31 dezembro 2009

Último post do ano: As heroínas da década nos filmes de acção Japoneses.

Este post sobre as heroínas de acção Japonesas mais mediáticas da década, é o último de 2009, no Blog. Para o ano cá estarei, com a mesma vontade de sempre, assim a disponibilidade na agenda o permita. Em Janeiro as resenhas críticas irão parar devido ao apertar do calendário do Mestrado, mas em substituição serão publicados alguns artigos de investigação.

Quanto às actrizes Japonesas, a lista não foi feita por mim mas sim pela CNNGo, no entanto achei que merecia ser divulgada no Blog. Podem conferir neste link, http://www.cnngo.com/tokyo/none/asskicking-japanese-film-heroines-past-decade-779454 .

Cumprimentos, até para o Ano.

Avatar não desarma e continua a ter elevadas receitas de bilheteira

Para os que duvidavam da capacidade de Avatar em atingir uma receita de bilheteira capaz de suprir o elevado orçamento, essas duvidas podem ficar dissipadas, pois o filme continua a obter resultados de bilheteira extraordinários e promete não abrandar. O filme obteve mais 18.29 milhões na última terça-feira, tendo um total acumulado de 250.4 milhões em apenas 12 dias. A nível internacional, o filme já leva 476.2 milhões de dólares, pelo que a receita interna e externa de bilheteira apresenta valores acumulados de 726.6 milhões. A manterem-se estes valores parece que o estúdio não terá de esperar pela sequela e pelo merchandising para poder ultrapassar os elevados custos de produção e de promoção.

Sobre o Filme:
Em 1996, James Cameron encantou o Mundo com Titanic, maior sucesso de bilheteira de todos os tempos, superando os dois biliões de dólares. Em 2009, o mesmo James Cameron regressa às salas de cinema com Avatar, que representa não só um regresso do conceituado realizador após um longo afastamento, como também um regresso deste ao género da Ficção Científica.
Em Avatar a acção acontece no Século XXII, no Planeta Pandora. O personagem principal é Jake Sully, um antigo Marine confinado a viver numa cadeira de rodas. Inconformado com o seu estado de imobilidade, quer continuar a ser útil, é então que parte numa expedição ao Planeta Pandora. O propósito principal desta expedição é extrair um minério que vale qualquer coisa como vinte milhões de dólares por kg na terra. Devido a não conseguirem respirar em Pandora, e para facilitar a interacção com os nativos, os Na´Vi´S, os humanos utilizam um atalho de ligação, que os conecta a um corpo semelhante ao dos indígenas. Assim funcionam como uma espécie de híbrido, corpo de alienígena e mente de humano, a estes seres híbridos é dado o nome de Avatar.
Na forma de Avatar, Jake pode novamente andar, indo aproveitar a sua nova forma exterior para interagir e infiltrar-se no interior dos Na´Vis. Ao ter a sua vida em perigo é salvo por Neytiri, uma Na´Vi, que reluta em aceitar Jake pois este representa uma raça exterior que vem explorar e esgotar os recursos do seu mundo. À medida que a relação entre Jake e Neytiri vai-se aprofundando, este vai ter que lidar com conflito entre humanos e Na´Vis que poderá colocar um fim a Pandora. Ou seja um romance em tempos de guerra mas tudo num cenário futurista.
Mais informações no site oficial do filme: http://www.avatarmovie.com/ .

Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez, Giovanni Ribisi, Joel David Moore, CCH Pounder, Peter Mensah, Laz Alonso, Wes Studi, Stephen Lang, Matt Gerald

Avatar no Blogue: http://bogiecinema.blogspot.com/search?q=avatar

Inaugurado o site promocional de The Wolfman

No âmbito promocional de The Wolfman, a Universal inaugurou o site oficial do filme. Neste podemos assistir ao trailer, ler sobre licantropia, somos ainda remetidos a um link que nos leva aos clássicos do estúdio denominado Monsterlegacy. O site ainda tem muita informação a actualizar mas promete estar bastante interessante. Podem-no consultar em: http://www.thewolfmanmovie.com/.

Sinopse: O remake manterá o ambiente do primeiro filme, incluindo a época onde a história se desenrola, nomeadamente a Inglaterra vitoriana. No filme, Larry Talbot (Del Toro) regressa ao País de Gales para ir viver no castelo do pai. Neste regresso ao local conhece Gwen (Emily Blunt), por quem se apaixona, mas, numa fatídica noite, é mordido por um lobisomem, algo que amaldiçoará a sua existência.

The Wolfman, é o remake de um dos clássicos filmes de terror da Universal, agora com Benício del Toro no papel imortalizado por Lon Chaney Jr, tendo ainda como restantes membros do elenco, Emily Blunt, Hugo Weaving, Anthony Hopkins, Geraldine Chaplin.

The Wolfman no Blog: http://bogiecinema.blogspot.com/search?q=wolfman

30 dezembro 2009

Novo poster e clips com cenas de "The Yellow Handkerchief"

Com a data de estreia nos cinemas Norte-Americanos a aproximar-se, "The Yellow Handkerchief" ganhou um novo poster promocional (que podem ver no lado esquerdo do post) e vários clips com cenas do filme. No poster, sobressaem o quarteto de protagonistas formado por Kristen Stewart, Eddie Redmayne, William Hurt e Maria Bello.

Sinopse: O filme centra-se em três estranhos que embarcam numa viagem pelo Lousiana, após a passagem do Furacão Katrina pelo território. O filme segue assim Martine (Kristen Stewart), Gordy (Eddie Redmayne) e Brett (William Hurt), durante a viagem destes, onde irão procurar por um sentido na vida e o amor.

Após meses sem conseguir distribuidor para o filme, "The Yellow Handkerchief" acabou por lograr esse objectivo, após a Samuel Goldwyn adquirir os direitos de distribuição do filme. "The Yellow Handkerchief" tem estreia prevista para dia 10 de Fevereiro, de 2010, nos Estados Unidos, mesmo a tempo do dia de São Valentim.
Apesar da distribuição ser bastante limitada, o filme conseguiu fugir ao destino de muitos filmes Indie, o lançamento directo para DVD. A presença de Stewart sem duvida alguma irá pesar na bilheteira do filme, visto ter adquirido uma larga base de fãs com a saga de Twilight.

O filme é realizado por Udayan Prasad, realizador indiano pouco conhecido do sector mainstream. Já o roteiro fica a cargo de Erin Dignam, que regressa à escrita após cerca de dez anos parado.
Elenco: With William Hurt, Maria Bello, Kristen Stewart, Eddie Redmayne.

Clip 1:


Clip 2:


Clip 3:


Clip 4:

Alejandro Amenabar produz El Mal Ajeno

Após realizar Ágora, Alejandro Amenabar prepara-se para ver estrear um novo projecto seu nas salas de cinema, ainda que desta vez esteja no lugar de Produtor, delegando as funções de realizador em Oskar Santos. Esse novo projecto tem o título de El Mal Ajeno e terá entre os protagonistas Eduardo Noriega e Belén Rueda.

Sinopse: Diego é um médico habituado a lidar com situações extremas, pelo que se tornou imune ao sofrimento alheio. Quando Sara, uma das suas pacientes se tenta suicidar, Diego é acusado pelo namorado desta por ser o grande responsável. Durante um confronto intenso entre os dois, uma arma é apontada a Diego. Horas depois, este apenas se lembra do som de algo a disparar, e a estranha sensação de ter sido atingido por ter recebido mais do que um tiro.

O filme ainda não tem data de estreia definido.

Trailer:

Resenha Crítica: "Arma Mortífera 4" (Lethal Weapon 4)

Roger Murtaugh: Since I met Riggs, I've had my house destroyed, my car wrecked, and now my BOAT SUNK. What's left?

Após ter adiado a idade da reforma, Roger Murtaugh (Danny Glover) continua a envolver-se nos mais perigosos e bizarros casos ao lado de Martin Riggs (Mel Gibson), em “Arma Mortífera 4”, o quarto e último filme da popular saga. Desde que conheceu Riggs, o calmo Roger Murtaugh viu a sua casa ser invadida por três vezes, ser destruída, o seu carro ser danificado e o seu barco afundado. Para além de tudo isso, Murtaugh ganhou um companheiro para a vida, formando com Martin Riggs uma dupla sensacional, que é uma verdadeira “Arma Mortífera”. No quarto filme da saga, vários dos nomes que estiveram presentes nos anteriores filmes da saga estão de volta, entre os quais, Mel Gibson e Danny Glover como a dupla de protagonistas, Joe Pesci regressa como o agora detective Leo Getz, Richard Donner regressa para o cargo de realizador, entre outros elementos que contribuíram para a popularidade desta saga cinematográfica, que tanto sucesso fez junto do público.
 Nesta fase da saga, Richard Donner já tem uma estrutura narrativa pré-estabelecida, que não conheceu grandes alterações a partir do segundo filme da saga. Em “Arma Mortífera 4” voltamos a ter Riggs e Murtaugh num intrincado caso, nomeadamente, a ter de lidar com um perigoso psicopata com armas pirotécnicas que ameaçam a vida de todos os que se encontram nas redondezas. Claro está que a dupla de agentes resolve o caso de forma divertida e explosiva, e rapidamente são colocados num posto onde aparentemente não podem causar perigos. No entanto, durante um passeio de barco com Leo Getz, estes deparam-se com um estranho navio, que transporta ilegalmente um grupo de emigrantes ilegais da China, tendo em vista serem vendidos como escravos assim que chegarem aos Estados Unidos da América. No interior do barco, um dos chineses foi assassinado, para servir de exemplo para os restantes que não cumprissem com o prometido, algo que desperta a atenção da polícia, e claro está, chamou a atenção dos agora Capitães Martin Riggs e Roger Murtaugh, que logo começam no encalço dos criminosos. 
 As pistas levam-nos até ao perigoso criminoso Benny Chan (Kim Chan), mais conhecido como "Tio Benny", um indivíduo temido em Chinatown, que conta com o apoio de um letal elemento da tríade, Wah Sing K (Jet Li). Para resolverem este caso, Riggs e Murtaugh contam com a habitual (pouca) ajuda de Leo Getz e do jovem oficial Lee Butters (Chris Rock), um indivíduo espalhafatoso, que passa a vida a procurar agradar a Murtaugh, sem que este último descubra inicialmente as verdadeiras razões para isso. Pelo meio, Murtaugh abriga uma família ilegal que é perseguida pelo Tio Benny, Martin Riggs e Lorna Cole continuam indecisos sobre o casamento, embora o facto desta última estar grávida crie um certo sentido de urgência de tomada de decisão da dupla, e Murtaugh lida com o facto da filha estar grávida de um indivíduo cuja identidade apenas vai descobrir com o avançar do enredo.
 Richard Donner sabe o que os fãs da saga querem e não teve grandes problemas em repetir a velha fórmula da saga, algo que levou ao desgaste da mesma, embora a dupla formada por Martin Riggs e Roger Murtaugh continue divertida e carismática, parecendo muitas das vezes dois velhos amigos do público, que já sabe o que esperar desta divertida e eficaz dupla. Mel Gibson surge com o cabelo curto, um pouco mais contido, mas nem por isso menos irreverente. Riggs conheceu algumas alterações de filme para filme, deixando de ser um psicótico suicida para aos poucos tornar-se num polícia irreverente que acaba por assentar um pouco ao lado de Lorna Cole, de quem irá ter um filho. Danny Glover continua como o barómetro moral, e desta vez terá de lidar com o facto de a sua filha estar grávida de um homem que desconhece, até mais tarde descobrir que este é um colega seu de trabalho. 
 Quem também está de regresso é Joe Pesci como o “fura-vidas” Leo Getz, um indivíduo aldrabão mas de bom coração que procura estar sempre perto de Riggs e Murtaugh, embora nem sempre a sua presença seja desejada por ambos e a sua ajuda pouco acrescente. Quem tem menos tempo de antena em relação ao filme anterior é Rene Russo, embora protagonize algumas cenas emotivas, que contribuem para o desenvolvimento dos personagens e para o drama humano do filme, e claro está para algum bom humor. Quem se apresenta como muito provavelmente o vilão mais temido da saga é Jet Li, que apresenta uma vasta parafernália de golpes que deixa a dupla de agentes e todos os que se aproximam do caminho em bastante mau estado. Jet Li tem em Wah Sing K o primeiro vilão da sua carreira e diga-se que cumpre a tarefa bastante bem, embora praticamente não tenha diálogos, dependendo sobretudo da expressão corporal.
 Richard Donner volta a incutir no filme vários elementos que celebrizaram a saga, entre os quais, as cenas de acção frenéticas, que incluem mais uma vez perseguições de carros, explosões, lutas corpo a corpo, tiroteios, e muito mais, naquele que é provavelmente o filme mais bem conseguido neste quesito. Embora o drama humano não seja tão desenvolvido como nos filmes anteriores, temos ainda Riggs e Lorna Cole a lidarem com o facto desta última estar grávida e a possibilidade de casarem, Murtaugh a voltar a ver a sua casa ser invadida, e um grupo de chineses que chegam para serem vendidos como escravos e são ilegalmente salvos por Murtaugh, entre outros.
 Tal como nos filmes anteriores da saga, os argumentistas trabalham algumas questões problemáticas que afectam a sociedade e utilizam-nas nos vilões. No primeiro filme tínhamos o tráfico de droga e prostituição, no segundo filme da saga o tráfico de drogas e a impunidade dos diplomatas, no terceiro filme da saga o tráfico de armas e a utilização de armas pelos menores, enquanto que no quarto filme da saga temos o tráfico humano e a lavagem de dinheiro. Não que estas questões sejam amplamente debatidas ou analisadas ao longo do filme, mas servem sobretudo como um sinal de alerta para um problema que existe e não deve ser ignorado, sobretudo na forma desumana como são tratados muitos dos imigrantes ilegais. A juntar a tudo isto, temos ainda uma banda sonora que enriquece a narrativa (um pouco à imagem dos anteriores filmes da saga), onde não faltam temas musicais de Eric Clapton, Elton John, Sting, George Harrison, entre outros. A saga “Arma Mortífera” tem conseguido ter como imagem de marca uma banda sonora atractiva, que enriquece a narrativa, e no quarto filme da saga essa situação volta a ser notória.
  “Arma Mortífera 4” aparece recheado de todos os elementos que celebrizaram a saga. Não faltam explosões, perseguições, momentos de bom humor, algum drama humano, e uma dupla de agentes mais carismática do que nunca, que ao longo dos diferentes filmes tornaram-se “velhos conhecidos do público”. Longe de apresentar grandes evoluções em relação aos anteriores filmes da saga, Richard Donner cai em facilitismos e segue uma fórmula que se foi desgastando de filme para filme, embora nunca deixe de ser bem conseguida. Mais uma vez, Riggs e Murtaugh regressam em grande estilo para resolver um intrincado caso, ao mesmo tempo que começam a perceber que a idade começa a pesar nas suas acções, enquanto Mel Gibson e Danny Glover voltam a formar uma dupla que se complementa na perfeição e proporcionam ao espectador momentos de diversão, tensão, alguma emoção, ao interpretarem dois dos personagens mais populares da carreira de ambos. “Arma Mortífera 4” pode não ser o mais original filme da saga, mas certamente é um filme de acção e comédia muito acima da média, que consegue entreter o espectador como poucos filmes do género conseguem.

Ficha técnica:
Título Original: “Lethal Weapon 4”
Título em Portugal: “Arma Mortífera 4”
Título no Brasil: “Máquina Mortífera 4”
Realizador: Richard Donner.
Guião: Jeffrey Boam e Robert Mark Kamen.
Elenco: Mel Gibson, Danny Glover, Joe Pesci, Rene Russo, Jet Li, Chris Rock, Darlene Love, Traci Wolfe, Damon Hines.

Trailer de "Future X Cops"

No âmbito promocional de "Future X Cops", foi lançado um trailer do filme com a duração de c.90 segundos. No trailer pode-se destacar o cenário futurista, os fatos especiais utilizados pelos polícias do futuro e claro a cena do beijo entre Andy Lau e Barbie Hsu. O filme foi produzido em conjunto pelas produtoras, China Films Group, Scholar Multimedia (Taiwan), e Mega-Vision Pictures (Hong Kong), com um orçamento de 20 milhões de dólares.

Sinopse: A história centra-se num policia (Andy Lau), que viaja no tempo para frustrar uma conspiração corporativa contra um cientista, que criou uma nova tecnologia. Esta tecnologia coloca em perigo a vida deste cientista, pois ameaça o monopólio que controla os recursos naturais da cidade.

"Future X Cops" é realizado por Jing Wong, que também é o roteirista do filme.
Os duplos e a coreografia das cenas de acção ficaram a cargo do conhecido Tony Siu-Tung Ching (Hero," House of Flying Daggers).

Como curiosidade, há que referir que Andy Lau só aceitou participar no filme, após a 19ª alteração ao roteiro, tendo até então recusado participar no mesmo.

P.S. Será que foi só a mim que o filme fez lembrar o visual de Mega Man?

Trailer:


Fonte:http://asianfanatics.net/forum/topic/704884-release-of-fututure-x-cops-s-90-seconds-trailer-%3B-andy-lau-and-das-hot-kiss-trailer-included/

"Ghostbusters 3" vai mesmo acontecer

O Heeb Magazine entrevistou o actor, realizador, roteirista, Harold Ramis, sobre vários trabalhos efectuados por este ao longo da carreira. No entanto, houve uma resposta que despertou uma atenção especial por parte dos cinéfilos, nomeadamente, a de que o terceiro filme de Ghostbusters vai mesmo acontecer. A especulação em torno de "Ghostbusters 3" tem sido enorme, visto o projecto arrastar-se à longos anos, mas parece que desta vez, o projecto irá mesmo para a frente.

E já agora fiquem aqui com o trecho da entrevista da Heeb Magazine:

"Aqui vem a questão sobre Ghostbusters: O que acontecerá na parte três?

Algo irá acontecer. Dan [Aykroyd] escreveu um roteiro espectacular, há alguns anos atrás, mas ninguém estava motivado em leva-lo para a frente. Agora, 25 anos após o original, parece gerar-se alguma vontade em avançar com o projecto, e por parte do público parece existir um apetite maior para assistir à sequela. Iremos introduzir uma equipa de jovens Ghostbusters, e os velhos também lá estarão. Pensem em Christopher Lloyd no filme Back to the Future. Existem planos para as filmagens de "Ghostbusters 3" começarem no Verão e ser lançado em 2011."

Pelos vistos teremos um rejuvenescimento da franquia, que a ter êxito poderá ganhar mais sequelas visto o fulcro do filme ser a equipa de jovens Ghostbusters, estando a antiga equipa apenas para passar a Tocha, ganhar mais uns trocados e tentar aproveitar o factor de saudosismo causado por estes regressos de êxitos dos anos 80.

E para quem não tiver lido, Sigourney Weaver deu uma entrevista com alguns spoilers sobre o novo projecto, podem assistir aqui:
http://bogiecinema.blogspot.com/2009/12/sigourney-weaver-revela-alguns-detalhes.html

"St.Vincent" ganha reforços de peso no elenco

Segundo o site Twitchfilm, Mickey Rourke ganhou companhia no elenco de "St.Vincent", nomeadamente, Forest Whitaker, Ray Winstone e Gong Li, nomes que dispensam apresentações (sobretudo os dois primeiros).

Sinopse: St.Vincent centra-se num assassino profissional, que regressa ao seu antigo bairro, nas redondezas de Nova Iorque, para finalizar o assassínio de um informante. Para cumprir esta tarefa, vê-se na contingência de se ter de disfarçar como padre, para encontrar o alvo e cumprir o trabalho para o qual fora contratado durante a confissão do informante.

O filme será realizado por Walter Hill (Johnny Handsome; Supernova) e terá roteiro de Cameron Young. A data de estreia ainda é desconhecida.

2012 bate record de bilheteira na China.

Segundo o site do jornal "The Guardian", "2012" ultrapassou todos os records de bilheteira na China, atingindo como valores de box office acumulados nada mais nada menos do que 460m yuan, valores que destronam do primeiro lugar Transformers: Revenge of the Fallen, que tinha logrado atingir 400m yuan. Para terem mais ou menos uma noção destes valores, 50 milhões de euros. Estes valores demonstram a grande receptividade aos filmes Norte-Americanos na China, apesar da quota restritiva que permite a exibição de apenas 20 filmes estrangeiros, por ano nas salas.

O sucesso de 2012 é atribuído ao número crescente de salas de cinema na China e ao facto do tema ser bastante favorável à China, ou não fossem as arcas concebidas para salvar a humanidade construídas neste País.

Dia 4 de Janeiro estreia Avatar, que tem tido um desempenho assinalável nas bilheteiras, vamos ver como se irá sair na China, comprovando o cinema ser o melhor meio da diplomacia cultural Norte-Americana.

29 dezembro 2009

Avatar soma e segue

James Cameron, o homem que conquistou o Mundo com Titanic, ou melhor o record de melhor bilheteira de sempre, prepara-se para voltar a ter um sucesso estrondoso nas salas de Cinemas com Avatar. O filme teve uma semana de estreia em que apenas cumpriu os objectivos mínimos facturando 73 milhões de dólares, algo que se deveu ao facto de um grande número de salas de cinema no Norte dos Estados Unidos terem estado fechadas, devido às fortes tempestades, que se abateram no território. Na semana seguinte, o filme obteve valores semelhantes aos da primeira semana, algo muito raro nas receitas de bilheteira deste tipo de produções que geralmente costumam descer cerca de 50%, tendo esta segunda-feira obtido mais 19 milhões de dólares, estes valores são ainda mais significativos se tivermos em conta que é a sétima melhor receita de sempre numa segunda-feira. Este resultado leva a que o filme já tenha atingido os 232 milhões e ainda possa subir mais este valor. Com estes valores o filme poderá atingir o segundo lugar de melhor bilheteira de sempre, algo que permitiria a Cameron ficar com o 1º e 2º lugar do pódio. Para isso teria de ultrapassar Star Wars Episode III ($460.9 million) e The Dark Knight ($533.3 million).

Sobre o Filme:
Em 1996, James Cameron encantou o Mundo com Titanic, maior sucesso de bilheteira de todos os tempos, superando os dois biliões de dólares. Em 2009, o mesmo James Cameron regressa às salas de cinema com Avatar, que representa não só um regresso do conceituado realizador após um longo afastamento, como também um regresso deste ao género da Ficção Científica.
Em Avatar a acção acontece no Século XXII, no Planeta Pandora. O personagem principal é Jake Sully, um antigo Marine confinado a viver numa cadeira de rodas. Inconformado com o seu estado de imobilidade, quer continuar a ser útil, é então que parte numa expedição ao Planeta Pandora. O propósito principal desta expedição é extrair um minério que vale qualquer coisa como vinte milhões de dólares por kg na terra. Devido a não conseguirem respirar em Pandora, e para facilitar a interacção com os nativos, os Na´Vi´S, os humanos utilizam um atalho de ligação, que os conecta a um corpo semelhante ao dos indígenas. Assim funcionam como uma espécie de híbrido, corpo de alienígena e mente de humano, a estes seres híbridos é dado o nome de Avatar.
Na forma de Avatar, Jake pode novamente andar, indo aproveitar a sua nova forma exterior para interagir e infiltrar-se no interior dos Na´Vis. Ao ter a sua vida em perigo é salvo por Neytiri, uma Na´Vi, que reluta em aceitar Jake pois este representa uma raça exterior que vem explorar e esgotar os recursos do seu mundo. À medida que a relação entre Jake e Neytiri vai-se aprofundando, este vai ter que lidar com conflito entre humanos e Na´Vis que poderá colocar um fim a Pandora. Ou seja um romance em tempos de guerra mas tudo num cenário futurista.
Mais informações no site oficial do filme: http://www.avatarmovie.com/ .

Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez, Giovanni Ribisi, Joel David Moore, CCH Pounder, Peter Mensah, Laz Alonso, Wes Studi, Stephen Lang, Matt Gerald

Avatar no Blogue: http://bogiecinema.blogspot.com/search?q=avatar

Um ano em grande para a Warner Bros

A Warner Bros. Pictures Group projectou na Segunda-Feira, um box-office Mundial que totalizava 3.99 biliões de dólares, valores que superam o record de 2007. A nível interno, a Warner calcula que as receitas de bilheteira andarão a rondar os 2.13 biliões ultrpassando o anterior record de $1.79 biliões em 2008.

Estes resultados vêm reforçar o bom trabalho que tem sido feito pelo estúdio, que à nove anos consecutivos tem resultados superiores a 1 bilião de dólares (internamente).

O Presidente Jeff Robinov já se pronunciou sobre estes resultados, "estamos muito orgulhosos deste feito, este foi apenas possível com a conjugação de esforços entre os vários membros de um grupo talentoso."

Podem ler mais em:http://www.hollywoodreporter.com/hr/content_display/film/news/e3i5b1f69da4015d79c1e23e26be43b929e

Sobre The Imaginarium of Doctor Parnassus. Entrevistas, Trailer e Clip com oito cenas do filme.

Por muito que se tente evitar, The Imaginarium of Doctor Parnassus, ficará para sempre marcado como o último filme de Heath Ledger antes de falecer. O filme estreou em circuito limitado nos Estados Unidos, pelo que têm abundado informações sobre o filme. Nesse sentido aproveito este post para divulgar o trailer do filme, entrevistas a Terry Gilliam, Lily Cole, Andrew Garfield.

Sinopse: The Imaginarium of Doctor Parnassus" centra-se no Dr. Parnassus e o seu extraordinário 'Imaginarium', um espectáculo itinerante, onde o público poderá escolher entre luz e alegria, ou trevas e tristeza. À muito tempo atrás, Dr.Parnassus efectuou um pacto com o diabo, no qual se tornaria imortal. Vários séculos depois, ao encontrar o amor da sua vida, Dr.Parnassus decide efectuar outro pacto com o Diabo, indo trocar a imortalidade pela juventude, com a condição de que o seu primeiro filho ou a sua primeira filha, passaria a ser propriedade de Mr.Nick, quando fizesse 16 anos.

Valentina está cada vez mais próxima de chegar a essa idade, algo que deixa Dr.Parnassus desesperado para a proteger desse destino. Nesse sentido faz uma renegociação com o diabo, onde o vencedor teria de ser o primeiro a seduzir cinco almas. Nesta cativante e explosiva corrida contra o tempo para corrigir os erros do passado.

Elenco:Heath Ledger, Christopher Plummer, Tom Waits, Lily Cole, Andrew Garfield, Verne Troyer, Johnny Depp, Colin Farrell, Jude Law.

Trailer:


Clip com oito cenas:


Entrevista a Terry Gilliam e a Lily Cole:

Entrevista a Terry Gilliam, Lily Cole e Andrew Garfield (durante a presença destes no Festival de Cannes de 2009):


Entrevista de Terry Gilliam ao Empire:

28 dezembro 2009

Mais uma entrevista a Jason Reitman sobre "Up in the Air"

No âmbito de divulgação de Up in the Air, os envolvidos na produção têm concedido diversas entrevistas nos mais variados meios de comunicação. Nesse sentido, o Hollywood Reporter entrevistou o realizador, Jason Reitman, sobre o filme, bem como sobre o seu fascínio por trabalhar personagens que à partida seriam odiosas, as alterações que tiveram de ser feitas ao roteiro devido às crise económica Mundial, pois não seria apelativo fazer um filme baseado apenas na premissa de um indivíduo que ganha a vida a despedir funcionários da empresa. Podem ver a entrevista no final do post. Esta é a segunda entrevista a Jason Reitman colocada no blog, sendo que quem não viu a anterior pode ver aqui http://bogiecinema.blogspot.com/2009/12/entrevista-jason-reitman-sobre-up-in.html

Sinopse: "Up in the Air" centra-se em Ryan Bingham (George Clooney), um Conselheiro de Transições de Carreira, que adora a vida de viajar de um lado para o outro, que é forçado a lutar pelo seu trabalho quando a companhia onde trabalha reduz o orçamento para viagens. É lhe requerido que passe mais tempo em casa, justamente quando este estava prestes a cumprir o grande objectivo de atingir 10 milhões de milhas em voos, e quando tinha conhecido outra viajante compulsiva (Vera Farmiga) que preenchia os seus sonhos.

"Up in the Air" tem estreia num número limitado de salas, prevista para dia 4 de Dezembro indo expandir-se até dia 25 do mesmo mês. O filme tem direcção de Jason Reitman (Juno; Thank You For Smoking), tendo roteiro inspirado no romance escrito por Walter Kirn. O filme tem no elenco, George Clooney, Vera Farmiga, Anna Kendrick, Jason Bateman, Tamala Jones, Danny McBride, entre outros.

Up in the Air no Blog: http://bogiecinema.blogspot.com/search?q=up+in+the+air


Entrevista:

Sequela/Prequela de Inglorious Basterds ou Kill Bill terão de esperar

Quentin Tarantino já tem planeado qual será o seu novo projecto. O realizador em entrevista ao New York Magazine, disse que estava trabalhar num projecto "mais pequeno, menos épico (...) sendo um género diferente." Segundo Tarantino, o projecto poderá estar terminado após 5 a 6 meses de escrita intensiva (o que no caso de Tarantino quer dizer muito pouco). Assim o realizador afasta dos planos imediatos as sequelas/prequelas de "Inglourious Basterds" ou "Kill Bill."

E já agora fica aqui o excerto sobre as reacções a Inglorious Basterds em Israel:

Tarantino “Em Israel, estava a assistir ao filme, e entretanto tinha chegado à sequência do Cinema. E literalmente, não quando Hitler é morto, mas quando Shoshanna dizsay, ‘Esta é a face da vingança Judaica", todo o cinema entrou numa erupção de aplausos. Acho que dois tipos começaram isso e depois as outras pessoas juntaram-se. E sabes uma coisa? Aquilo foi violento. Foi assustador. Havia violência presente naqueles aplausos, não era a mesma coisa que aplaudir Indiana Jones. Existe algo de sanguinolento naquilo. (...) Foi uma experiência feroz. Mas foi uma grande experiência e foi real.”

Querem ler mais sobre a entrevista? http://nymag.com/daily/entertainment/2009/12/exclusive_quentin_tarantino_on.html

27 dezembro 2009

Box Office de dias 25 a 27 de Dezembro

Os resultados do Box Office, desta semana, já foram actualizados, nos sites Coming Soon e Box Office Mojo (podem conferir a tabela no fim do post). Esta semana o Box Office Norte-Americano bateu vários records. Desde logo porque foi o melhor resultado de bilheteira de sempre em apenas uma semana, foram 275 milhões de dólares, superando assim o anterior record de 260 milhões de 18 de Julho de 2008. Para este resultado estrondoso, muito contribuiu o resultado extraordinário do top 3. Avatar com 75 milhões de dólares, não só manteve o primeiro lugar, como também obteve o honroso segundo lugar, como a melhor bilheteira na segunda semana em exibição, sendo apenas superado por The Dark Knight. De referir, que Avatar desceu apenas 2% em relação à semana anterior, obtendo um total acumulado de bilheteira interna 212 milhões de dólares, sendo que a nível Mundial já soma 617 milhões de dólares. Para além disso, Sherlock Holmes, o segundo classificado, obteve a melhor bilheteira de sempre para um filme que estreia no dia 25 de Dezembro e para além disso é a segunda melhor bilheteira de sempre de um filme que não ficou em 1ºlugar. Em terceiro lugar ficou a sequela de Alvin and The Chipmunks, que obteve 77 milhões ao longo da semana e 50 milhões nos três dias referentes à bilheteira. Assim o resultado apresenta um acréscimo de cerca de 100 milhões em relação a Dezembro do ano passado, sendo um mês para recordar em Hollywood, visto que em tempos de suposta crise, consegue obter o seu melhor resultado de sempre.

Quanto a Avatar, como já foi referido, ficou em primeiro lugar, logrando o que muitos pensavam ser impossível, manter a bilheteira da semana anterior, o filme promete chegar com facilidade aos 300 milhões, resta saber se a fasquia poderá ser colocada nos 400 milhões. Apesar dos altos valores de bilheteira, há que referir os cerca de 500 milhões de dólares de orçamento, fora o investimento em publicidade, algo que torna o investimento pouco rentável a curto prazo, no entanto, com merchandising, mercado de DVD´s e Blue-Ray, fora as possíveis sequelas, a FOX se não recuperar o investimento no imediato, com toda a certeza recuperará no longo prazo.

Sobre o Filme:
Em 1996, James Cameron encantou o Mundo com Titanic, maior sucesso de bilheteira de todos os tempos, superando os dois biliões de dólares. Em 2009, o mesmo James Cameron regressa às salas de cinema com Avatar, que representa não só um regresso do conceituado realizador após um longo afastamento, como também um regresso deste ao género da Ficção Científica.
Em Avatar a acção acontece no Século XXII, no Planeta Pandora. O personagem principal é Jake Sully, um antigo Marine confinado a viver numa cadeira de rodas. Inconformado com o seu estado de imobilidade, quer continuar a ser útil, é então que parte numa expedição ao Planeta Pandora. O propósito principal desta expedição é extrair um minério que vale qualquer coisa como vinte milhões de dólares por kg na terra. Devido a não conseguirem respirar em Pandora, e para facilitar a interacção com os nativos, os Na´Vi´S, os humanos utilizam um atalho de ligação, que os conecta a um corpo semelhante ao dos indígenas. Assim funcionam como uma espécie de híbrido, corpo de alienígena e mente de humano, a estes seres híbridos é dado o nome de Avatar.
Na forma de Avatar, Jake pode novamente andar, indo aproveitar a sua nova forma exterior para interagir e infiltrar-se no interior dos Na´Vis. Ao ter a sua vida em perigo é salvo por Neytiri, uma Na´Vi, que reluta em aceitar Jake pois este representa uma raça exterior que vem explorar e esgotar os recursos do seu mundo. À medida que a relação entre Jake e Neytiri vai-se aprofundando, este vai ter que lidar com conflito entre humanos e Na´Vis que poderá colocar um fim a Pandora. Ou seja um romance em tempos de guerra mas tudo num cenário futurista.
Mais informações no site oficial do filme: http://www.avatarmovie.com/ .

Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez, Giovanni Ribisi, Joel David Moore, CCH Pounder, Peter Mensah, Laz Alonso, Wes Studi, Stephen Lang, Matt Gerald

Avatar no Blogue: http://bogiecinema.blogspot.com/search?q=avatar

O segundo lugar ficou para Sherlock Holmes, que marca um regresso em grande do famoso detective, para além de ser a melhor bilheteira de sempre para Guy Ritchie, que vê assim relançada a sua carreira em Hollywood, após uns anos fora das boas graças do público. Sherlock Holmes obteve 65,380,000 dólares em 3,626 salas, valores muito bons para o filme e que contribuíram para esta semana ser memorável para as bilheteiras em Hollywood.

Sobre Sherlock Holmes; Nos últimos anos, o personagem criado por Sir Artur Conan Doyle tem andado arredado das salas de Cinema, nomeadamente, desde 1985, quando Barry Levinson realizou, Young Sherlock Holmes, numa tentativa de chamar um público mais jovem à sala, ou seja de tornar o filme mais sedutor. Assim, 2009 marca o regresso do famoso detective, ainda que com um update que o transfigura da versão a que estávamos habituados a ver com Basil Rathbone como protagonista. O filme ganha assim uma maior contemporaneidade para satisfazer os gostos do público actual, ou não tivessem as obras cinematográficas dependentes do público que a assiste.

Sherlock Holmes é realizado por Guy Ritchie, e protagonizado por Robert Downey Jr (Sherlock Holmes), Jude Law (Mr.Watson), Rachel McAdams (Irene Adler) e Mark Strong como o vilão Lord Blackwood. O filme tem gerado alguma expectativa, tendo agora na nomeação de Robert Downey Jr para o Globo de Ouro de Melhor Actor na categoria de comédia ou musical um dos seus pontos altos.

O filme é inspirado na Graphic Novel de Lionel Wigram intitulada Sherlock Holmes. A obra de Wigram vai trazer algumas alterações à visão mais divulgada do personagem, indo eliminar alguns hábitos vitorianos, colocando um maior enfoque na ação, contendo inclusive elementos presentes nos primeiros textos de Arthur Conan Doyle com o personagem, como a sua habilidade em desportos como boxe e esgrima.

Em terceiro lugar ficou Alvin and The Chipmunks: The Squeakquel, que obteve 50 milhões de dólares, o que a juntar ao facto de ter estreado mais cedo do que Sherlock Holmes, tenha obtido uma bilheteira total de 77 milhões de dólares, valores muito superiores ao do primeiro filme, que obteve 44,3 milhões de dólares na estreia.

Sobre o filme:
Após o sucesso de bilheteira do primeiro filme, uma sequela era esperada, e o que é que uma sequela deve conter? Tudo o que primeiro filme contém mas em dobro, e é isso que acontece com Alvin and Chipmunks com a introdução das Chipettes, ou seja não teremos três mas sim seis esquilos a estrelarem a sequela. A continuar neste ritmo o ideal era no terceiro filme envelhecerem os personagens, para estes puderem ter filhos e assim em vez de seis teríamos nove esquilos. Brincadeiras à parte, o primeiro filme fez mais de 350 milhões de dólares em receitas de bilheteira, algo assinalável para um filme de cariz infantil, assim é mais do que lógico que tenha sido realizada uma sequela.

Na sequela, Alvin, Simon e Theodore acabam por ficar a cargo do sobrinho de Dave Seville, Toby (Zachary Levi). Os esquilos necessitam colocar de lado o mundo da musica para voltarem a cuidar dos estudos. No entanto, o regresso às aulas não significa deixar a música, estes são desafiados a salvar o programa musical da escola, ao vencerem o prémio de 25 mil dólares, numa batalha que oporá várias bandas musicais. É aqui que os três irmãos irão encontrar o maior desafio da sua curta carreira, as Chipettes, Brittany, Eleanor and Jeanette.

The Princess and the Frog, que marca o regresso da Disney ao estilo clássico de animação. O filme obteve 12,2 milhões de dólares, apresentando uma queda de quase 50% em relação à semana anterior, somando 44,756,000 de dólares. O filme ocorre em New Orleans, nos anos em que o Jazz estava a emergir, sendo que a acção centra-se em Tiana, a primeira princesa negra da Disney, demonstrando um claro sinal de abertura, que vem com largos anos de atraso, que se vê numa situação amorosa com um "príncipe" que se transformou em sapo, numa adaptação que dá alguma contemporaneidade ao conto.

O quarto lugar coube a It´s Complicated, filme que fugiu um pouco dos radares da imprensa ao estrear ao lado de Sherlock Holmes e Alvin, mas não fugiu dos radares dos espectadores, que aderiram muito bem ao filme, foram cerca de 22 milhões de dólares. O filme é realizado por Nancy Meyers (The Holiday) e protagonizado por Meryl Streep, Steve Martin, Alec Baldwin.

Sobre o filme: Jane (Streep) é mãe de três filhos, e divorciada de Jake (Baldwin). Uma década após o fim da relação, reencontra o ex-marido, durante a festa de graduação do filho. Durante esta cerimónia, descobre que o anterior esposo está casado com uma mulher muito mais nova, é então que as coisas começam a ficar complicadas, quando Jake e Jane se voltam a apaixonar, sobretudo quando aparece Adam (Martin), que se apaixona por Jane.

O quinto lugar ficou para Up in the Air, que finalmente ganhou um circuito comercial mais amplo após ter estado durante três semanas em circuito restrito com resultados excepcionais. Desta vez o filme obteve 11,755 milhões de dólares em 1895 salas, obtendo um total acumulado de 24,5 milhões, o que o aproxima do seu orçamento de 25 milhões de dólares.

Sinopse: "Up in the Air" centra-se em Ryan Bingham (George Clooney), um Conselheiro de Transições de Carreira, que adora a vida de viajar de um lado para o outro, que é forçado a lutar pelo seu trabalho quando a companhia onde trabalha reduz o orçamento para viagens. É lhe requerido que passe mais tempo em casa, justamente quando este estava prestes a cumprir o grande objectivo de atingir 10 milhões de milhas em voos, e quando tinha conhecido outra viajante compulsiva (Vera Farmiga) que preenchia os seus sonhos.

O filme tem direcção de Jason Reitman (Juno; Thank You For Smoking), tendo roteiro inspirado no romance escrito por Walter Kirn. O filme tem no elenco, George Clooney, Vera Farmiga, Anna Kendrick, Jason Bateman, Tamala Jones, Danny McBride, entre outros.

Up in the Air no Blog:
http://bogiecinema.blogspot.com/2009/11/entrevista-anna-kendrick-sobre-up-in.html

O sexto lugar coube a "The Blind Side", o filme protagonizado por Sandra Bullock foi uma das grandes surpresas deste Inverno, durando mais tempo no Top10 do que New Moon, que estreou ao mesmo tempo. O filme facturou cerca de 11 milhões de dólares, em 3,388 salas, num total acumulado de 184 milhões de dólares. Os valores ultrapassam largamente o orçamento de 29 milhões de dólares, sendo um dos maiores sucessos da carreira de Sandra Bullock.

Baseado no caso real do jogador Michael Oher (que não aprovou totalmente a realização do filme), o filme com roteiro e realização de John Lee Hancock, centra-se num jovem sem abrigo afro-americano, que é adoptado pelos Touhys, uma família branca de classe média, que o ajuda a desenvolver o potencial que tem dentro e fora do campo de futebol americano. Ao mesmo tempo, a presença de Oher junto da vida dos Touhys, vai levá-los a descobrirem-se a si próprios.
Elenco: Sandra Bullock, Tim McGraw, Kathy Bates, Quinton Aaron, Lily Collins, Jae Head.

De referir ainda o oitavo lugar de Nine, musical realizado por Rob Marshall que obteve 5,554 milhões de dólares em 1,412 salas, esperando-se que estes valores venham a aumentar cada vez mais durante as semanas que aí vêm.

Sinopse: "Nine" é um musical vibrante e provocativo, que segue a vida do realizador Guido Contini (Daniel Day-Lewis), quando este chega a uma crise pessoal e criativa de proporções épicas. Enquanto isso terá de lidar com a miríade de mulheres que circulam à sua volta, incluindo a sua esposa (Marion Cotillard), a amante (Penelope Cruz), a sua musa cinematográfica(Nicole Kidman), a sua confidente e figurinista (Judi Dench), uma jovem jornalista de moda Americana (Kate Hudson), a prostituta da sua juventude(Stacy "Fergie" Ferguson) e a sua mulher (Sophia Loren). O filme foi inspirado no clássico de Federico Fellini, "8 1/2", tendo também inspirado dois espectáculos da Broadway, com o mesmo nome, uma em 1982, que foi nomeada para 12 Tony Awards e venceu 5. O revival em 2003, foi nomeado para 8 Tony Award e venceu dois.

O filme é realizado por Rob Marshall (Chicago; Memoirs of a Geisha"), tendo roteiro de Michael Tolkin e Anthony Minghella. A estreia está prevista para dia 25 de Novembro nas salas Norte Americanas e promete ser um dos grandes destaques do final do ano. Quanto às salas Portuguesas, para variar chegará com um atraso significante, nomeadamente 14 de Janeiro, o que poderá ser bastante gravoso tendo em conta a facilidade, que estes filmes candidatos aos prémios caem nos sites de Downloads ilegais.

De referir ainda, que as receitas de bilheteira internas da Warner Bros superaram os 2 biliões de dólares, o que é um record para a indústria cinematográfica, sobretudo se tivermos em conta que estes números ainda vão aumentar consideravelmente pois o ano ainda não acabou.

Entrevista a Scarlett Johansson sobre Iron Man 2

No âmbito promocional de Iron Man 2, o ET Entertainement entrevistou Scarlett Johansson sobre o filme. Na entrevista, Scarlett fala sobre o seu (pouco) conhecimento sobre Comic Books, sobre o treino para o filme, sobre como é trabalhar num elenco rodeado por homens, entre outros assuntos. Podem ver a entrevista no final do post.

Na sequela, Jon Favreau volta à cadeira de realizador, após o sucesso do primeiro filme. Quanto ao elenco, há que destacar a adição de quatro nomes. Desde logo Don Cheadle que substitui Terrence Howard como Jim Rhodes (War Machine); Mickey Rourke como o vilão Whiplash, que no filme também apresenta características semelhantes a outro dos vilões de Iron Man nos Comics, nomeadamente, Crimson Dynamo; Sam Rockwell interpreta Justin Hammer, um empresário multi-bilionário, rival de Tony Stark (Iron Man); por último, a voluptuosa Scarlett Johansson interpreta Natasha Romanoff (Black Widow).

O elenco do filme é constituído por, Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle, Jon Favreau, Mickey Rourke, Sam Rockwell, Samuel L. Jackson, Scarlett Johansson, Garry Shandling, John Slattery, Kate Mara, Clark Gregg e Olivia Munn. O roteiro fica a cargo de Justin Theroux, conhecido desde o êxito Tropic Thunder.

Entrevista:

Morgan Freeman: The Power of Words. Um caso onde o mediatismo pode ajudar uma causa maior.

Entrevista a Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt sobre 500 Days of Summer

Hoje parece o dia dedicado a 500 Days of Summer, no Blog, esta situação deve-se à grande quantidade de material que tenho encontrado sobre o filme, que merece ser amplamente divulgado. Desta vez coloco as entrevistas a Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt, o casal de protagonistas do filme. Nestas falam sobre o seu trabalho, sobre o poster do filme, sobre as músicas, sobre responderem sempre às mesmas questões, podem ver os vídeos no final do post. Vejam estão bastante interessantes.

O filme centra-se numa história de amor diferente daquilo a que estamos habituados. Tom Hansen (Gordon-Levitt), é um criador de postais comemorativos e um romântico incurável, este apaixona-se pela sua chefe Summer (Zooey Deschanel). Os dois acabam por desenvolver uma relação amorosa, mas existe um problema... Summer não acredita no amor. Os dois acabam por se separar e este acaba por mergulhar nos 500 dias que passaram juntos para perceber o que falhou na relação dos dois. As reflexões retiradas durante este período, irão fazer com que este redescubra as verdadeiras paixões da sua vida.

O filme marca a estreia de Marc Webb na realização, tendo o filme roteiro dos já citados Scott Neustadter e Michael H. Weber.

Elenco: Zooey Deschanel, Joseph Gordon-Levitt, Clark Gregg, Minka Kelly, Rachel Boston, Matthew Gray Gubler, Chloe Moretz.

Entrevista a Zooey Deschanel:


Entrevista a Gordon-Levitt:

Poster de The Last Song

A Touchstone Pictures lançou o online o poster de The Last Song, o grande destaque vai para a dupla de protagonistas formada por Miley Cyrus e Liam Hemsworth, como podem ver na imagem do lado esquerdo do post. O filme tem roteiro adaptado do livro com o mesmo título de Nicolas Sparks, que vê assim mais uma obra sua ser adaptada para o grande ecrã após, "Message in a Bottle", "A Walk to Remember," "The Notebook","Nights in Rodanthe". O drama tem no elenco Miley Cyrus, Bobby Coleman, Liam Hemsworth, Hallock Beals, Nick Lashaway, Carly Chaikin, Kelly Preston, Greg Kinnear, entre outros.

Sinopse: A história do filme ocorre numa pequena cidade Sulista próxima da praia, onde um pai distante da sua filha adolescente tem a chance de passar o Verão com esta (Cyrus), que preferia estar em casa, na cidade de Nova Iorque a estar com o pai. Steve Miller (Greg Kinner) vai aproveitar esta oportunidade para reconectar-se com a filha, apesar de a única coisa que têm em comum ser a música. Numa história onde a segredos da família, amizade, primeiros amores são revelados e segundas oportunidades têm lugar num típico romance de Nicholas Sparks.

O filme tem estreia marcada para 2 de Abril de 2010, nas salas Norte-Americanas.

Trailer:

Resenha Crítica: "Arma Mortífera 3" (Lethal Weapon 3)

 Martin Riggs (Mel Gibson) e Roger Murtaugh (Danny Glover) estão de volta para o terceiro filme da saga “Arma Mortífera”. Desta vez, a famosa dupla de agentes não terá de lidar com um perigoso grupo de traficantes de droga, nem com um grupo de diplomatas sul-africanos, mas sim com um grupo de traficantes de armas, que é liderado por Jack Travis (Stuart Wilson), um antigo polícia, um indivíduo violento e corrupto que tudo fará para concluir os seus negócios obscuros e eliminar todos os seus inimigos... incluindo Riggs e Murtaugh. Novamente realizado por Richard Donner, “Arma Mortífera 3” volta a contar com Mel Gibson e Danny Glover, como a carismática dupla de agentes da polícia, para além de Joe Pesci como o eterno aldrabão Leo Getz, e a adição da bela Rene Russo, como Lorna Cole, uma sargento da administração interna que promete despertar a atenção de Riggs.
 Seguindo a estrutura do segundo filme da saga, “Arma Mortífera 3” começa com Martin Riggs e Roger Murtaugh a tentarem resolver um intrincado caso, nomeadamente a tentarem desactivar uma bomba. Claro está que a missão não corre como esperado, e a dupla é temporariamente despromovida para agentes de campo, precisamente quando faltam apenas sete dias para Murtaugh reformar-se. O que parecia uma tarefa de relativa facilidade, logo transforma-se num intrincado caso que envolve o tráfico de armas, um grupo de jovens delinquentes e o líder do grupo, um antigo Tenente da polícia, Jack Travis (Stuart Wilson), um indivíduo impiedoso que vai colocar a vida destes em perigo.
 A saga “Arma Mortífera” manteve uma vitalidade bastante interessante ao longo das diversas obras, embora não apresente grandes alterações em relação à estrutura de cada filme. Ao chegarmos a “Arma Mortífera 3”, Richard Donner parece ter encontrado uma fórmula de sucesso semelhante à obra cinematográfica anterior, ao colocar logo de início a dupla de protagonistas numa missão de alto risco, para posteriormente deixá-los numa tarefa de aparente menor dificuldade, que logo se revela a alavanca para um caso de maiores proporções, nomeadamente o tráfico de armas, e assim pegar numa questão problemática para a sociedade, abordando ainda a utilização de armas por menores. Diga-se que esta situação não é nova na saga, com os argumentistas a trabalharem uma problemática que afecta a sociedade e utilizá-la nos vilões. No primeiro filme tínhamos o tráfico de droga e prostituição, no segundo filme da saga o tráfico de drogas e a impunidade dos diplomatas, no terceiro filme da saga o tráfico de armas e a utilização de armas pelos menores.
 Não que estas questões sejam amplamente debatidas ou analisadas ao longo do filme, mas servem sobretudo como um sinal de alerta para um problema que existe e não deve ser ignorado. Tal como em “Arma Mortífera 1” e “Arma Mortífera 2”, não faltam as cenas de acção intensas, perseguições emocionantes, momentos de algum drama familiar no seio da família de Murtaugh, muito humor, e Mel Gibson e Danny Glover a segurarem um filme às costas, acompanhados por um Joe Pesci muitas das vezes hilariante e uma Rene Russo que se revela uma boa adição para o elenco. Diga-se que um dos méritos de “Arma Mortífera” passa pela forma como consegue integrar os novos elementos que surgem para “refrescar” o enredo. No caso de Rene Russo, esta vem abalar um pouco a forma de trabalhar de Riggs e Murtaugh, ao interpretar Lorna Cole, o semelhante feminino a Martin Riggs, dura e irreverente, esta aos poucos acaba por ceder aos encantos de Riggs, sobretudo depois da célebre cena em que ambos mostram as suas “feridas de guerra”. A grande força desta saga está no carisma e grande química da dupla formada por Danny Glover e Mel Gibson.
 No terceiro filme da saga os personagens estão mais familiarizados do que nunca, partilhando alegrias e tristezas, sendo praticamente uma dupla de “irmãos”, algo que fica confirmado nas palavras de Riggs para Murtaugh, quando este último entra em depressão após uma decisão mais complicada “You selfish bastard! You selfish bastard, you're just thinking about yourself! What about me? We're partners, we are partners. What happens to you, happens to me”. Riggs aparece como um elemento mais cómico e menos deprimido com o passado do que nos dois filmes anteriores, embora mantenha a irreverência do costume, com Mel Gibson e ter aqui um dos melhores personagens da sua carreira, num desempenho notável e que faz lamentar o ostracismo a que tem sido sujeito nos últimos tempos. Danny Glover volta a ser o barómetro moral como Murtaugh, um polícia veterano que procura tentar manter-se vivo até à reforma, enquanto procura lidar com problemas familiares, nomeadamente as estranhas amizades do seu filho. A juntar a todos estes personagens temos Joe Pesci como Leo Getz, um ex-contabilista corrupto que virou vendedor imobiliário, um indivíduo espalhafatoso, que serve como alívio cómico do enredo, e Stuart Wilson como Jack Travis, um vilão perigoso que vai desafiar a dupla de agentes e colocar a vida destes em verdadeiro perigo.
 Richard Donner chega a esta fase da saga com a noção do que resulta e o que não resulta no enredo, obedecendo a uma estrutura codificada nos filmes anteriores, exacerbando as cenas de acção (mais emocionantes do que nunca) e de humor, embora o desenvolvimento dos personagens não seja tão notório como nos restantes filmes. As cenas de acção são impressionantes, desde perseguições frenéticas, tiroteios, até ao emotivo e explosivo final, onde sentimos que o perigo se aproxima, tudo acompanhado por uma banda sonora emotiva e adequada. “Arma Mortífera” coloca Riggs e Murtaugh numa aventura mais dura e perigosa do que nunca, num filme de acção e comédia que tem todos os condimentos para entreter o espectador, embora peque pela falta de ambição de não tentar inovar em relação aos anteriores filmes da saga. Richard Donner aposta forte na dinâmica entre os personagens interpretados por Mel Gibson e Danny Glover, nas cenas de acção de tirar a respiração, e nos vários elementos de comédia. Gibson e Glover voltam a “encher” o grande ecrã como uma dupla de polícias carismática, em que as personalidades distintas complementam-se, tornando a dupla numa “Arma Mortífera”. A juntar a tudo isso, temos um Joe Pesci como alívio cómico e uma Rene Russo como uma “versão feminina” de Martin Riggs. Recheado de acção, tensão e elementos de comédia, “Arma Mortífera 3” vai certamente agradar aos fãs da saga.

Ficha técnica:
Título Original: “Lethal Weapon 3”
Título em Portugal: “Arma Mortífera 3”
Título no Brasil: “Máquina Mortífera 3”
Realizador: Richard Donner.
Guião: Jeffrey Boam e Robert Mark Kamen.
Elenco: Mel Gibson, Danny Glover, Joe Pesci, Rene Russo, Stuart Wilson, Darlene Love, Traci Wolfe, Damon Hines, Steve Kahan.

Trailer de Warlords

War Lords ou melhor Tau ming chong, estreou na China, no dia 12 de Dezembro de 2007, por cá estreou no dia 22 de Janeiro deste ano, e incrivelmente só no dia 22 de Abril de 2010 é que chegará ao circuito comercial Norte-Americano, tendo apenas sido exibido em alguns festivais. No sentido de divulgação do filme no mercado Norte-Americano, foi colocado online, um trailer, mais precisamente no dia 25 de Dezembro. O filme tem como atractivo especial juntar no elenco os astros Andy Lau, Jet Li e Takeshi Kaneshiro.

Sinopse: Warlords ocorre no meio de um clima de guerra e sublevação política, nomeadamente, durante a Rebelião Taiping, que ocorreu entre 1851 e 1864. Jet Li interpreta o General Pang, que após sobreviver ao massacre que vitimou os seus soldados por se fingir de morto, junta-se a um grupo de bandidos liderados por Er Hu (Lau) e Wu Yang (Kaneshiro). Após combaterem os invasores de uma vila indefesa, os três decidem fazer um juramento para se tornarem "irmãos de sangue", prestando lealdade uns aos outros até à morte. No entanto, nem tudo é sempre tão linear quanto parece, pois ao verem-se envolvidos numa teia de engano político, e num triângulo amoroso que envolve Pang, Er Hu e uma linda cortesã(Wu Jing-Lei), tudo muda no relacionamento entre os três.

Trailer:

Entrevista com os roteiristas de 500 Days of Summer

500 Days of Summer foi um dos filmes melhor recebidos no Festival de Sundance, deste ano, tendo sido recentemente lançado em DVD e Blue Ray no mercado Norte-Americano. No sentido de divulgar o filme, o site Coming Soon entrevistou os roteiristas, Scott Neustadter e Michael H. Weber, podem ler a entrevista aqui: The Writers of (500) Days of Summer, onde respondem a questões sobre como começaram a trabalhar juntos, como reagiram à boa recepção do filme, as experiências em que se inspiraram para o filme, entre outras. Para além disso podem ver a entrevista que estes deram para promover o filme, aquando da exibição deste nas salas de cinema, em baixo, bem como o trailer e o vídeo sobre como Tom Hansen se apaixonou por Summer Finn.

O filme centra-se numa história de amor diferente daquilo a que estamos habituados. Tom Hansen (Gordon-Levitt), é um criador de postais comemorativos e um romântico incurável, este apaixona-se pela sua chefe Summer (Zooey Deschanel). Os dois acabam por desenvolver uma relação amorosa, mas existe um problema... Summer não acredita no amor. Os dois acabam por se separar e este acaba por mergulhar nos 500 dias que passaram juntos para perceber o que falhou na relação dos dois. As reflexões retiradas durante este período, irão fazer com que este redescubra as verdadeiras paixões da sua vida.

O filme marca a estreia de Marc Webb na realização, tendo o filme roteiro dos já citados Scott Neustadter e Michael H. Weber.

Elenco: Zooey Deschanel, Joseph Gordon-Levitt, Clark Gregg, Minka Kelly, Rachel Boston, Matthew Gray Gubler, Chloe Moretz.

Trailer:


Entrevista:


Vídeo Educacional Sobre como Tom se apaixonou por Summer:

26 dezembro 2009

A relação entre Cultura e Política. Kracauer e a sua visão subjectiva.

Este é um excerto de um trabalho sobre a Relação entre a Cultura e a Política segundo a Escola de Frankfurt. Para a realização do trabalho, escolhi Siegfried Kracauer, Walter Benjamin e Theodor Adorno, para analisar, demonstrando assim as rupturas e interligações entre estes, como cada um via esta relação. No caso de Kracauer, a grande obra que irá guiar este trabalho será From Caligari to Hitler, no entanto, não é a única como podem verificar pela bibliografia. Quem tiver sugestões, alterações, erros, elogios, insultos, entre outros, a fazer, poderá comentar no Blog, serão bem aceites (os insultos não tanto) para melhorar o trabalho.
P.S. Peço imensa desculpa pelas devidas referências não estarem feitas, mas ao fazer copy/paste para o blog estas perderem, de qualquer maneira, se estiverem interessados é só enviarem mail. Obrigado por lerem.

Siegfried Kracauer foi um dos elementos pertencentes à chamada “Escola de Frankfurt”, tal como Adorno e Walter Benjamin, era um dos membros proeminentes dos intelectuais de esquerda da Alemanha de Weimar, sendo nos dias de hoje algo menosprezado em relação aos outros dois membros já referidos. Foi um estudioso da chamada “cultura de massas”, hoje denominada “cultura popular”, analisando os fenómenos da sua superfície, sendo que nessas análises/estudos que efectua sobre a cultura popular vai dar uma ênfase especial à fotografia e ao Cinema, indo este trabalho dar ênfase ao Cinema.
Com a ascensão dos Nazis, em 1933, parte para França, sendo que em 1941, emigra para os Estados Unidos, onde pública um vasto número de obras, entre as quais, From Caligari to Hitler: A Psychological History of the German Film (1947), que será alvo de especial atenção para a elaboração do trabalho. Para além desta obra, serão utilizadas para o estudo da relação entre cultura e política, Ornament der Masse (1927) e Theory of Film: The Redemption of Physical Reality (1960). Em From Caligari to Hitler, vai analisar quatro grandes períodos que denomina, The Archaic Period (1895–1918), The Postwar Period (1918–1924), The Stabilized Period (1924–1929) e The Pre-Hitler Period (1930–1933), indo colocar em anexo o Cinema Propaganda Nazi. Para o caso do trabalho, o período após a I Guerra Mundial marcará o inicio da análise da obra.
Para Kracauer, os filmes produzidos em cada nação reflectem os valores desta mais do que qualquer forma de arte. Para justificar esta afirmação propõe duas razões para ter elaborado as mesmas. Primeiro, os filmes nunca são produzidos individualmente, são um trabalho colectivo que envolve toda uma equipa de produção, onde todas as contribuições são importantes. Vai recorrer ao exemplo do realizador G.W. Pabst, enquanto filmava nos estúdios franceses Joinville, seguia atentamente os conselhos dos técnicos de produção que trabalhavam com ele. O segundo motivo que apresenta passa pelo facto do Cinema ser um espectáculo dirigido para as massas, para satisfazer os desejos destas, com esta posição apresenta desde logo a primeira ruptura com a teoria de Adorno e Horkheimer ao matizar o valor persuasor do Cinema junto do público e enfatizar o papel do público que o recebe. Enquanto os dois primeiros consideravam que o Cinema tira liberdades ao espectador, que estes se encontravam influenciados pelas imagens dadas pelo filme, Kracauer considera que essa situação não deve ser sobrevalorizada, pois mesmo os filmes de propaganda Nazi, “espelhavam certas características nacionais, que não poderiam ser fabricadas,” ou seja o cinema está condicionado pelo desejo do público de ver o filme, o que no caso de sociedades democráticas como nos Estados Unidos, reflecte-se nos resultados das receitas de bilheteira, o que acabava por sua vez por condicionar as produções. Esta afirmação também pode ser questionada, se quisermos pensar que o público pode pensar que está a ver algo que quer ver mas no entanto foi induzido a isso, sendo criado no espectador um hábito cinematográfico de assistir a certos géneros de filmes ou a certas temáticas.
Em From Caligari to Hitler, Kracauer vai traçar um retrato sobre o ambiente que rodeava os alemães no período após a I Guerra Mundial, os medos e os receios da população, ou seja vai traçar um retrato psicológico, sobre a Alemanha desse tempo, traçando um paralelo com a produção cinematográfica que se estava a produzir, onde o “Expressionismo” dominava os gostos do público, vai traçar um retrato psicológico sobre as tendências dominantes no povo alemão, através desta, este retrato irá culminar no cenário na ascensão de Hitler ao poder e a utilização do cinema por parte do Nacional-socialismo.
Esta análise social através do Cinema vai ao encontro da sua concepção de análise das imagens, “imagens do espaço (raumbilder) são o sonho da sociedade. Onde quer que os hieróglifos, dessas imagens, possam ser decifrados, poderemos encontrar a base da realidade social.” Esta concepção dos fenómenos sociais, sobretudo aqueles que podem passar mais desapercebidos, como uma configuração escrita a ser decifrada, leva a que seja conotado com o programa filosófico da “legibilidade do Mundo” , que acolhe alguma aderência noutros autores Judeus, tal como Walter Benjamin. Para Kracauer, o filme era concebido como uma expressão material e não como uma representação de uma experiência particular, como algo fulcral para a compreensão da história do seu tempo, para este "uma análise das manifestações discretas realizadas à superfície de um período, pode contribuir mais para determinar o seu lugar no processo histórico, do que um julgamentos de um período sobre si próprio.” Ou seja, aqui pode-se abrir outra questão sobre o Cinema como documento histórico, algo que não será analisado pois seria tema para outro trabalho.
Entre vários filmes que Kracauer utiliza para traçar um retrato psicológico da Alemanha do tempo em que foram produzidos, um dos que o autor dá maior destaque é Das Cabinet des Dr. Caligari (1920), de Robert Wiene, um filme que ainda hoje é uma obra seminal. O filme corrobora vários aspectos já referidos por Kracauer sobre o Cinema e a sua ligação com o estado psicológico da população e a relação com a política. Este processo passa desde logo pelo roteiro escrito por Hans Janowitz e Carl Meyer, estes procuram escrever o roteiro para um filme algo revolucionário, onde iriam estigmatizar os perigos da omnipotência da autoridade do Estado, manifesta nas declarações, estavam a dirigir-se ao Governo Alemão durante a I Guerra Mundial . O personagem do Dr.Caligari iria precisamente simbolizar esse poder que tudo pretendia dominar, que tudo pretendia controlar, mesmo que para isso tivesse que violar os direitos do Homem e a Lei, por outro lado o sonâmbulo Césare simbolizaria o povo, que era recrutado massivamente para o esforço de Guerra, acabando por entrar num ambiente bélico que o levava a tomar a opção de matar ou ser morto, acabando por se tornar um assassino para não ser morto. Ou seja, os soldados vistos como alvo de controlo do Estado, que agiam sobre ordens e não sobre a sua livre vontade, e que na arena do conflito teriam de tomar acções que não condizem com a sua conduta na sociedade. No entanto, esta situação acabou por ser revertida pelo realizador, que transformou o conto, numa “quimera conocted e narrada pelo mentalmente instável Francis. Para o efeito, esta transformação coloca o corpo da história original noutra que introduz Francis como se este fosse um louco” . Enquanto a história original criticava de forma metafórica a autoridade do Estado, esta nova versão glorifica a autoridade, tirando o papel da loucura inerente ao poder, que estava conceptualizado no primeiro roteiro. Esta situação remete para dois dos conceitos que temos vindo a analisar, desde logo a relação entre Cinema e Política, no caso os roteiristas procuraram transpor para o grande ecrã as suas visões políticas, algo que foi contrariado pela concepção de Robert Wiene que preferiu apresentar ao público um filme menos subversivo, que fosse ao encontro dos gostos destes. Esta alteração de Wiene corresponde assim à teoria de Kracauer quanto ao papel da vontade do que o público quer ver como parte da consciência produtiva. No entanto, ao colocar a história na mente de um louco, o realizador não abandonou as premissas do roteiro original, limitando-se a matizar as mesmas, esta situação servirá para Kracauer comparar esta revolta que ocorre na psique dos alemães com a conjuntura que levará à ascensão do Nacional-Socialismo ao poder, ou seja uma sociedade que anseia no seu subconsciente por uma revolta, mas que no entanto assume no seu exterior valores que primam pela manutenção dos valores. Importa referir ainda os cenários típicos dos filmes expressionistas, que distanciam o filme do Mundo real e colocam-no junto do Sonho. De referir, que à partida era esperado que o roteiro de Caligari não fosse aprovado, visto apresentar elementos considerados subversivos, mas para surpresa dos roteiristas, Eric Pommer, chefe executivo do DeclaBioscop, aprovou o mesmo, atendendo à necessidade do Cinema Alemão tinha de ser exportado e para isso era necessário ser um produto atractivo. E o chamado Expressionismo Alemão era um género rentável nas fronteiras externas da Alemanha, a ponto de ir influenciar largamente uma geração de cineastas na década de 30 e 40 nos Estados Unidos. Caligari não foi muito bem acolhido na altura da sua primeira exibição, no entanto, a sua core base irá ser um dos temas mais recorrentes do Cinema Alemão entre 1920 e 1924, que passa pela temática da alma confrontada com a escolha entre a desordem democrática e o regresso à ordem pela tirania, vão especializar-se em descrever actos de tirania e de tiranos e as consequências infligidas por estes. Entre os filmes que o autor exemplifica encontram-se Nosferatu (1920), Vanina (1922), Dr.Mabuse, Der Spieler (1922), entre outros. Nestes exemplos dados, há que destacar Dr.Mabuse, Der Spieler, pela simples razão de nos dar a visão de um tirano contemporâneo, ao contrário dos dois primeiros onde os tiranos tinham um enquadramento histórico passado em épocas anteriores. Tal como em Dr.Caligari, Dr.Mabuse apresenta-nos o protagonista em busca do poder total, a sede do poder. Se em Caligari, este hipnotiza Cesare para cumprir os seus objectivos mais pervertidos, Dr.Mabuse hipnotiza as suas vítimas impersonalizando as mesmas, a ponto de apenas um personagem saber a sua verdadeira identidade. Aqui Mabuse aparece como uma ameaça omnipresente, personificando o medo pelo desconhecido, o clima de suspeição que se vivia na Alemanha do período pós guerra. Se há críticos que consideram Dr.Mabuse um filme demasiado documentarista, Kracauer considera-o antes de tudo o mais como um documento da época, que apresenta um Mundo “sem lei e depravado. Uma dançarina de um clube nocturno representa num cenário rodeado de sex symbols. As orgias eram uma instituição, homossexualidade e prostituição infantil eram personagens do dia-a-dia,” a anarquia reinante, ficou representado no ataque da polícia à casa de Mabuse, esta cena metaforiza um episódio da vida real, nomeadamente entre Spartacus e as tropas de Noske. No entanto, há algo, que distingue Dr.Mabuse, Der Spieler, de Caligari, que passa pela correlação entre caos e tirania, ou seja pela proximidade que estes têm um do outro, algo que em Dr.Caligari não era apresentado, visto demonstrar apenas as diferenças entre caos e desordem e a tirania, não apresentando nenhuma ligação entre estes. De referir ainda que a obra de Lang irá ganhar mais duas sequelas, sendo que no segundo filme, Mabuse apresenta traços muito semelhantes a Hitler. Kracauer coloca o final desse ciclo, onde a “assediada mente alemã estava reclusa numa concha” com Das Waschsfigurenkabinett. Neste filme, vão estar presentes três tiranos, no entanto, representados através de figuras de cera, representando a realidade através do imaginário, nomeadamente através do sonho de um jovem poeta que ao adormecer sonha que estas figuras (Ivan o Terrível, Harun al-Rashid, Jack o Estripador) ganham vida.
Se a conceptualização imagética de tirania foi uma das grandes temáticas às obras cinematográficas entre 1920 e 1924, este não era o único tema contido nestas. Kracauer destaca desde logo a noção de destino, havia duas opções, tirania ou anarquia, já a Democracia não era vista como uma hipótese. Para explicar esta situação, Kracauer vai utilizar o seu meio preferencial para exemplificar as suas teorias, recorre à filmografia e exemplifica os casos particulares para extrapolar no geral. Para o caso do destino, irá pegar em casos como Der Mude Tod (1921), Die Nibelungen (1924), ambos de Fritz Lang, se no caso do primeiro, o destino actua sobre os tiranos, onde os actos dos tiranos são retratados como obras do destino, como algo pré-estabelecido, já em Die Nibelungen assistimos aos actos levados a cabo pela anarquia das paixões, onde o destino actua nos actos dos personagens. Die Nibelungen irá ter uma grande repercussão, vários dos seus elementos serão aproveitados para outros trabalhos germânicos, incluindo num filme que é paradigmático da propaganda Nazi, Triumph des Willens, os trompetistas de Siegfried, padrões humanos autoritários, entre outros, esta comparação de Kracauer, exemplifica sobretudo um padrão que podemos inferir após a leitura de From Caligari to Hitler, que passa por este criar uma ordem cronológica, onde a cinematografia acompanha a vida social, política, económica e sobretudo psicológica da Alemanha desse tempo, onde o Cinema apresenta traços nos quais se pode depreender uma continuidade lógica que irá culminar na ascensão de Hitler ao poder, ou seja, que os vários factores que ocorreram na sociedade Alemã durante a República de Weimar irão culminar na subida ao poder da tirania em detrimento da confusão que se vivia durante a anterior Governação, traçando-se assim um paralelo entre o Cinema e a Política, entre o sonho e a realidade.
Mas os exemplos cinematográficos dados por Kracauer não se ficam por aqui, visto este criar uma terceira divisão temática, ou melhor, terceiro período temporal, a que denomina de Período Estabilizado (1924-1929), onde refere filmes com temáticas referentes ao declínio, ao “caos silencioso”, “a prostituta e o adolescente”, o “Novo Realismo”, “Montagem” e “Breve Alvorada”. Neste período, a produção vai mais uma vez acompanhar a vida política e social dos cidadãos, e poderia ser dividida em três grupos. “O primeiro testemunha a existência de um estado de paralisia. O segundo grupo perde luz nas tendências e noções que estão paralisadas. O terceiro revela os trabalhos interiores da paralisada alma colectiva.” Entre os três, todos têm em comum não pretenderem ser subversivos para com o status quo, parecendo indiferentes para com a realidade em que viviam demonstrando uma frieza emocional incomportável. Este vai ser um dos pontos que Kracauer mais vai problematizar, o facto de não haver uma teoria, um movimento que mostre o caminho, algo que nem a obra de Kracauer irá resolver pois quando a escreve já está no exílio e já os acontecimentos que gostaria de ter evitado se encontram em ebulição.
Quanto ao denominado, Caos Silencioso, nestes filmes o tema, gira em torno da luxúria, dos desejos mais recônditos, levados a cabo numa sociedade caótica, onde a desordem reina, num ambiente de quase anarquia, onde o poder político, a autoridade, não consegue impor uma conduta à sociedade. Entre os exemplos particulares dado por Kracauer, refere Genuine (1920), de Robert Wiene (o mesmo de Caligari) e Der Letzte Mann (1924), de F.W. Murnau. Entre estes dois aparecem temas recorrentes entre os filmes que focam sobre o “caos silencioso”, nomeadamente a realidade social da maioria dos personagens, que pertencem à baixa classe média, representada como remanescente inexpressivo de uma sociedade desordenada , estes deixarem-se guiar pelas paixões e não pela razão, os cenários distantes do real, que matizam a problematização da realidade. Entre os géneros destes filmes destacam-se as comédias, filmes escapistas, mas sobretudo, o que interessa salientar passa pelo crescente interesse pelo documentário, o chamado Kulturfilme. O primeiro destes documentários a fazer um grande sucesso foi Wege Zu Kraft Und Schönheit, que teve a participação do Governo Alemão, para poder ser distribuído nas escolas como filme educativo. Esta importância dada aos documentários não é por acaso, os avanços efectuados durante esta altura serão aproveitados pelo Governo Nazi, para difundir o seu ideário de forma eficaz. Aliás juntamente com a montagem estes serão duas das temáticas mais importantes o Cinema de Propaganda Nazi, no chamado “período estabilizado”.
No caso do ponto a que Kracauer chama, “a prostituta e a criança,” há que destacar as temáticas referentes aos desejos sobreporem-se à razão, o autoritarismo dos citadinos, sendo que de todos os exemplos dados, o único que será dado será Metropolis, de Fritz Lang, pelo apreço que Hitler tinha pelo filme e ver a grandiloquência deste como exemplo para as obras de propaganda. Kracauer coloca Metropolis como o filme paradigmática da libertação da opinião durante o som, da voz reprimida durante o dia que desperta durante o sonho. No caso da análise de Metropolis, o autor volta a comparar uma obra anterior à ascensão do Nacional-Socialismo para comparar com os ideais deste, no caso compara o discurso de Maria, de que “o coração medeia entre a mão e o cérebro poderia ter sido utilizado por Goebbels. Ele também apelou ao coração, no interesse da propaganda totalitária,” referindo-se ao discurso onde o Ministro de Hitler referiu que o “Poder baseado em armas poderá ser algo bom; no entanto, é melhor e mais gratificante conquistar o coração das pessoas e mantê-lo.” . O final apresenta a ascensão totalitária após uma revolução.
Há ainda que destacar os épicos nacionais, onde se destacam os filmes de montanha, que misturam um hábito alemão (escalada de montanhas) com ideologia, esta situação foi utilizada por Quentin Tarantino em Inglorious Basterds, para satirizar os personagens alemães, nomeadamente quando Bridget von Hammersmark (Diane Kruger) questiona Aldo Raine (Brad Pitt) sobre como poderia esconder uma ferida sofrida num tiroteio num bar onde oficiais da resistência foram capturados, este responde para dizer que foi escalar uma montanha, ou seja, um hábito de época que na contemporaneidade ainda serve para caricaturar os alemães.
No período pré-Hitler (1930-1933), este período é marcado pelos épicos de cariz nacionalista, como The Rebel, onde a temática são as batalhas Franco-Prussianas. A temática das campanhas Napoleónicas na Prússia será muito recorrente nas obras deste período, que continham subtis mensagens, onde se procura legitimar as acções dos rebeldes que defendem a causa nacional. Para além disso, há ainda que destacar The King´s Dancer, que apresenta um líder um tanto ou quanto semelhante a Hitler, como que preparando o terreno para a ascensão do Führer ao poder.
Mas dos exemplos dados por Kracauer, nenhum atinge a dimensão do Cinema de Propaganda Nazi, estes poderiam ser divididos entre os newsreels (noticiários de curta duração, cuja informação perpassada era extremamente manipulada) e os filmes de propaganda propriamente ditos. Quanto aos newsreels, há que referir, que estes não são uma criação germânica, nem foram utilizados apenas pelos Nacional-socialistas na Alemanha, veja-se por exemplo o caso dos Estados Unidos, que irá utilizar estes pequenos noticiários de maneira massiva durante a Guerra Fria, perdendo estes a importância com o aparecimento da televisão. De referir que estes foram utilizados pelos Nazis antes da Guerra, no entanto, com o decorrer desta, o uso será cada vez maior, não só na Alemanha mas também noutros Países, essa função de exportar os ideais Nazis para o exterior das fronteiras alemãs fica comprovado com a tradução das newsreels em dezasseis línguas diferentes, algo que vai ao encontro dos ideais de propaganda proclamados por Goebbels, onde refere “Embora eu deva manter a ideia inabalável e inalterável, a propaganda deve ajustar-se a si própria às condições prevalecentes. A Propaganda é sempre flexível. Esta diz coisas diferentes aqui e ali.” Kracauer salienta a maneira como estas newsreels eram filmadas, para dar ares de realidade, nomeadamente através de ângulos de câmara pouco correctos no sentido fotográfico, mas que introduziam verosimilhança, que manipulavam o receptor ou melhor esterilizavam a sua opinião.
Os filmes de propaganda Nazi, apresentam um nível técnico elevado, beneficiando dos avanços técnicos que foram referidos anteriormente, desde técnicas de montagem, som, ângulos de filmagem, narrativa, utilizados para conseguir manipular a opinião do público. Este ponto de From Caligari to Hitler, apresenta o ponto culminante de toda a narrativa do autor, que constrói toda uma narrativa servida dos mais variados exemplos cinematográficos, até chegar ao ponto culminante da relação entre Cinema e a Política, onde a Cultura de Massas e o poder Político se encontram perigosamente interligados, onde o segundo utiliza a primeira para influenciar o povo.
Entre os filmes de propaganda Nazis, há que destacar, Olimpia e Triumph Des Willens, ambos da autoria de Leni Riefhenstal. No entanto, Kracauer prefere analisar Baptism of Fire e Victory in the West, no caso do trabalho irão ser analisadas as ideias chave de Kracauer para referir como a política utilizou a Cultura de Massas para chegar a estas. Para explicar a eficácia da utilização dos meios audiovisuais por parte dos Nazis refere três técnicas que são utilizadas de maneira exponencialmente eficaz, nomeadamente, comentário, imagem e o som. No caso do comentário, este poderia chegar onde as imagens não poderiam, desde explicar um contexto para o que estava a ser mostrado, explicar elipses temporais, ou até utilizar linguagem militar desconhecida do público em geral para “esmagar” este perante a sua insignificância em comparação com as figuras do poder, que sabem o que falam e o que fazem. Por sua vez, a imagem era fulcral para chegar ao público, pois a imagem faz “um apelo directo ao subconsciente e ao sistema nervoso.” . Já a importância do som, deve-se sobretudo á sua capacidade de aumentar ou diminuir a carga dramática ou efusiva de uma cena, de transformar uma situação épica numa situação ridícula e vice-versa, ou seja, um imponente tanque inglês poderia ser mostrado com a ajuda da música, como um pequeno brinquedo pronto para os alemães esmagarem.
Dizer que a política de propaganda nazi, só mostrava o que queria e passava não a imagem verdadeira mas sim a imagem que pretendiam passar como verdadeira, é fazer chover no molhado, no caso dos documentários referidos por Kracauer, o exército e o Führer eram os elementos em destaque, evidenciando a supremacia política e militar germânica. Estas imagens espalhariam a bravura, força e superioridade da raça ariana sobre as demais, a superioridade Nazi plasmada no grande ecrã através do Cinema. E como eram representadas as forças aliadas? Os aliados eram representados como o inimigo, como a força que queria destruir a nação Alemã, que era representada como vitima, a Guerra é vista como uma motivação para a libertação alemã, para a Lebensraum . Antes de terminar a análise a Kracauer, há que referir o exemplo mais conseguido da propaganda Nazi, que beneficiou de ter uma realizadora talentosa e de tudo ter sido feito a preceito, Triumph Der Willens, onde a glorificação da Alemanha Nazi é efectuada a preceito. Os símbolos de suásticas pelas cidades, as paradas militares, o discurso eivado de gestos de exaltação, tudo foi feito para demonstrar a força do Nazismo. Para culminar a chegada de Hitler a Nuremberga, revela a fusão entre o culto da montanha e o culto a Hitler, demonstrando mais uma vez a ligação entre estas obras e as anteriores. Ao referir a utilização dos ornamentos de massas por parte dos filmes de cariz fascista, revela uma ligação com a ornamentação dos filmes expressionistas, seja este ornamento, a nível de cenários, objectos ou humanos. Aqui recupera o seu conceito de Ornamento de Massas, onde na obra com o mesmo nome, problematiza sobre este conceito, refere que os ornamentos de massas são o “reflexo estético da racionalidade aspirada pelo sistema económico predominante”, subjugando o tempo de trabalho e o tempo de lazer ao Taylor System. Este conceito de monopolização do tempo do lazer, onde a cultura se torna uma comodidade e a fábrica uma indústria, é algo que já foi anteriormente estudado durante a análise a Theodor Adorno. Para Kracauer, as massas não participavam na concepção da cultura de massas, no entanto eram o seu principal receptáculo, era para estas que eram dirigidas, realçando a importância que estas tinham na reprodução do real, para estes, a cultura de massas, continha uma representação da realidade, uma aproximação com o Homem quotidiano, maior do que a high culture.
Poder-se-ia analisar outros exemplos que Kracauer menciona nas suas obras, visto o autor particularizar muito as suas ideias, apoiando-se para isso na Filmografia realizada durante a época que estuda, no entanto, esta situação poderia levar a que o trabalho pudesse parecer que estava a caminhar em águas puramente cinematográficas, o que não é o caso, pois o que se pretende é efectuar uma análise relação entre Cultura e Política e não à Filmografia da época, ainda que esta seja útil para particularizar e evidenciar esta relação. Este método de Kracauer, de utilizar o exemplo particular para explicar o exemplo geral, num método imbuído de algum didactismo, foi alvo de comentários de Adorno, que na obra The Curious Realist, afirma, “O pensamento dialéctico nunca fez parte do seu temperamento. Ele sustentou-se com a especificação precisa do particular, para utilizar como um exemplo para questões gerais.” Ou seja as ideias de Kracauer acabam por ligar quase sempre o geral e o particular, sendo praticamente impossível analisar o seu pensamento sem recorrer aos métodos que este utiliza. Mais tarde em Theory of Film, Kracauer vai ter uma abordagem diferente, quanto ao Cinema, algo que é visível nas críticas feitas por vários autores a este último. Neste, Kracauer representa o Cinema como uma representação da realidade, como algo que vai além do que a fotografia é capaz de mostrar, nomeadamente movimento. Se em From Caligari to Hitler, o autor apresenta um retrato sobre a sociedade do seu tempo através do Cinema, no caso de Theory of the Film, Kracauer, o grande elo de ligação entre esta e as suas anteriores obras, será a análise sociológica, os problemas que encontrou na superfície da arte, no entanto, nos seus últimos trabalhos vai sobretudo preocupar-se com a comparação entre realidade presenciada e realidade filmada.
No período cronológico que nos interessa estudar, o pensamento de Kracauer sobre a relação entre Cultura de Massas e Política, ou melhor Cinema e Política, é muito influenciada pelos acontecimentos que viu passarem-lhe pelos olhos sem poder fazer nada para pará-los. Esta é uma situação que ocorre também com Adorno e Walter Benjamin, no entanto aborda a questão de maneira algo diferente dos outros dois, sobretudo do primeiro. Se Adorno prefere colocar a relação entre Cultura de Massas e Política sobre um prisma algo negativista, onde destaca a perversidade que essa relação poderá ter na conquista dos heart´s and mind´s da população, como pudemos verificar, já Kracauer prefere abordar o Cinema como um reflexo de uma sociedade, onde indivíduos conscientes recebem a informação que pretendem, mas poderão ver os seus gostos modelados a ponto de começarem a querer algo que anteriormente não pretendiam. Para além disso, como homem atento sobre o seu tempo, problematiza sobre um grupo social em ascensão que consome essa cultura, os chamados “White Collars,” estes são uma classe média que segundo Kracauer teve um papel político muito importante, participando no rumo que a sociedade levou Assim podemos desde logo apresentar uma ruptura evidente entre as ideias de dois dos elementos da Escola de Frankfurt, se por um lado, Adorno vê o Cinema como uma “arma” perigosa a ser utilizada, uma arma que paralisa todos os sentidos e que hipnotiza a mente, para Kracauer, o Cinema representa a sociedade do seu tempo, vendo neste mais do que um elemento negativo, um elemento representativo. E quanto a Walter Benjamin? O que o distinguirá de Theodor Adorno e Siegfried Kracauer? Qual a sua visão sobre a relação entre Cultura e Política? E mais especificamente sobre o Cinema?

Bibliografia:

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