Furious Five, sendo um ídolo para as crianças do Vale da Paz, tal como anteriormente Tigress, Viper, Crane, Monkey e Mantis foram para si. A entrada neste grupo corresponde a uma grande responsabilidade, com Po a ter de treinar arduamente não só para aprimorar as suas técnicas de combate, mas também para conseguir encontrar a paz interior, ao mesmo tempo que tem de defrontar os diversos inimigos que ameaçam a paz do território. A juntar a todos estes problemas, Poh tem ainda de lidar com várias questões de ordem pessoal, que surgem quando durante um combate, um símbolo de um dos seus inimigos faz-lhe ter um flashback da sua infância e descobrir que foi adoptado. Este símbolo é a insígnia do temível Lorde Shen, um pavão cujo destino está intrinsecamente ligado a Po, quando na sua infância é-lhe predestinado que será derrotado por um panda. Como tal, decide chacinar todos os pandas. Não é preciso ser um génio da dedução, para descobrirmos o que mais tarde foi revelado. Po foi abandonado no restaurante do Sr. Ping, para ser protegido da destruição levada a cabo por Shen, numa das mais belas cenas do filme, com os flashbacks a serem exibidos em animação tradicional.
 A confirmação de que foi adoptado deixa Po algo desiludido e confuso, ao mesmo tempo que tem de lidar com o maior desafio da sua vida: Salvar o Kung Fu. Após o Mestre Shifu anunciar que o Mestre Rhino Thundering (Victor Garber), líder do conselho de kung fu para proteger a cidade de Gongmen, foi morto por uma arma recém-desenvolvida, capaz de travar o kung fu, nomeadamente, o canhão, os Furious Five e Po terão de partir à aventura e travar os planos maquiavélicos de Lorde Shifu. O que Po não sabe é que o destino já tinha previsto este confronto entre si e Shen, e que o passado de ambos está intrinsecamente ligado pela perseguição que o pavão efectuou aos pandas gigantes para procurar livrar-se do seu nemesis e dominar a China a seu bel-prazer. Com o Kung Fu em causa pela descoberta da pólvora e do canhão, Po terá de salvar a China, o Kung Fu, e, ao mesmo tempo, procurar descobrir quem realmente é, numa jornada de auto-descoberta emocionante, que irá culminar no tenso confronto entre o Panda e o Pavão, num combate de proporções épicas em que o kung fu de Po será colocado à prova.
 Quando estreou em 2008, poucos esperavam que “Kung Fu Panda” conseguisse transformar-se numa das franquias de maior sucesso da Dreamworks, indo ficar lado a lado com “Shrek”. “Kung Fu Panda 2” não só comprova o porquê do primeiro filme ter sido tão bem sucedido, como expande esse universo narrativo, a ponto de apresentar uma história capaz de fazer inveja a muitos filmes com actores de carne e osso, que claramente supera a do filme original. Se o primeiro filme apresentava a aventura de Po como um “underdog” que efectuava a sua jornada até inesperadamente tornar-se num dos membros dos Cinco Furiosos, “Kung Fu Panda 2” apresenta o crescimento de Po como um herói que tem de assumir as responsabilidades que a função acarreta, ao mesmo tempo que tem de lidar com inesperados problemas da sua vida pessoal, assistindo-se a uma clara evolução no desenvolvimento do panda como personagem. Com o seu estilo atrapalhado e desajeitado, Po tem de lidar com vários problemas próprios da idade e relativos ao facto de ter sido adoptado. Aqui, os argumentistas trabalham uma temática bastante interessante e pouco comum para um filme de animação, que passa pela representação dos sentimentos das crianças/adolescentes que são adoptados, que na generalidade dos casos acabam por mais tarde ou mais cedo ter uma “crise” de identidade, querendo saber quem são os seus pais biológicos, porque é que estes o abandonaram, sobre o que os seus pais biológicos pensariam sobre a sua pessoa no presente, se os pais estarão vivos ou mortos, entre outras questões, que são retratadas de forma leve e sincera ao longo do filme. Esta era uma questão que já tinha aberto algumas dúvidas no primeiro filme, visto ser estranho um ganso ser pai de um panda, no entanto, visto tratar-se de um filme de animação, a temática acabou por ser esquecida pelo público, sendo agora reaberta e explorada de forma sincera.
 Ao mesmo tempo que esta jornada de auto-conhecimento e de crescimento de Po decorre, o rechonchudo panda terá de lidar com o seu maior desafio: salvar o kung fu, pouco tempo depois de ter aprendido a dominar algumas das suas técnicas. Mais uma vez, o filme apresenta um tema invulgar para o género, ao abordar de forma leve a introdução da pólvora na China, e a posterior utilização no canhão, o que culminou numa alteração das tácticas de guerra da época. Em “Kung Fu Panda 2” esta alteração vem tornar os guerreiros de kung fu obsoletos, visto que apenas um único disparo desta arma é capaz de fazer mais estragos do que os golpes acrobáticos dos guerreiros, com Po a ter de encontrar uma solução para vencer esta mortífera oposição, naquele que será um dos momentos mais entusiasmantes do filme. Mas não se pense que o filme apresenta um tom demasiado sério e denso, pelo contrário, os momentos de boa disposição predominam e quase sempre surgem das situações em que os personagens se envolvem e do estilo atrapalhado e ingénuo de Po, que levam-no a envolver-se em momentos verdadeiramente embaraçosos. Este não é um herói atormentado pelo fardo da responsabilidade, mas sim um herói que é apaixonado pelas suas funções, embora esse entusiasmo nem sempre seja reflectido nas melhores acções.
 O facto do personagem de Po conseguir criar uma grande empatia junto do grande público, deve-se também ao grande trabalho de Jack Black, cuja voz é um instrumento fulcral para o sucesso do personagem. Diga-se que o elenco de vozes volta a estar em bom nível, com especial relevo para Black, cuja carreira parece estar dependente de Po para não cair no total descrédito, e Gary Oldman, que em “Kung Fu Panda 2” dá voz ao temível Lord Shen. Oldman contribui para transformar o pavão num vilão tenebroso, ao qual não é alheio a forte construção que o guião elabora do personagem (que tem direito à sequência inicial do filme), cujo passado está intrinsecamente ligado ao de Po, o que vai incutir uma maior dramaticidade e emoção ao confronto entre os dois. Lorde Shen é das poucas novas adições que funcionam no enredo, ao contrário dos personagens de Jean-Claude Van Damme (Croc) e Dennis Haysbert (Storming Ox), cuja presença parece tão desnecessária como os seus personagens, que pouco ou nada foram desenvolvidos. Se Crog e Ox pouco ou nada são desenvolvidos, o mesmo não se pode dizer dos restantes personagens, nomeadamente os vários elementos dos Furious Five. Enquanto o Mestre Shifu continua a ser a voz da razão, que procura colocar algum bom senso no entusiasmo excessivo de Po, a Tigresa (Angelina Jolie) revela ser mais do que a confidente de Po, numa relação que pode vir a evoluir num romance no próximo filme da franquia. Da boa relação entre Tigress, Viper, Crane, Monkey, Mantis e Po, vai depender parte do bom resultado do filme, com estes mais do que a serem uma equipa, a formarem uma família que defende os seus elementos, de alma e coração.
 A jornada de auto-descoberta e crescimento de Po, ganha ainda mais interesse devido ao bom trabalho da equipa do departamento de animação do filme, que desenvolve um conjunto de cenários simplesmente deslumbrantes, aproveitando o facto do enredo desenrolar-se na China antiga e assim aproveitar o exotismo do local para o público ocidental. Os cenários são de excelente recorte, sobretudo no palácio do Lorde Shen, que se encontra recheado de pormenores deliciosos. A atenção ao detalhe é algo que não se fica pelos cenários, mas também pela utilização das cores dos mesmos, com as cenas onde está presente o antagonista a serem dominadas por tons escuros e pelos vermelhos, enquanto a presença de Po é rodeada de tons quentes e alegres. O trabalho da equipa de animação é também visível nas coreografias dos combates, com os personagens a movimentarem-se de forma fantástica, ao mesmo tempo que os seus movimentos são acompanhados por diversos sons, que chamam à atenção do espectador.
 Com um enredo superior a muitos filmes com actores de carne e osso, “Kung Fu Panda 2” junta ao magnífico trabalho da equipa do departamento de animação da Dreamworks um guião forte e uma história surpreendentemente cativante, que consegue prender o espectador do principio ao fim do filme. Mais do que uma sequela para o lucro fácil, “O Panda do Kung Fu 2” surge como um expansão do universo do personagem, numa aventura emocionante e bem construída, que coloca o personagem do filme com o desafio de enfrentar os problemas do seu passado para salvar o futuro da China e do kung fu. A estreante Jennifer Yuh mostra-se uma realizadora segura na sua estreia com uma longa-metragem de animação e logo num dos melhores filmes do ano, que promete ser o mais forte candidato a vencer o Óscar de 2011, na categoria de melhor filme de animação. Está aberto o caminho a “Kung Fu Panda 3”.

Classificação: 4 (em 5)

Ficha técnica:
Título original: “Kung Fu Panda 2”.
Título em Portugal: “O Panda do Kung Fu 2”.
Realizador: Jennifer Yuh.
Guião: Jonathan Aibel e Glenn Berger.
Elenco: Jack Black, Gary Oldman, Angelina Jolie, Dustin Hoffman, Lucy Liu, Seth Rogen, David Cross, Jackie Chan.